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domingo, 28 de setembro de 2008

VINÍCIUS: UMA BIOGRAFIA DE AMOR, UMA VIDA DE PAIXÕES

Vinicius de Moraes foi muito mais que nosso "Poetinha", apelido carinhosamente atribuído a ele. Marcus Vinicius da Cruz de Melo Moraes foi compositor, intérprete, escritor, jornalista, advogado, diplomata. Uma pessoa que viveu a vida ao máximo, passou uma metade dela viajando, a outra amando (teve nove casamentos).

Nascido no dia 19 de outubro de 1913, era um apaixonado pelo mundo. Daí suas escolhas profissionais, em todos os sentidos. Obcecado pelo dom de viver, Vinicius sempre procurou fazer aquilo que lhe proporcionasse prazer.

A carreira diplomática começou em 1943, trabalhou como vice-cônsul, entre outros cargos.

Tais atividades só foram interrompidas em 1968, quando foi punido pelo Ato Institucional n. º 5 com aposentadoria compulsória do Itamaraty, depois de 26 anos de (bons) serviços prestados.

O jornalismo e a crítica de cinema foram outras ocupações profissionais.Trabalhou nos jornais Última Hora, A Manhã, Suplemento Literário, O Jornal e na revista Clima, entre outros lugares. Em 1936, ele foi nomeado representante do MEC na censura cinematográfica, onde, nas sessões, apenas dormia e nada censurava. Uma atuação mais animada e engajada viria em 1947, com a fundação da revista Filme, da qual ele participou e manteve contato com diretores famosos como Orson Welles e Walt Disney.

Viajante que era percorreu a Europa em 1952 com o objetivo de estudar a organização dos festivais de Cannes, Berlim, Locarno e Veneza. Em 1966, foi membro do Júri Internacional de Cannes.

Vinicius era admirado não apenas por sua obra. Antes de poeta, ele foi uma pessoa querida por todos seus companheiros, parceiros e amigos. Um carioca da gema,como podemos definir pelo seu amor à cidade, que pode ser comprovado através dos sonetos e músicas. Nosso poetinha faleceu no Rio de Janeiro em 9 de Julho de 1980, mas seu legado ainda está presente nos corações dos apaixonados. Apaixonados pela vida, acima de tudo.

Vinicius e as Mulheres



"São demais os perigos desta vida
Pra quem tem paixão principalmente
Quando uma lua chega de repente
E se deixa no céu, como esquecida
E se ao luar que atua desvairado
Vem se unir uma música qualquer
Aí então é preciso ter cuidado
Porque deve andar perto uma mulher..."


Em todos os casamentos desfeitos, a mesma cena se repetia.Ele ia embora praticamente com a roupa do corpo, levando consigo, no entanto, a certeza de que seu coração sempre estaria aberto para paixões novas e avassaladoras.

As mulheres - de vedetes a intelectuais - sempre foram fonte de inspiração máxima da obra de Vinicius de Moraes.

Ele vivia alegre e com intensidade assustadora. Como grande artista que foi, Vinicius fez com que toda a emoção e delicadeza de cada um de seus encontros e desencontros fizessem parte de sua magnífica obra.

Em entrevista concedida à Clarice Lispector, Vinicius de Moraes fala sobre o amor e sobre as mulheres:

C.L:- Você acaba um caso porque encontra outra mulher ou porque se cansa da primeira?

V.M. - Na minha vida tem sido como se uma mulher me depositasse nos braços de outra. Isso talvez porque esse amor paixão pela sua própria intensidade não tem condições de sobreviver. Isso acho que está expresso com felicidade no dístico final do meu soneto "Fidelidade": "que não seja imortal posto que é chama / mas que seja infinito enquanto dure".

E assim Vinícius falava sobre o amor:

Soneto do Amor Total

Amo-te tanto meu amor... não cante
O humano coração com mais verdade...
Amo-te como amigo e como amante
Numa sempre diversa realidade.

Amo-te enfim, de um calmo amor prestante
E te amo além, presente na saudade.
Amo-te, enfim, com grande liberdade
Dentro da eternidade e a cada instante.

Amo-te como um bicho, simplesmente
De um amor sem mistério e sem virtude
Com um desejo maciço e permanente.

E de te amar assim, muito e amiúde
É que um dia em teu corpo de repente



Vinícius e seus parceiros



Mais do que parceiros Vinicius colecionou amigos e admiradores de sua obra. Companheiros de boêmia, do cotidiano, de rimas e notas musicais, eles formaram a fina nata da Música Popular Brasileira, junto ao 'Poetinha'. Os principais deles foram:

TOM JOBIM

Em 1955, Vinicius montaria a peça Orfeu da Conceição, com música a cargo de um então jovem pianista: Tom Jobim. Surgia assim uma parceria que se estenderia por toda a vida profissional e pessoal. Uma série de intérpretes gravou composições inesquecíveis da dupla, como Canções do Amor Demais, Luciana, Estrada Branca, Chega de Saudade, Garota de Ipanema, dentre outras. Mais do que ninguém, Tom foi o grande amigo.

CARLINHOS LYRA

Os dois se conheceram em 1961, ano em que compuseram juntos Você e Eu e Coisa Mais Linda. Outras composições da dupla são Primeira Namorada, Nada como ter Amor e A Marcha da Quarta-feira de Cinzas e o glorioso Hino da UNE.

BADEN POWELL

A parceria com o violonista começou em 1962, ano em que foram compostas as belas Samba da Bênção, Tem Dó, Samba em Prelúdio, Consolação, Canto de Ossanha e Samba de Oxóssi. Valsa do Amor que não vem, interpretada por Elizeth Cardoso, conseguiu o segundo lugar do I Festival de Música Popular Brasileira, da TV Excelsior de São Paulo, em 1965.

CHICO BUARQUE

Com Chico a parceria começou a partir da amizade nutrida entre o historiador Sérgio Buarque de Holanda (pai de Chico) e o poetinha desde os tempos do Itamaraty. Chico, que largara o curso de arquitetura no 3º ano para se dedicar às suas composições, fez inúmeras parcerias com o poetinha ao fim dos anos 60, muitas das quais com sua irmã Miúcha na condição de intérprete. Chico e Vinícius fizeram entre várias lindas canções: A Tonga, Primavera e A Valsinha - uma troca de cartas entre Julinho de Adelaide , codinome de Chico, ora no exílio em decorrência da ditadura - e o poetinha.

TOQUINHO

Da intensa parceria iniciada em 1969 surgiu a clássica Tarde em Itapoã.O primeiro disco da dupla foi lançado em 1971, quando os dois passaram a se apresentar em numerosos shows no Brasil e no exterior. Ao todo, foram quase 120 músicas compostas pelos amigos.

Além deles, Vinicius fez parceria com Edu Lobo e Francis Hime.

“Dizem, na minha família, que eu cantei antes de falar. E havia uma cançãozinha que eu repetia e que tinha um leve tema de sons. Fui criado no mundo da música, minha mãe e minha avó tocavam piano, eu me lembro de como me machucavam aquelas valsas antigas. Meu pai também tocava violão, cresci ouvindo música. Depois a poesia fez o resto." (Vinicius de Moraes)

Abaixo uma das carta trocadas entre Chico e Vinícius sobre a composição d' A VAlsinha.

Cartas trocadas há mais de trinta anos e parece que foi ontém. Lindo processo criativo entre Vinicius de Moraes e Chico Buarque que contam um pouco da história de uma das mais belas músicas da MPB, a gloriosa Valsinha.

DE VINÍCIUS DE MORAES PARA CHICO BUARQUE

Chiquérrimo,

Dei uma apertada linda na sua letra, depois que você partiu, porque achei que valia a pena trabalhar mais um pouquinho sobre ela, sobre aqueles hiatos que havia, adicionando duas ou três idéias que tive. Mandei-a em carta a você, mas Toquinho, com a cara mais séria do mundo, me disse que Sérgio [Buarque de Hollanda] morava em Buri, 11, e lá se foi a carta para Buri, 11.

Mas, como você me disse no telefone que não tinha recebido, estou mandando outra para ver se você concorda com as modificações feitas.

Claro que a letra é sua, e eu nada mais fiz que dar uma aparafusada geral. Às vezes, o cara de fora vê melhor essas coisas.
Enfim, porra, aí vai ela. Dei-lhe o nome de “Valsa hippie”, porque parece-me que tua letra tem esse elemento hippie que dá um encanto todo moderno à valsa, brasileira e antigona. Que é que você acha? O pessoal aqui, no princípio, estranhou um pouco, mas depois se amarrou na idéia. Escreva logo, dizendo o que você achou.

Um dia ele chegou tão diferente do seu jeito de sempre chegar
Olhou-a dum jeito mais quente do que comumente costumava olhar
E não falou mal da poesia como mania sua de falar
E nem deixou-a só num canto; pra seu grande espanto disse: vamos nos amar…
Aí ela se recordou do tempo em que saíam para namorar
E pôs seu vestido dourado cheirando a guardado de tanto esperar
Depois os dois deram-se os braços como a gente antiga costumava dar
E cheios de ternura e graça foram para a praça e começaram a bailar…
E logo toda a vizinhança ao som daquela dança foi e despertou
E veio para a praça escura, e muita gente jura que se iluminou
E foram tantos beijos loucos, tantos gritos roucos como não se ouviam mais
Que o mundo compreendeu
E o dia amanheceu em paz.

DE CHICO BUARQUE PARA VINÍCIUS DE MORAES

Caro poeta,

Recebi as duas cartas e fiquei meio embananado. É que eu já estava cantando aquela letra, com hiato e tudo, gostando e me acostumando a ela. Também porque, como você já sabe, o público tem recebido a valsinha com o maior entusiasmo, pedindo bis e tudo. Sem exagero, ela é o ponto alto do show, junto com o “Apesar de você”. Então dá um certo medo de mudar demais. Enfim, a música é sua e a discussão continua aberta. Vou tentar defender, por pontos, a minha opinião. Estude o meu caso, exponha-o a Toquinho e Gesse, e se não gostar foda-se, ou fodo-me eu.

“Valsa hippie” é um título forte. É bonito, mas pode parecer forçação de barra, com tudo que há de hippie por aí. “Valsa hippie” ligado à filosofia hippie como você a ligou, é um título perfeito. Mas hippie, para o grande público, já deixou de ser filosofia para ser a moda pra frente de se usar roupa e cabelo. Aí já não tem nada a ver. Pela mesma razão eu prefiro que o nosso personagem xingue ou, mais delicado, maldiga a vida, em vez de falar mal da poesia. A sua solução é mais bonita e completa, mas eu acho que ela diminui o efeito do que se segue. Esse homem da primeira estrofe é o anti-hippie”. Acho mesmo que ele nunca soube o que é poesia. É bancário e está com o saco cheio e está sempre mandando sua mulher à merda. Quer dizer, neste dia ele chegou diferente, não maldisse (ou “xingou” mesmo) a vida tanto e convidou-a pra rodar.

“Convidou-a pra rodar” eu gosto muito, poeta, deixa ficar. Rodar que é dar um passeio e é dançar. Depois eu acho que, se ele já for convidando a coitada para amar, perde-se o suspense do vestido no armário e a tesão da trepada final. “Pra seu grande espanto”, você tem razão, é melhor que “para seu espanto”. Só que eu esqueci que ia por itens.

Vamos lá:

Apesar do Orestes (vestido de dourado é lindo), eu gosto muito do som do vestido decotado. É gostoso de cantar vestido decotado. E para ficar dourado, o vestido fica com o acento tendendo para a primeira sílaba. Não chega a ser um acento, mas é quase. Esse verso é, aliás, o que mais agrada, em geral. E eu também gosto do decotado ligado ao “ousar” que ela não queria por causa do marido chato e quadrado. Escuta, ô poeta, não leva a mal a minha impertinência, mas você precisava estar aqui para ver como a turma gosta, e o jeito dela gostar dessa valsa, assim à primeira vista. É por isso que estou puxando a sardinha mais para o lado da minha letra, que é mais simplória, do que pelas suas modificações que, enriquecendo os versos, talvez dificultem um pouco a compreensão imediata. E essa valsinha tem um apelo popular que nós não suspeitávamos.

Ainda baseado no argumento acima, prefiro o “abraçar” ao “bailar”. Em suma, eu não mexeria na segunda estrofe.

A terceira é a que mais me preocupa. Você está certo quanto ao “o mundo” em vez de “a gente”. Ah, voltando à estrofe anterior, gostei do último versos onde você diz “e cheios de ternura e graça” em vez de “e foram-se cheios de graça”. Agora, estou pensando em retomar uma idéia anterior, quando eu pensava em colocá-los em estado de graça. Aproveitando a sua ternura, poderíamos fazer “Em estado de ternura e graça foram para a praça e começaram a se abraçar”. Só tem o probleminha da junção “em-estado”, o “em-e” numa sílaba só. Que é o mesmo problema do “começaram-a”. Mas você mesmo disse que o probleminha desaparece dependendo da maneira de se cantar. E eu tenho cantado “começaram a se abraçar” sem maiores danos. Enfim, veja aí o que você acha de tudo isso, desculpe a encheção de saco e responda urgente.

Há um outro problema: o pessoal do MPB-4 está querendo gravar essa valsa na marra. Eu disse que depende de sua autorização e eles estão aqui esperando.

Eu também gostaria de gravar, se o senhor me permitisse, por que deu bolo com o “Apesar de você”, tenho sido perturbado e o disco deixou de ser prensado. Mas deu para tirar um sarro. É claro que não vendeu tanto quanto a “Tonga”, mas a “Banda” vendeu mais que o disco do Toquinho solando “Primavera”. Dê um abraço na Gesse, um beijo no Toquinho e peça à Silvana para mandar notícias sobre shows etc. Vou escrever a letra como me parece melhor. Veja aí e, se for o caso, enfie-a no ralo da banheira ou noutro buraco que você tiver à mão.

Um dia ele chegou tão diferente do seu jeito de sempre chegar
Olhou-a dum jeito muito mais quente do que sempre costumava olhar
E não maldisse a vida tanto quanto era seu jeito de sempre falar
E nem deixou-a só num canto, pra seu grande espanto convidou- a pra rodar
Então ela se fez bonita como há muito tempo não queria ousar
Com seu vestido decotado cheirando a guardado de tanto esperar
Depois os dois deram-se os braços como há muito tempo não se usava dar
E cheios de ternura e graça foram para a praça e começaram a se abraçar
E ali dançaram tanta dança que a vizinhança toda despertou
E foi tanta felicidade que toda a cidade se iluminou
E foram tantos beijos loucos
Tantos gritos roucos como não se ouvia mais
Que o mundo compreendeu
E o dia amanheceu
Em paz.

AOS COMBATENTES POPULARES


Há homens que lutam um dia, e são bons;
Há outros que lutam um ano, e são melhores;
Há aqueles que lutam muitos anos, e são muito bons;
Porém há os que lutam toda a vida
Estes são os imprescindíveis.

ESPECIAL 1968: VANDRÉ E CAETANO NOS FESTIVAIS

Por Flaviana Serafim

A Polêmica trilha sonora de 68


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Geraldo Vandré
Há exatos 26 anos e dois dias, no dia 26 de setembro de 1968, Geraldo Vandré subia ao palco do ginásio Maracanãnzinho, no Rio, com a belíssima e histórica música do III Festival Internacional da Canção que virou hino de toda uma geração: "Pra não dizer que não falei das flores", composta e apresentada por Geraldo Vandré.

Não só hino de uma geração, tornou-se música-símbolo da resistência em todos os atos realizados nos anos 17 anos seguintes nos quais ainda durou a ditadura. Cantá-la virou a palavra de ordem de todos as passeatas, protestos, campanha pela anistia, recepção de volta dos exilados, até da maior campanha cívica da história do país, a das Diretas-já

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Dias antes, em 12 de setembro de 1968, ocorreram as eliminatórias paulistas do festival quando Caetano Veloso subiu ao palco do Teatro da Universidade Católica, o TUCA, em São Paulo, e protagonizou ali, ao lado dos Mutantes, com a canção "É proibido proibir", uma das cenas mais polêmicas dos festivais de música daquele ano.

Irritado com as vaias do público, que não compreendeu o arrojo de "É proibido proibir", nas eliminatórias do III Festival Internacional da Canção, Caetano questionou: "Mas é isso a juventude que diz que quer tomar o poder? Vocês têm coragem de aplaudir este ano uma música, um tipo de música que vocês não teriam coragem de aplaudir no ano passado? (...) Vocês não estendendo nada, nada, nada, absolutamente nada (...) Que juventude é essa?".

"Pra não dizer que não falei das flores" também levantou polêmica - e põe polêmica nisso! - num Maracanãzinho lotado, onde se realizou a finalíssima do festival daquele ano. A platéia, inconformada com o 2º lugar dado a Vandré - o 1º ficou com "Sabiá", de Tom Jobim e Chico Buarque de Holanda – gritava: "É marmelada!".

O desencanto e até mesmo ira do público levou Vandré a uma de suas últimas e mais marcantes declarações públicas: "a vida não se resume em festivais". Participantes e envolvidos com o festival daquele ano garantem que Vandré não ficou com o 1º lugar por pressões da ditadura militar. Depois daquela noite no Maracanãzinho, Vandré foi preso, ficou vários dias desaparecido, há notícias de que foi muito torturado, e nunca mais voltou à ribalta.

Enquanto a música e performance de Caetano traziam elementos completamente novos à música brasileira criada há 40 anos, Vandré, com poesia impecável, botava os espinhos de "Pra não dizer que não falei das flores" direto na ferida da ditadura militar. Mas ambos criaram, cada um com seu estilo, uma maravilhosa trilha sonora para nosso 1968.


Clique para ouvir:

Image Pra não dizer que não falei das flores – Geraldo Vandré

Image É proibido proibir – Caetano Veloso

FRASE DO DIA DEDICADA AOS AMIGOS DE GONZAGA PATRIOTA

MARIGHELLA: VIDA E AÇÃO LIBERTADORA






Por Joaquim Câmara Ferreira

Carlos Marighella
A publicação de alguns trabalhos de Carlos Marighella constitui, a nosso ver, não só uma homenagem ao homem que mais contribuiu a dar um novo rumo ao movimento revolucionário brasileiro, como também uma contribuição ao esforço de quantos se empenham, particularmente na América Latina, em seguir os exemplos dos povos cubano e vietnamita, empunhando as armas que a reação conseguiu arrebatar das mãos do Che Guevara e, agora, do próprio Marighella.

Nos livros, folhetos e documentos que escreveu desde 1964, nem tudo é original. Neles encontramos muito do que já foi dito por Lênin, Mao Tse Tung, Ho Chi Min, Fidel Castro, Che Guevara e tantos outros. Mas tampouco se trata de copia. Marighella procura aplicar à realidade brasileira as verdades universais expressadas nas idéias dos grandes líderes das lutas emancipadoras de todos os tempos. E deduz, da analise das condições físicas, econômicas e sociais do Brasil, novos e originais elementos. "A ortodoxia é coisa de religião, e da velha religião", costumava dizer.

A preocupação permanente em fazer a Revolução é o que levou o homem que dedicou toda sua vida à causa do socialismo a elaborar uma nova estratégia global para a luta de libertação dos brasileiros. Para ele, a expressão "o dever de todo revolucionário é fazer a revolução", ao contrário de constituir uma tautologia, tinha um sentido muito profundo. Todos os sacrifícios que fez, década após década, fê-los pela revolução. Porém, quando sentiu que os homens da organização a que pertencia se obstinavam na aplicação de fórmulas gastas, insistiam em manter a luta em estreitos limites táticos "até que sejam criadas as condições objetivas e subjetivas para a revolução", compreendeu que tinha chegado o momento para uma mudança radical.

Para ele, as condições objetivas para a Revolução estão criadas há muito tempo, resultado da própria ação do imperialismo e do sistema de propriedade da terra. O golpe de 64 colocou em evidência essa realidade ao criar uma situação na qual se fecharam as válvulas de escape da democracia burguesa. A Revolução estava, portanto, na ordem do dia. Era preciso elaborar uma estratégia global a partir da premissa da necessidade da luta armada; traçar o caminho da guerrilha rural e urbana; atacar os centros nervosos da ditadura; atacar onde quer que se encontrem os norte-americanos e os gorilas. Essa seria a tarefa dos revolucionários que, com seu exemplo, mobilizariam e arrastariam à luta, contingentes crescentes de operários, estudantes, camponeses e gente do povo em geral.

Essa sua visão e também a justa compreensão de que a luta de libertação dos povos da América Latina é uma só, e de que na batalha pela emancipação nacional e pela construção do socialismo os latino-americanos terão que unificar seus esforços — tal como no século passado na luta pela independência política — foi o que o levou a participar da conferência da Organização Latino-americana de Solidariedade — OLAS.

Seus pronunciamentos de então, através da Rádio Havana-Cuba e da imprensa cubana, repercutiram profundamente no Brasil. Ele se dirigiu diretamente aos revolucionários e ao povo. Limitar a luta ao âmbito partidário seria condená-la à esterilidade das discussões intermináveis dos documentos fastidiosos e, finalmente, ao fenecimento da esperança. Além disso, a esquerda brasileira está atomizada. São vinte ou trinta organizações, todas elas pretendendo ser "o partido" ou a "vanguarda".

A criação burocrática de mais uma organização a nada conduziria. Era necessário inverter os termos do problema. Um programa geral, estratégico e tático, já havia sido apresentado nos documentos aprovados pela conferência da OLAS, que sintetizavam as melhores experiências da luta libertadora dos povos da América Latina; suas conclusões coincidiam com o pensamento que amadureceu nos companheiros que tinham se rebelado dentro do PCB e em numerosos revolucionários de outras origens.

O essencial era a ação. "A ação faz a vanguarda", proclama então Marighella. E a direção? A direção é a guerrilha, é o comando guerrilheiro. O comando operativo se confundirá com o comando político-militar. Concentra-se então no estudo da realidade física do Brasil e das experiências das lutas guerrilheiras do passado.

País de proporções continentais, não existem no Brasil montanhas muito altas nem florestas muito densas nas zonas relativamente habitadas. Existem, porém, grandes rios e grandes extensões que proporcionam condições para rápidos deslocamentos. O importante seria fugir ao cerco estratégico das Forças Armadas concentradas na área do litoral e conhecer profundamente toda a configuração — estradas, caminhos, acidentes geográficos, etc. —, das zonas onde os grupos guerrilheiros terão de atuar. Do triângulo de sustentação — Guanabara, São Paulo, Belo Horizonte — partem os "eixos guerrilheiros", apontando ao "coração" do Brasil.

Porém nem a guerrilha estará limitada ao "coração do Brasil", nem o triângulo de sustentação terá que se preocupar somente em fornecer-lhe armas, dinheiro, técnicos, medicina, etc. A guerrilha terá que se espraiar por todo o Brasil e o poder da ditadura terá que ser desafiado também nos centros vitais do país.

A guerrilha urbana e rural, a sabotagem nas cidades e no campo, a ação dos pequenos grupos e a ação das massas, esta é a estratégia global da qual Marighella não faz segredo e expõe, até detalhadamente, a todos os revolucionários com quem entra em contato. E isso, não para fazer proselitismo, para colocá-los sob seu comando, mas sim para estimulá-los à ação.

Os grupos revolucionários podem unir-se ou atuar separadamente, manter ou não vínculos entre si. O essencial é a ação. Essa é a que despertará a energia revolucionária de nosso povo, a que determinará a formação de um caudal de lutas que nada poderá deter.

Isso é o que unirá realmente a todos os revolucionários, isso é o que fará surgir os comandantes. A vanguarda será a guerrilha, porém os comandantes serão pessoas de carne e osso que se revelarão no processo de luta e que não poderão ser nomeados por decreto nas cidades.

Também a esse respeito ele gostava de recordar o exemplo de Virgulino Ferreira (Lampião), o chefe cangaceiro que durante décadas lutou em seis estados do Nordeste. Inicialmente o chefe do grupo era seu irmão, talvez por ser mais velho. Foram os dons de comandante de Lampião que fizeram que se tornasse o chefe reconhecido e acatado por todos.

Foi partindo dessas idéias básicas, e ao mesmo tempo partindo do zero em termos de armas, recursos financeiros e quadros treinados, que ele iniciou a ação em 1968.

De um lado, conjuntamente com outros poucos, trata de conhecer o que chama de "o coração" do Brasil, de entrar em contato com os camponeses, de estudar suas reações e sua disposição de luta. De outro, agrupa em torno de si uns tantos homens e inicia as ações de expropriação. Pessoalmente vai aos bancos em busca dos recursos indispensáveis para financiar o plano revolucionário. Surgem assim outros quadros, acumulam-se algumas armas, diversificam-se as ações. O anonimato se mantém, não obstante, durante muitos meses. A polícia fareja, mas não tem segurança sobre o verdadeiro sentido dos repetidos assaltos a bancos e atos de sabotagem, nem sabe quem os dirige.

Ao mesmo tempo outros grupos revolucionários passam à ação e isso é positivo porque aumenta seu volume ao mesmo tempo em que desorienta a polícia. Porém, em novembro 1968 a polícia da Guanabara consegue certificar-se de que o assalto a um carro transportador de dinheiro foi dirigido por Marighella e de que ele esteve no lugar da ação. Sua cabeça é colocada a prêmio e é declarado "inimigo público número um".

Manchetes dos jornais, fotografias de páginas inteiras, capas de revistas, cartazes, emissoras de rádio e televisão cobrem todo o país. As versões são todas deformadas, porém, os brasileiros, acostumados à censura e ao noticiário oficial, já aprenderam a ler os jornais ao contrário. Interpretam justamente que existe uma atuação revolucionária concreta e que é possível atuar contra a ditadura. Por isso mesmo Marighella dizia que aquele assalto não havia produzido somente 120 milhões de velhos cruzeiros para os fundos revolucionários, mas sim cinco bilhões e 120 milhões de cruzeiros velhos. Pois os técnicos em publicidade estimaram em mais de cinco bilhões o preço que custaria tanta publicidade nos veículos de difusão capitalista.

De toda maneira, as ações prosseguem e o movimento, a essa altura, já tinha crescido e se havia expandido por várias regiões do País. Era necessário consolidá-lo em uma organização. Daí o surgimento da Ação Libertadora Nacional. O documento "Questões de Organização" assinala que a organização terá uma frente de massas, dedicada fundamentalmente ao trabalho nas fábricas, bairros, escolas, fazendas, etc., partindo das reivindicações imediatas, mas sempre com uma perspectiva geral revolucionária. A essa "frente" cabe convencer as massas, tanto através da propaganda como da sua própria experiência, da necessidade da luta armada e guerrilheira.

A frente de sustentação, ou logística, deve agrupar os companheiros capazes de contribuir à satisfação direta das necessidades da ação armada e guerrilheira. A frente guerrilheira esta constituída pelos Grupos Táticos Armados — GTA — nas cidades e os homens empenhados em ações parciais no campo. Finalmente, os companheiros empenhados na preparação concreta da guerrilha rural ficam diretamente ligados ao que se acordou chamar trabalho estratégico. Marighella insiste sobre as medidas indispensáveis de segurança e sobre a necessidade de uma intensa ação de agitação e propaganda — armada e não armada — com vistas ao esclarecimento das massas.

Ao mesmo tempo, a Ação Libertadora Nacional não pretende ser "o Partido" nem "a Vanguarda". Ela não surge através de um processo eleitoral, de reuniões e congressos, mas da própria ação. Sua direção é constituída pelos companheiros que mais se destacaram nas diferentes frentes de trabalho, particularmente na frente guerrilheira. Por isso mesmo não se trata de um conjunto cristalizado e regido pelo "centralismo democrático". A vanguarda surgirá efetivamente com o desencadeamento da luta armada no campo, da guerrilha rural e sua transformação em uma prolongada guerra de libertação.

Constituíamos um grupo revolucionário e havia outros. Não pretendíamos ser os donos da revolução, mas somente cumprir com nossa obrigação revolucionária. O que nos interessava, e por isso interessava ao movimento revolucionário brasileiro, era que todas as organizações passassem à ação. Elas se somariam sempre em benefício da revolução e facilitariam a aproximação das diversas organizações no processo da ação. Quando for necessário serão realizadas ações concretas comuns, porém, devemos evitar que as organizações se mesclem e surja o risco de serem descobertas pela polícia em caso de prisões. Como se sabe, ações desse tipo têm sido realizadas (por exemplo o seqüestro do embaixador norte-americano e, recentemente, do embaixador alemão) e propiciaram uma aproximação mais estreita entre as organizações.

Foi quando adotava as últimas medidas para garantir a segurança de numeroso grupo de companheiros (Marighella sempre se preocupava mais pela segurança dos outros que da sua própria) e se dispunha a iniciar a luta no campo que Marighella caiu.

Há ainda quem pergunte se a ação prosseguirá depois de um golpe tão sério como o assassinato do principal dirigente da organização, do homem que mais contribuiu à mudança de qualidade no movimento revolucionário brasileiro. Porém, o próprio Marighella tinha muita clareza sobre isso. Respondendo a um jornalista francês da revista Front, em outubro de 1969, que lhe perguntou se ele mesmo conduziria ao final o processo que iniciara, disse:
"Não se trata disso. A revolução não depende de pessoas, pois é uma questão do povo e de sua vanguarda. A parte que me toca foi dar o início. Nossa organização está integrada, em sua maioria, por companheiros de menos de 25 anos de idade. Cabe aos melhores entre eles assumir a direção. Um deles empunhará minha bandeira, ou, se você preferir, meu fuzil".
Em mensagem enviada aos quinze patriotas libertados em troca do embaixador norte-americano, expressa uma vez mais sua profunda confiança na continuidade, desenvolvimento e vitória da luta de seu povo:
"O povo brasileiro começou sua caminhada. E avança decidido, ombro a ombro com os povos latino-americanos, com os olhos voltados para a revolução cubana, símbolo do triunfo do movimento revolucionário armado".
Naquela noite fatídica de quatro de novembro, os esbirros da ditadura cortaram a vida de um grande líder revolucionário, porém, longe de sufocar a Revolução, deram uma vibração ainda maior ao chamado à luta que foi toda sua vida.

O nome de Carlos Marighella se inscreve hoje com honra ao lado dos nomes de Che Guevara e de centenas de outros heróis da luta pela liberdade, pela independência, por um futuro feliz para a humanidade.

Seu exemplo continuará iluminando a luta libertadora dos brasileiros que saberão vingá-lo com a própria revolução.


Joaquim Câmara Ferreira

Pela direção da Ação Libertadora Nacional
Novembro de 1969

[MARIGHELLA, Carlos. Carlos Marighella. Prólogo de Joaquim Câmara Ferreira. Havana: Tricontinental, 1970, p. 9-20]


Fonte: Arquivo Marxista na Internet

MANIA DE TROTSKISTA: DISCURSO À ESQUERDA E ALINHAMENTO À DIREITA

DINHEIRO DA GERDAU ABRE CRISE NO PSOL


Militantes e dirigentes do PSOL de vários estados do país assinaram uma nota de repúdio à decisão do diretório do partido em Porto Alegre que aceitou uma "polpuda oferta financeira feita pelo grupo Gerdau". Segundo a nota, a decisão "representa um ponto de inflexão na construção do partido", que exige "uma clara tomada de posição por parte de todos os setores envolvidos no processo de recomposição da esquerda socialista no Brasil".

O documento, assinado por integrantes de diversas correntes do partido (Socialismo Revolucionário, Coletivo Liberdade Socialista, Alternativa Socialista, Alternativa Revolucionária Socialista e Reage Socialista) exige a imediata anulação da deliberação de Porto Alegre, entendendo que ela fere não apenas o estatuto do partido e as resoluções da 2ª Conferência Eleitoral do PSOL, mas, sobretudo, todo o "acúmulo político sobre o qual o PSOL foi fundado".

A nota afirma: " Trata-se de mais um passo atrás, um retrocesso evidente em relação ao projeto original do PSOL. A decisão de Porto Alegre deve ser revertida e as lições desse episódio devem servir para a construção de outra política para o partido, uma política coerente com as reais aspirações da militância e da vanguarda ativa dos trabalhadores e da juventude que fundaram o PSOL.

A decisão da maioria do Diretório de Porto Alegre, defendida especialmente pela corrente MES (Movimento da Esquerda Socialista, ligada à deputada federal e candidata à prefeitura de Porto Alegre, Luciana Genro) foi tomada em nome da aspiração de tirar o PSOL do isolamento e da mera posição de comentador da realidade. Para esses (as) companheiros (as), o maior risco do PSOL hoje não é a degeneração oportunista, como aconteceu com o PT, mas sim o isolamento e a marginalidade".

Diante desse argumento, a nota responde categoricamente: "a política dos (as) companheiros (as) tende a nos conduzir para o pior dos mundos, a transformação do PSOL numa seita marginal exatamente porque passou a adotar uma política oportunista, que não consegue diferenciar o partido do amontoado de siglas existentes". E acrescenta: "O argumento de que um questionamento enfático por parte da militância contra a decisão de um setor do partido em Porto Alegre prejudicaria a campanha do PSOL não pode ser admitido.

Prejuízo incalculável, isso sim, virá se a decisão for mantida. Essa discussão não se refere apenas a Porto Alegre. Militantes e candidatos do PSOL em todo o país terão que arcar com o peso dessa decisão, uma decisão que não tomaram e sequer foram chamados a opinar sobre".

DESCOBERTA DO PRÉ-SAL FORTALECE A INTEGRAÇÃO SULAMERICANA

TRECHOS DA ENTREVISTA DA AGÊNCIA BRASIL COM O SECRETÁRIO DE RELAÇÕES EXTERIORES DA PRESIDÊNCIA DA REPÚBLICA MARCO AURÉLIO GARCIA

P)A descoberta do pré-sal vai implicar alguma mudança nesse processo de integração industrial com os nossos vizinhos. Como o senhor está vendo este processo?

R)Só para citar um número, a Petrobras terá que encomendar 200 navios. Hoje não há capacidade de produção de 200 navios no mundo, então, o presidente Lula [Luiz Inácio Lula da Silva] tem enfatizado que quer prioridade para a produção disso e de outros componentes ligados a essa gigantesca indústria. Ele quer dar prioridade para o Brasil e para a América do Sul. Então, temos que começar a repertoriar [compilar, formar repertório] completamente o estado da arte da indústria naval argentina, uruguaia, venezuelana, colombiana. Temos interesse em que essa demanda estimule completamente o processo de industrialização ou reindustrialização da América do Sul. Quando começou o governo Lula, a indústria naval estava muito fragilizada. Houve, então, um salto, a partir também das estatais que começaram produzir as plataformas aqui.

P)Um modelo desse pressupõe estabilidade econômica, fiscal, ter a regulamentação das legislações?

R)A supranacionalidade é uma coisa que normalmente vai sendo aceita, ai é sempre um problema de sensibilidade, e eu acho que sua aceitação maior ou menor está sempre ligada à capacidade que ela tem de resolver os problemas substantivos. Se houver base de supranacionalidade que resolva os problemas das assimetrias, os problemas sociais, que fortaleça a democracia, ela será aceita. Se não for assim, não será aceita. No caso europeu, onde é que esbarraram os mecanismos supranacionais que a União Européia criou? Esbarraram no fato de que alguns países acreditaram que não era uma Europa social, não estavam sendo resolvidos problemas cruciais, estava-se tentando montar uma institucionalidade, uma burocracia. Não sei se é esse, ou não, não quero entrar na discussão dos europeus, mas o que digo é que, de qualquer maneira, quando as populações de alguns países ou de todos não se reconhecem mais nas instituições, isso vale tanto para o ponto de vista nacional como regional.

P)Então quer dizer que, do ponto de vista industrial, o Brasil vai ter uma demanda de submarinos, navios, equipamentos etc?

R)Nós temos interesse de que essa demanda possa estimular, concretamente, o processo de industrialização e de reindustrialização da América do Sul. Do Brasil, evidentemente. Então no fundo, você observa o seguinte: quando começou o governo Lula, o estado em que se encontrava a indústria naval era muito fragilizado. Hoje, houve um salto. A partir de quê? Também das estatais.

P)Com essa disponibilidade de energia, a matriz energética também começa a ser revista...

R)Eu acho que o tema energético tem que ser pensado de forma mais abrangente. Nós vivemos um grande paradoxo na região. A região tem as maiores reservas energéticas do mundo, se você somar o potencial hidroelétrico, petróleo, gás, biocombustíveis, sol, vento, e até nuclear. Então nós temos, sem dúvida, a maior reserva energética do mundo e muito diversificada. Qual é o paradoxo que nós temos aqui? Temos gigantesco potencial energético e temos crise de energia em vários países. Uruguai, que vive sempre no limite, Argentina, no limite, o Chile, o Paraguai, que vivem essa coisa surrealista de ter Itaipu e ter apagão em Assunção, e assim vamos. Então uma das coisas que vamos ter que fazer é buscar soluções coletivas para isso. Coletivas e diferenciadas. Evidentemente o país que tem o maior potencial hidroelétrico do mundo, e isso é seguro, talvez não tenha o maior potencial de combustíveis fósseis, se formos comparar com o que é o Oriente Médio, com o que é a Rússia. Ainda que as descobertas de gás sejam sensacionais, a expansão das reservas venezuelanas e brasileiras também é muito expressiva. Tirando isso, que poderia ser objeto de discussão, do ponto de vista de hidroeletricidade, que é energia renovável, não poluente e barata, nós temos o maior potencial do mundo. No entanto, nós ainda não temos resolvidos os nossos problemas energéticos. Tomemos o exemplo do Brasil. Aqui no Brasil, uma das razões do apagão que houve era a ausência de redes de conexão. Quando as zonas de interconexão se estabeleceram, o governo fez um investimento que praticamente dobrou as ligações de redes no Brasil. Apesar de que aumentou muito o consumo, com o crescimento da economia, que provocou o crescimento do consumo doméstico, cerca de 7 milhões de pessoas que receberam o Luz Para Todos. Mas quando essa rede se estabeleceu, os riscos do desabastecimento diminuíram. Estamos fazendo novos investimentos, que nos garantem elevação do teto de proteção. A mesma situação se coloca para a América do Sul. Se, quando construirmos as hidroelétricas de Madeira [do Rio Madeira: Jirau e Santo Antônio] e outras que venham, se formos fazer uma binacional com os bolivianos e com os argentinos, a de Garabi, tudo isso vai ter uma utilização multinacional. Estamos diante de uma perspectiva de consolidação, de uma espécie de divisão do potencial energético do continente, quer dizer, que cada país tem, como a Bolívia, que tem gás – mas se quiser, pode ter eletricidade – e o Brasil, que não tem tanto, mas tem petróleo suficiente, tem biocombustíveis – o Uruguai está começando a investir em biocombustíveis e agora eles descobriram petróleo. Até porque eu acho que uma das coisas que é interessante é: você veja o tipo de discussão que o pré-sal está produzindo no Brasil. Não é uma discussão ligada, fundamentalmente, à relação de sustentabilidade energética. Não é isso? O que está se discutindo no Brasil exatamente é 'o que é que nós vamos fazer com os excedentes, qual será a utilização do excedente petrolífero que vai se produzir no Brasil?' Nós não queremos exportar petróleo bruto. Por isso decidimos construir duas grandes refinarias, uma no Maranhão e outra, no Ceará. que vão se dedicar a exportar gasolina premium para o mundo, para agregar valor. É evidente que nós vamos querer compartilhar com os outros países os investimentos necessários para a produção da exploração do pré-sal, o impacto que isso terá sobre a economia brasileira é gigantesco.

P)E aí o senhor acha que fortalece o Mercosul, a visão econômica de região, o senhor acha que isso será um mote para consolidar?

R) Acho que isso ajudará muito. Não vai nos dispensar de tomar outras medidas, que são claras hoje. Precisamos reforçar a estrutura física, a conectividade entre os países, precisamos reforçar a infra-estrutura energética, porque ela independe do programa do pré-sal. Em terceiro lugar, precisamos fortalecer os mecanismos financeiros, a questão do bloco sul é importante, a quantidade de obras que precisam ser feitas aqui. Precisamos também reforçar as políticas sociais, sobretudo uma série de programas de fronteira que são muito importantes, que beneficiam as populações dos países vizinhos e a nossa também. Vamos ter que pensar, também, em outros mecanismos financeiros, quer dizer, essa experiência que estamos iniciando com a Argentina de comércio em moeda nacional pode se generalizar para os outros países. Há ganhos muito fortes. Por outro lado, precisamos agilizar certos mecanismos de garantia na região. Hoje em dia o problema não é tanto emprestarmos para o país A, B ou C, uma certa quantia para ele realizar uma obra. A negociação das condições, em geral, é um trabalho de engenharia financeira que se resolve rapidamente. O grande problema, muitas vezes, são as garantias. Então como é que se faz. Convênio de crédito recíproco é um mecanismo, conta-petróleo, conta-gás, conta-isso, conta-aquilo. Esse é um problema que nós também precisamos sofisticar mais. Eu diria que, finalmente, haverá, tudo isso, associado a outra coisa, também importante, que é criar mecanismos de compensação das assimetrias.

P)Como isso é possível?

R)Essa institucionalidade se reforça reforçando mecanismos já existentes e criando outros. No caso do Mercosul, nós temos uma estrutura em Montevidéu que é muito frágil. Então ela precisaria ser reforçada, mas consideravelmente, para que pudesse haver, por parte do Mercosul, uma capacidade de iniciativa maior. Agora nós vamos ter um parlamento, que pode ser um elemento importante. Uma particularidade que os países menores, muitas vezes, ficam preocupados, é que o parlamento pode significar uma hegemonia brasileira. Isso é uma bobagem. O Parlamento Europeu não está dominado pela Alemanha, França, Reino Unido ou Polônia, mas em partes e tendências que são partidárias.

VENEZUELA CELEBRA PACTO DE COOPERAÇÃO NUCLEAR COM A RÚSSIA

O presidente da Venezuela, Hugo Chávez, afirmou neste domingo que seu país vai desenvolver um reator nuclear com fins pacíficos em cooperação com a Rússia.

"Na Venezuela estamos interessados em desenvolver energia nuclear, para fins pacíficos, com objetivos médicos e de produção de eletricidade", afirmou Chávez, logo após retornar de um roteiro internacional que incluiu uma visita a Moscou.

"O Brasil tem vários reatores nucleares e a Argentina também. Nós também teremos os nossos", disse.

Chávez disse que a Venezuela chegou a ter um reator nuclear no passado, que teve de ser desativado por causa de "pressões recebidas pelo governo dos Estados Unidos'.

O anúncio ocorre em meio ao agravamento da crise diplomática entre Caracas e Washington.

Há duas semanas, Chávez ordenou a expulsão do embaixador americano de Caracas "em apoio à Bolívia" (que também expulsou o representante dos Estados Unidos) e recebeu uma idêntica resposta por parte da Casa Branca.

Ajuda

Na semana passada, o primeiro-ministro russo, Vladimir Putin, adiantou o anúncio de que seu país ajudaria a Venezuela no desenvolvimento de energia nuclear.

"Estamos todos prontos para operar na esfera da energia atômica pacífica", disse Putin, em Moscou, durante a visita de Chávez.

De acordo com o líder venezuelano, uma comissão já está trabalhando no convênio. No entanto, Chávez não detalhou quando o reator estaria pronto, nem sua localização no território venezuelano.

Nos últimos anos, Venezuela e Rússia têm estreitado relações, principalmente na área de cooperação militar.

No encontro com Chávez, Putin ofereceu um empréstimo de US$ 1 bilhão para que a Venezuela comprasse equipamento militar.

Na semana passada, navios de guerra da Rússia começaram a se deslocar para a Venezuela para um exercício conjunto das Marinhas dos dois países que será realizado em novembro.

A presença militar russa no Caribe, a primeira desde o fim da Guerra Fria, foi vista como uma resposta de Moscou à presença da frota naval norte-americana no mar Negro, na fronteira sul da Rússia, durante o conflito na região do Cáucaso.

FONTE: BBC

SP: O PAPAGAIO E O TUCANO

O resultado desse tipo de comercial é sempre duvidoso, mas a campanha de Marta Suplicy tenta a sorte mesmo assim. Coloca um tucano e um papagaio para lutar boxe.

Eis o texto: "O tucano e o papagaio não param de brigar. Coitada de São Paulo se um deles ganhar. Vai ter pau pra todo lado e gritos de ai, ai, ai. E o povo, sempre esquecido, vai sofrer ainda mais".

Pode ser ato falho, mas o tucano termina a luta em cima do demo...

Confira: http://www.youtube.com/watch?v=3kVfplM8F3M

QUÍMICA DA ATRAÇÃO

Uma surpresa: estudos revelam que os homens são tão escravos de seus hormônios quanto as mulheres


Gabriela Carelli


Se você é homem, avistou aquele rostinho bonito no meio da multidão e teve a absoluta certeza de que "ela" é a mulher ideal, melhor esperar algumas horas antes de se declarar. Um estudo feito por um instituto britânico de pesquisa, divulgado na semana passada, afirma que as pequenas alterações nos níveis de testosterona que ocorrem ao longo do dia têm influência decisiva na escolha de uma parceira. No início da manhã, quando o organismo masculino está inundado pelo hormônio, as chances são de que ele irá optar pela mulher de traços mais delicados e femininos. À tarde, com o nível mais baixo de testosterona, pode muito bem se deixar encantar por uma moça de traços faciais mais pesados, masculinizados. Uma surpresa do estudo, realizado no Laboratório de Pesquisa da Face da Universidade de Aberdeen, na Escócia, é a revelação de que as preferências sexuais masculinas não são tão mais estáveis que as femininas, como sempre se supôs. "Já havíamos mostrado quanto as mulheres são vulneráveis às mudanças hormonais na hora de escolher seu parceiro, mas ainda não havia um trabalho que avaliasse as oscilações hormonais em homens e suas preferências sexuais", disse a VEJA o psicólogo Benedict Jones, de Aberdeen, um dos responsáveis pelo estudo.

A pesquisa avaliou trinta homens, todos heterossexuais e saudáveis, com idade média de 20 anos e níveis de testosterona normais (entre 280 e 930 nanogramas por decilitro em homens com menos de 40 anos). Foi pedido a eles que escolhessem a figura mais atraente entre quarenta pares de fotografias com rostos de mulheres e de homens. Cada par era composto de duas fotos modificadas por computador do mesmo rosto. As mudanças eram sutis, mas calculadas com precisão para acentuar as características físicas de cada sexo. A face mais feminina recebeu lábios carnudos, cílios longos e fartos, nariz pequeno e fino. O rosto mais masculino exibia sobrancelhas espessas, queixo proeminente e lábios finos. As fotos foram observadas pelos participantes em quatro sessões, com intervalo de uma semana entre elas. A primeira foi realizada quando o nível de testosterona individual atingia o pico e a última quando a quantidade do hormônio era muito baixa. O resultado não poderia ter sido mais esclarecedor. Com a testosterona nas alturas, os homens escolheram em geral as fotos de mulheres com feições marcadamente femininas. Com os índices baixos, eles optaram muitas vezes por rostos femininos com traços masculinizados. Em alguns casos, até preferiram rostos de homens com feições bem femininas.

A testosterona, hormônio produzido a partir da glândula hipófise, é o principal motivador sexual do ser humano, uma espécie de gatilho reprodutivo que detona o desejo em ambos os sexos. Em um homem saudável, os níveis de testosterona podem oscilar 15% durante um dia. É essa pequena margem para cima e para baixo que torna o estudo relevante. "É impressionante como uma flutuação tão pequena implicou mudanças significativas. O estudo comprovou como os hormônios são poderosos nos seres humanos e como eles trabalham a favor da evolução, ajudando na escolha do parceiro ideal", explicou o psicólogo Benedict Jones.

As mulheres têm uma matemática hormonal totalmente distinta da masculina – e muito mais complexa. Durante os 28 dias do ciclo menstrual, hormônios femininos, como o estrógeno e a progesterona, e masculino, a testosterona, sobem e descem drasticamente no organismo da mulher. Ao interagirem, esses três hormônios produzem reações psíquicas e físicas distintas em cada uma das quatro semanas do mês. Do primeiro ao quinto dia, a maioria das mulheres não está sequer preocupada com sexo. Na hora de escolherem um parceiro, se realmente precisarem fazer isso, elas vão preferir o sujeito pacato, companheiro de todas as horas, com feições suaves. A partir daí, o estrógeno e a testosterona começam a aumentar. No 14º dia, o nível de testosterona está alto. A mulher entra no período de ovulação, a fase fértil, quando o corpo está preparado para a concepção. Nessa fase do ciclo, aumenta a atração por homens mais másculos. É a vez dos altos, fortes, de traços embrutecidos, como os do ator inglês Daniel Craig, o atual James Bond.

Descobrir os elementos que compõem a química da paixão é um desafio. "Tudo o que aparece de novo apenas serve para comprovar a grande teoria da evolução de Charles Darwin. Mas são apenas gotas em um imenso oceano", diz Lisa Welling, do Laboratório de Pesquisa da Face. "A atração é algo rico e complexo, em que inúmeras variáveis, inclusive ambientais, interagem", pondera a psiquiatra Carmita Abdo, do Hospital das Clínicas de São Paulo. Apesar das descobertas recentes nos campos da genética, da psicologia e da fisiologia, a total compreensão da química da atração continua um desafio da ciência – um mistério tão grande como o próprio amor.

PT AVANÇA EM CAPITAIS E CIDADES GRANDES

DO BLOG DE FERNANDO RODRIGUES


As pesquisas de opinião disponíveis mostram que o PT deve ser o grande vencedor nas cidades de grande porte (com mais de 200 mil eleitores) e nas capitais. É claro que a cidade de São Paulo é a mais emblemática de todas (8,2 milhões de eleitores) e um fracasso de Marta Suplicy poderá desbotar as outras eventuais vitórias petistas.

Feita a ressalva, o fato é que o partido do presidente Luiz Inácio Lula da Silva está para atingir um marco histórico: será a única legenda do pós-ditatura militar que a cada eleição municipal, desde 1982, sempre conquistou mais prefeitos a cada pleito. Nas capitais e cidades médias e grandes o PT teve alguma irregularidade (em 2004 elegeu menos do que em 2000), mas agora deve sua melhor marca.

Este blog tem a tradição, desde o ano 2000, de publicar o maior número de pesquisas eleitorais disponíveis. Para ter acesso a todas deste ano, clique aqui. Para ler pesquisas de eleições anteriores, clique aqui.

O melhor indicador a ser observado é o chamado G-79: as 26 capitais e os 53 municípios com mais de 200 mil eleitores (onde pode haver segundo turno caso um dos candidatos não obtenha pelo menos 50% mais um dos votos válidos). Essas 79 cidades abrigam 46.819.495 eleitores, o equivalente a 36,4% do total dos que votam neste ano. Haverá eleição em 5.563 municípios, mas a nata da nata são os que estão no G-79.

Por enquanto, há pesquisas em 77 dessas 79 cidades. Uma amostra mais do que suficiente para saber o que pode acontecer domingo que vem, no primeiro turno.

O G-79, por óbvio, era menor em outras eleições. Em 2004, era G-72, pois menos cidades tinham mais de 200 mil eleitores. Para efeito de comparação, o blog fez uma relação, abaixo, de como os partidos se comportaram nas 79 cidades nas últimas eleições.

Como se observará, os candidatos do PT aparecem em condições de competir em 33 cidades. Muito à frente do segundo colocado, o PMDB, com 22 cidades, e o PSDB, com 20 cidades.


CONFIRA:http://uolpolitica.blog.uol.com.brarch2008-09-28_2008-10-04.html#2008_09-28_03_21_16-9961110-0

domingo, 21 de setembro de 2008

PETROLINA: A NOVELA DE FERNANDO PARA EDUARDO

Que novela seria esta? A Indomada, A próxima vítima, Era uma vez ou A Preterida?

Abandonado por "aliados e correligionários" Gonzaga Patriota (PSB) carrega a cruz de ter iniciado uma eleição ganha, pro-forma, e encerrá-la como grande derrotado, ao menos se forem confirmadas as estimativas da pesquisa eleitoral IBOPE divulgada na última sexta-feira em Petrolina que dá margem vantajosa à oposição.

Quem é Júlio Lóssio (PMDB)? Um médico e empresário bem sucedido cuja vontade de se candidatar ao cargo de prefeito sinalizava a decadência da oligarquia Coelho ligada ao DEM, haja vista que Osvaldo perdeu duas eleições seguidas (prefeito e deputado federal) e seu filho, o ex-prefeito Guilherme Coelho foi considerado inelegível por ter suas contas rejeitadas pelo TCE.

A saída foi arrumar um médico sem passado político, sem lutas ideológicas, fantasiá-lo como o NOVO na política petrolinense e injetar dinheiro, muito dinheiro na sua campanha.

Seu vice, Domingos Sávio, é primo de Ivete Sangalo e ao que falam dá uma "forcinha" na campanha.

Fernando Coelho, governista de todas as horas e de todos os partidos, se negou a apoiar Gonzaga e impor ao governador Eduardo Campos e ao presidente Lula a mais expressiva derrota da dupla no estado, alegando que o atual prefeito Odacy Amorim não fora o escolhido na convenção do PSB. Mas devemos lembrar que FC não sabe respeitar regras e vontades democráticas.

Fernando Coelho joga do lado de lá: Maciel, Jarbas e Sérgio Guerra, alojado como secretário estadual de desenvolvimento econômico. E aí governador!!! Vai deixar o inimigo na sua ante-sala de novo? A traição a Dr. Arraes em 1998 não foi suficiente?

Cargos comissionados da prefeitura estão na rua com Lóssio, pessoas ligadas a Fernando Coelho idem, mas agora este rubro-negro é presidente do santa cruz futebol clube!!! Quanto oportunismo!!!

Quer ser conhecido pelo povão da região metropolitana do Recife para tentar se cacifar à campanha para o senado (de um lado ou de outro).

No lado do governador (que disputará a reeleição) já tem uma vaga com dono: o prefeito João Paulo (PT), a outra vaga é briga de cachorro grande: Armando Monteiro Neto (PTB) e Inocêncio Oliveira (PR), com a vantagem que estes elegeram prefeitos nas suas bases.

Do outro lado Sérgio Guerra (PSDB) não se arriscará à toa, podendo ser candidato à câmara federal ou "atender ao chamado" de Serra - caso este se candidate à presidência - para ser o nome do governo do estado. Quanto a Marco Maciel (DEM) é uma incógnita, portanto há vaga (sobrando) para Fernando Coelho, que sairia do PSB (não seria estranho para ele) e se filiaria ao ninho tucano do amigo Sérgio Guerra e cujo controle municipal está com seu primo Luis Eduardo Coelho.

Esta semana está prevista a vinda dupla dinâmica Lula-Eduardo. Não se surpreendam, contudo, caso o presidente e o governador venham para Petrolina e Fernando Coelho suba no palanque dizendo que "atendeu um chamado de Eduardo e de Lula e como soldado dos dois não poderia deixar de vir..." Isso ocorreu na homologação da candidatura de Gonzaga em julho quando Eduardo mandou Fernando retornar da Europa e prestigiar o evento.

Nesta semana... cenas dos próximos capítulos.

O MELHOR JINGLE DO BRASIL EM 2008

Provavelmente ele não ganha as eleições, mas seu jingle já agita as ruas de Salvador. Com um reagee "a capital da resistência" O candidato do PSOL Hilton da Frente de Esquerda Socialista (que além do seu partido conta com o PCB e o PSTU), cresceu da nada para 3% nas intenções de votos segundo recentes pesquisas.

De certo, seu jingle está dando no que falar. Confira.
"http://www.youtube.com/v/FEHOI3iHMCI&

FORTALEZA: A VIRADA DE LUIZIANNE

A atual prefeita Luizianne Lins (PT) começou a campanha em terceiro lugar, atrás de Moroni Torgan (DEM) e da senadora Patrícia Saboya (PDT), assim como em 2004, a dinâmica da campanha fez com que a petista passasse a frente e contasse agora com um cabo eleitoral de peso: o presidente Lula.

Veja a mais recente pesquisa feita pelo datafolha:

sábado, 20 de setembro de 2008

FRASE DO DIA

RECIFE: PETISTA JOÃO DA COSTA LIDERA COM FOLGA

O prefeito João Paulo (PT) elegeria até um poste com o sucesso de sua gestão, as parceiras construídas com o governo do Estado e seu enorme carisma. Contrariando a todos, lançou seu secretário de planejamento e OP numa disputa interna contra o atual vice-prefeito Luciano Siqueira (PC do B) que obteve mais de 800.000 votos para o senado há menos de dois anos e contra o deputado Maurício Rands (reeleito com mais de 150.000 votos. Em seu segundo mandato já presidiu a comissão de Constituição e Justiça, conseguiu aprovar uma emenda à CF - a 53 - e é líder do PT).

Na base do andor e com muito trabalho quanto ao perfil mais político e menos técnico de seu candidato, João Paulo conseguiu a confiança do governador Eduardo Campos e do presidente Lula.

O petista João da Costa emplacou e tomou vida própria, desafia seus adversários : o ex-governador Mendonça Filho (DEM) e os deputados federais Cadoca (PSC) e Raul Henry (PMDB), derrotando a força política de Jarbas, Marco Maciel e Sérgio Guerra.

Com sensatez, João da Costa, que iniciou com 6% nas pesquisas, faz uma campanha com base na divulgação de que "a grande obra não pode parar" e provavelmente liquida a fatura já no dia 05 de outubro.

POA: MULHERES DISPUTAM VOTO-A-VOTO A VAGA NO 2º TURNO

Em POA, as deputadas Manuela D'Ávila (PC do B) e Maria do Rosário (PT) travam uma grande briga pela segunda colocação, em verdadeiro empate técnico desde o início da campanha. Luciana Genro entra no percentual máximo do seu partido, abaixo dos dois dígitos, (PSOL) e está longe dos três primeiros colocados. O peemedebista Fogaça lidera a pesquisa com 33% e terá pela frente uma parada dura com as duas mulheres que concorrem à vaga no 2º turno.

Confira a pesquisa: http://eleicoes.uol.com.br/2008/pesquisas/porto-alegre/


BH: ALIANÇA AÉCIO/PIMENTEL CONFIRMA SUA FORÇA

Após um início pífio, o ex-secretário Márcio Lacerda (PSB), candidato pivô de uma discussão sobre o papel da PSDB numa possível coligação com o PT, decolou e deixou a então líder comunista Jô Moraes vendo poeira, amargando agora a terceira colocação, atrás de Leonardo Quintanilha (PMDB).

Lacerda corre o risco de vencer no primeiro turno. Eita trem sô!!!


Confira a pesquisa: http://eleicoes.uol.com.br/2008/pesquisas/belo-horizonte/

RIO: O SAMBA DO CRIOULO DOIDO

O governador Sérgio Cabral Filho (PMDB) mostra a força que possui. Um ano após vencer a eleição de 2006 contra Eduardo Paes e convertê-o ao "lulismo", tarefa não muito complicada para um presidente detentor de 92% de aprovação, a expectativa que a disputa ocorresse entre Crivella (PRB) e Jandira (PC do B), acabou não acontecendo.

Crivella está caindo cada vez mais e Jandira pode ocupar seu espaço num eventual segundo turno contra Eduardo Paes. Sem desprezar também o efeito surpresa acerca do crescimeto de Gabeira (PV). Em suma, no Rio tudo é possível... Ou quase tudo.

Confira a pesquisa: http://eleicoes.uol.com.br/2008/pesquisas/rio-de-janeiro/ibope/1-turno.jhtm

SÃO PAULO: A QUEDA LIVRE DE ALCKMIN

Parece que a Terra da Garoa também não é chegada a Chuchu. Em franco despencamento nas pesquisas, contrariando os "analistas" que achavam o perfil de Kassab (DEM) técnico demais, Alckmin perde a segunda colocação para o atual prefeito paulistano e consequentemente a chance de disputar o segundo turno com a ex-prefeita Marta Suplicy (PT).

Os padrinhos mágicos Lula e Serra disseram a que vieram e põem seus pupilos, rejeições à parte, na disputa pelo 4º maior orçamento do país.

O maior derrotado, com certeza é o Alckmin. Inviabilizou uma possível candidatura ao governo paulista, quando poderia ter sido o condutor do processo sucessório ao lado do Serra na aliança PSDB/DEM, que obrigaria o primeiro à postulação presidencial e o segundo à condição de vice, sendo assim, Alckmin seria o nome consensual para tentar retornar ao governo paulista.

É o trem das onze... Só amanhã de manhã...

Confira a pesquisa no link ao lado: http://eleicoes.uol.com.br/2008/pesquisas/sao-paulo/datafolha/1-turno.jhtm

SALVADOR: ESQUENTA A DISPUTA PELO 2º TURNO

Ao contrário do que todos esperavam, o carlismo não terá seus dois representantes no 2º turno, haja vista a vertiginosa queda livre do tucano Antônio Imbassahy.

Tanto o atual prefeito João Henqrique (PMDB), como o deputado federal Walter Pinheiro se encontram em empate técnico e em crescimento, concorrendo voto-a-voto na briga contra o deputado ACM Neto (DEM).

Conira a pesquisa do DATA FOLHA no link:

http://eleicoes.uol.com.br/2008/salvador/pesquisas/datafolha/ba_19092008_datafolha.jhtm.

quinta-feira, 11 de setembro de 2008

O VERDADEIRO 11 DE SETEMBRO. VIVA ALLENDE!

A trajetória da coragem. É assim que lembramos um presidente eleito pela coalizão Unidade Popular.

Deposto e assassinado. O povo chileno fora destituído da democracia e da experiência de um governo socialista que teve a coragem de nacionalizar empresas, monopolizar a exploração do cobre e de lutar pelas cooperativas de operários nas direções das fábricas.

Allende, cujo centenário se celebra este ano, foi muito mais que um político, um breve sonho de que é possível unir democacia e socialismo, que a classe operária é a sua real vanguarda: organizada e convencida da tarefa de construir uma sociedade sem classes.

Destarte a traição do chefe das forças armadas Pinochet, que até a madrugada do golpe fazia lamúrias ao presidente que nele confiava.Essa é a grande catástrofe.

Esse é o terrorismo de Estado financiado pelo imperialismo estadunidense e que proliferou na América do Sul as suas ditaduras e o mercosul da morte - a operação condor - integrando os regimes fascistas do Brasil, Argentina, Uruguai, Paraguai, Chile e Bolívia a fim de assassinar os verdadeiros combatentes do povo.

Esse é o luto do 11/09. Um grande povo é representado pela incapacidade de apagar sua história.

VIVA ALLENDE, A CLASSE OPERÁRIA E O SOCIALISMO!

SOCIALISMO DE LUTO NA AMÉRICA LATINA


Os comunistas de todo o mundo acordaram de luto nesta última segunda-feira, 8 de setembro , com a noticia do falecimento, em um acidente de carro na noite de domingo, em Havana, da intelectual marxista e revolucionária cubana, Célia Hart Santamaria.

Célia era conhecida por suas frequentes publicações de artigos em páginas eletrônicas e blogs de esquerda como kaosenlared.net e aporrea.Célia foi uma genuína filha da revolução cubana, sua mãe foi a histórica revolucionária cubana Haydée Santamaría (1922-1980), uma das chamadas "heroínas da revolução", que acompanhou Fidel e Raúl Castro no assalto ao Quartel Moncada e na luta na Sierra Maestra.

Depois do triunfo da revolução, em 1959, foi fundadora e diretora da Casa de las Américas. E o pai de Célia, Armando Hart, é ainda hoje um dos revolucionários mais respeitados em Cuba, foi ministro da Educção (1959-1965) e de Cultura (1976-1997). Membro do Comitê Central do Partido Comunista, atualmente dirige o escritório do Programa Martiano.

Célia Hart, como trotskysta e guevarista, como se autodefinia, afastou-se em 2005 do Partido Comunista Cubano, o que não impediu que continuasse defendendo a revolução cubana e o socialismo.

Admiradora e defensora de Fidel Castro, Célia Hart sempre defendeu suas idéias, com muita clareza de posições e independencia intelectual, um exemplo e modelo de intelectual engajada na construção da revolução e do socialismo.

Professora de Física e militante socialista , Célia Hart nunca deixou de realizar análises corretas sobre questões centrais do debate contemporâne. Destacamos suas posições sobre a revolução na Venezuela, do qual foi uma grande defensora; sobre as reformas em Cuba, onde buscou resgatar o pensamento de Che Guevara e Trotski no processo cubano, e sua posição sobre o direito à luta armada das FARC, polemizando inclusiva com Chávez e o próprio Fidel a respeito deste tema.

Essa era Célia Hart, mulher, revolucionária, marxista, referência intelectual, na sua vitalidade e juventude, da possibilidade de um marxismo capaz de resgatar o verdadeiro sentido da revolução na vida de homens e mulheres.

O socialismo perde uma de suas grandes intelectuais contemporâneas. Nossa maior homenagem a Célia será manter sua luta, sua inquietude intelectual, bem como seu compromisso pela construção de um mundo melhor.


Célia Hart Santamaría VIVE
Hasta la victória Siempre

quarta-feira, 10 de setembro de 2008

REVOLUÇÃO OU BARBÁRIE

Camaradas,

Há urgência para se reafirmar princípios, reorganizar a mola da história crítica que é a classe operária, perdida mediante os devaneios de uma esquerda burguesa e de segmentos adestrados por um calendário eleitoral.

Conchavos, alianças espúrias... Será que nós, comunistas revolucionários, e não oportunistas vamos aguentar por muito tempo?

Até quando a esquerda vai se "diferenciar" da direita em pequenas reformas perante as mazelas e as barbáries provocadas pelas constantes, e necessárias, crises da manutenção do modo de produção capitalista! Parte da esquerda que diz "estar mudando o Brasil" vai continuar sofismática porque se atém aos gabinetes e às pontes áereas em primeira classe. Outros segmentos ditos de esquerda (PSTU, PSOL), são na verdade, aparteantes da burguesia mais atrasada que este país já assistiu representada pelo PSDB-DEM.

É triste não ver se consolidar um projeto realmente revolucionário para este país. Ao que parece, os contos de fadas ainda produzem efeito dissimulatório sobre parcela do povo, que alienado, vota em A OU B OU C e espera mais quatro anos para virem nos dizer que "não se dá pra fazer tudo em quatro anos..." ENTÃO POR QUE PROMETEU!? Ou então que "é necessário consolidar um novo projeto" MUDANDO A SEMÂNTICA!? Ou outro dito opositor que vem dando solução milagrosa pra tudo e depois de quatro anos nos diz e rediz e desdiz... Até eu já me confundi.

O que indagamos é: até quando vamos suportar crianças e idosos nas ruas? Até o llimite em que a barreira do vidro e da trava automáticas suportarem o apartheid provocado pela sociedade de classes!? Até quando vamos tolerar os direitos humanos serem desacatados nos hospitais públicos, tendo gente sendo jogadas lá como boi em matadouro? Até o bolso da classe média permitir que se pague um plano de saúde?

Até quando vamos brincar de fazer educação? Até quando a burguesia puder pagar os colégios!? Ah! Mas a decadência do ensino privado é tanta que hoje os alunos da burguesia vão para os cursinhos e as matérias isoladas!!! E quando estas não prestarem mais e os bolsos da pequena-burguesia não puder mais financiar a falência do ensino básico?

Apenas o socialismo, radicalmente democrático através de conselhos populares; com uma reforma agrária que extingüa os latifúndios; com a expropriação do capital financeiro e com a vanguarda proletária despertando ao povo a sua verdadeira consciência de classe é que seremos um país solenemente justo e igualitário.

REFLEXÃO DO DIA

"...A amizade perfeita é a dos homens que são bons e afins na virtude, pois esses desejam igualmente bem um ao outro enquanto bons, e são bons em si mesmos. Ora, os que desejam bem aos seus amigos por eles mesmos são os mais verdadeiramente amigos, porque o fazem em razão da sua própria natureza e não acidentalmente..."
(ARISTÓTELES, Ética a Nicômaco. Tradução de Leonel Vallandro e Gerd Bornheim da versão inglesa de W. D. Ross. São Paulo: Abril Cultural, 1973, p. 381-382. Os Pensadores IV.)

terça-feira, 9 de setembro de 2008

LULA E EDUARDO PODEM PERDER ELEIÇÃO EM PETROLINA

No sertão do São Francisco, a dupla imbatível na maioria das cidades de Pernambuco podem perder a eleição para prefeito por corpo mole parte da chapa de vereadores e do grupo liderado pelo ex-prefeito Fernando B. Coelho.

Ao que parece, o futuro presidente do Santa Cruz F.C. "não acordou" para o fato de que a vitória de Lóssio significa a ressussitação de Osvaldo e Guilherme Coelho (DEM), até então finados politicamente, além de restaurar a força do senador e ex-governador Jarbas Vasconcelos (derrotado nas duas eleições que disputou o governo do estado nessa cidade). Um retrocesso político sem igual.

Júlio Lóssio (PMDB), médico de prestígio em Petrolina, não tem passado político, possui um currículo como oftalmologista de fazer inveja e se consagrou como grande empreendedor através de um centro médico no shopping e com a celebração de convênios com a prefeitura e o SUS, a fim de atender a população de baixa renda.

Ao contrário de outras polarizações, marcadas pelo cunho político-ideológico, este pleito está sendo marcado pelo sentimento de renovação, a qual Gonzaga Patriota (PSB) já se utilizou, mas ficou maculado pela forte rejeição em razão da contra-campanha de seus próprios "companheiros" na chapa proporcional, além do abandono já citado dos Coelhos.

Além de ausente na eleição, os assessores de Fernando Coelho apóiam Lóssio abertamente, contrariando o projeto político do governador Eduardo Campos (correligionário de Fernando e presidente nacional do PSB).

Resta saber quem vai pagar por uma possível derrota do governador e do presidente: o candidato abandonado ou a traição de alguns. Sem nenhuma referência a Lóssio "o pior cego é que não quer ver".

ELEIÇÕES ESTADUNIDENSES

Refletindo a escolha de uma mulher como vice, a governadora do Alasca Sara Palin e os índices de audiência das convenções dos partidos republicano e democrata, John McCaim ultrapassa o ambíguo, pra não dizer contraditório, Barac Obama nas pesquisas de intenção de votos.

Ao que parece, a falta de consistência no discurso de Obama começa a surtir efeito frente ao eleitorado estadunidense, que mais que mudança como mensagem, quer saber como ela deve ser implementada.

Na TV, os discursos dos presidenciáveis em suas convenções:


John McCain (republicano): 38,9 milhões de telespectadores

Barack Obama (democrata): 38,3 milhões de telespectadores

Sarah Palin (republicana, vice): 37,2 milhões de telespectadores

Joe Biden (democrata, vice): 24 milhões de telespectadores


Essa audiência de todos é muito grande. McCain cravou um novo recorde histórico com seus 38,9 milhões de telespectadores.

Como comparação, o programa “American Idol”, um favorito do público nos EUA e campeão disparado de audiência no país, teve uma audiência média de 28,1 milhões de telespectadores por programa da última temporada. O último episódio de “American Idol” teve 32 milhões de telespectadores. A abertura dos Jogos Olímpicos na China teve 34 milhões.

Recente pesquisa do USA Today dá o placar de 50% X 46% para o correligionário de Bush.

Eis o link:

http://www.usatoday.com/news/politics/election2008/2008-09-07-poll_N.htm

PETISTAS AVANÇAM NAS CIDADES

Conforme mais pesquisas vão aparecendo, duas verdades vão se consolidando sobre as eleições municipais. Primeiro, que os partidos grandes (PT, PMDB, PSDB e DEM) são os que continuarão grandes depois de outubro.

Segundo, que há uma consolidação do PT no grupo das legendas hegemônicas. O partido de Lula deve ser um dos grandes vencedores nas principais cidades do país. Há um quadro para lá de favorável para os petistas nas 108 cidades nas quais há pesquisas disponíveis. Candidatos da legenda estão na frente em primeiro ou empatados na frente em 47 desses municípios.


Essa cidades abrigam 49.272.711 eleitores, o equivalente a cerca de 39% dos que votarão em outubro.


Eis o quadro:



Entre as cidades que têm mais de 200 mil eleitores e podem eventualmente ter segundo turno, só 5 ainda não têm pesquisas disponíveis: São João de Meriti, Volta Redonda, Petrópolis, Belford Roxo e São Gonçalo.


Depois do PT e sua liderança em 47 cidades, o PMDB vem em segundo lugar, com candidatos próprios na liderança em 36 localidades. Depois, o PSDB, também com 36 (mas menos candidatos isolados fora da margem de erro). O DEM ocupa o quarto lugar, com 22 cidades.


Para ler todas essas pesquisas, clique aqui .

quinta-feira, 4 de setembro de 2008

PT É O MAIS INFLUENTE PARTIDO NO PARLAMENTO

O PT é o partido com maior número de parlamentares na lista dos 100 deputados e senadores mais influentes no processo decisório brasileiro. Realizada pelo Diap (Departamento Intersindical de Imprensa Parlamentar), a pesquisa aponta 27 nomes de petistas. Em seguida vem o PMDB, com 17 parlamentares na lista. O PSDB é o terceiro, com 14 nomes.

Feita anualmente desde 1994, o "Cabeças do Congresso" ainda mantém seis nomes desde a sua primeira edição. São eles os senadores Eduardo Suplicy (PT-SP), José Sarney (PMDB-AP), Paulo Paim (PT-RS) e Pedro Simon (PMDB-RS) além dos deputados Inocêncio de Oliveira (PR-PE) e Luiz Carlos Hauly (PSDB-PR).

São Paulo é o Estado com o maior número de parlamentares na lista, sendo dois senadores e dezoito deputados. As mulheres são minoria na lista, representadas apensar por 2 deputadas e 3 senadoras.

Para Antônio Augusto de Queiroz, diretor de documentação do DIAP, a lista visa mapear os parlamentares mais influentes "independentemente do viés ideológico, seja para o bem ou para o mal".

Outro atributo para entrar na lista, segundo Antônio, é o parlamentar não se dedicar somente a questões ligadas ao seu estado. "A idéia [da lista] é refletir e enviar para o parlamento nomes com visão nacional e não os provincianos. Senão, isso aqui vira uma câmara de vereadores."

Como a lista é feita

Entre os 100 nomes, há 71 deputados e 29 senadores. Eles são escolhidos a partir de três critérios: institucional, reputacional e decisional.

O primeiro aborda o posto que ele ocupa na casa, tanto do partido quanto das comissões que ele faz parte. Já o critério reputacional trata de como ele é visto por seus colegas parlamentares, jornalistas, analistas e consultores legislativos. Por fim, o decisional fala da capacidade do parlamentar em honrar aquilo que ele acerta nos processos de negociação, cumprir a sua palavra e se pautar com coerência.

Segundo a Diap, para o julgamento dos critérios foram feitas entrevistas com deputados e senadores, assessores de ambas as casas, cientistas e analistas políticos. Além disso, ela também fez levantamento de pronunciamentos, votações, citações na imprensa, cargos ocupados dentro e fora do congresso e a análise de perfis políticos dos parlamentares.

terça-feira, 2 de setembro de 2008

UNE: EU TÔ VOLTANDO PRA CASA, DE VEZ!!!

1º de abril de 1964: começava as trevas da reação fascista liderada pela UDN, os militares e sob a tutela dos Estados Unidos. A quebra da soberania nacional, a ferida sobre o Estado democrático e de direito, a cassação dos mandatos de líderes progressistas como Arraes e Brizola, além do presidente João Goulart.


Entretanto, um símbolo da resistência popular ficou marcado pela KKK brasileira, o incêndio que poderia ter sido mais um ocorrido num imóvel no Rio de Janeiro, na verdade, atingia a Rua do Flamengo, 132: a sede da União Nacional dos Estudantes, entidade juvenil que forneceu seus melhores quadros políticos - militantes e dirigentes - para a construção de um país justo, soberano e progressista. Muitos jovens - homens e mulheres - se dedicaram no combate ao fascismo imperialista, fosse nas bases do PCB e/ou do MDB ou nos frontes das guerrilhas urbanas e rural.

Nas palavras do nosso eterno presidente Honestino Guimarães, "desaparecido" pela ditadura militar: "podem nos prender, podem nos torturar, podem até nos matar... nós voltaremos e seremos milhões". A devolução do terreno da UNE pelo presidente Itamar Franco (então um estacionamento irregular) foi o primeiro passo para o resgate de parte significativa da memória do povo brasileiro.

Após 8 anos de FH, o governo Lula além de devolver, de fato, também se comprometeu a reconstruir o que o Estado tentou apagar na calada da noite de 21 anos.

Nossa homenagem à combativa UNE: Unida, democrática e popular.

segunda-feira, 1 de setembro de 2008

GONZAGA CONTINUA NA LIDERANÇA EM PETROLINA

O Deputado GonzagaPatriota (PSB) continua liderando nas pesquisas de intenção de votos para a prefeitura de Petrolina. Segundo levantamento da Método, Patriota têm 46,5%, exatamente 10% a mais do que do seu adversário Júlio Lóssio (PMDB), que ficou apenas com 36,5%.

A Método ouviu 600 eleitores em Petrolina entre os dias 22, 23 e 24 do corrente. A margem de erro é de 4% para mais ou para menos, e o registro, foi feito na 83ª Zona Eleitoral do Município, recebendo o número 2008.083.004.

Segundo a mesma pesquisa, Gonzaga Patriota têm o melhor guia eleitoral na televisão em Petrolina na visão de 43,8%. O dado interessante é que mais da metade dos entrevistados ainda não assistiram nenhum programa, tanto na tv quanto no Rádio, o que revela um tremendo distanciamento do eleitor das eleições até o momento.

Outro dado que não pode ser desconsiderado é que Gonzaga tem uma imagem bem melhor que o seu principal adversário Júlio Lóssio nos atributos considerados mais importantes pelos eleitores para decidir o voto. Dos entrevistados, 58,7% acham que ele conhece mais os problemas da cidade contra 23,7%.

Para Gonzaga os números da última pesquisa divulgada pela empresa Método apenas enfatizam a disposição do povo de Petrolina, em votar num candidato realmente comprometido com as mudanças na cidade. "Nossa campanha está na rua, têm apoio da maioria dos eleitores de Petrolina e continua crescendo. Mais de 10% de diferença do meu adversário representa muito para todos nós. Vamos continuar lutando e vencendo.", concluiu o Deputado Socialista.