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quarta-feira, 26 de novembro de 2008

ESPAÇO CHICO BUARQUE

Não poderia deixar de postar uma música que faz parte de um DVD do brilhante Ney Matogrosso com músicas de Chico. Na música, algumas divagações a respeito da metafísica do amor, da vida e da perseverança. Da forma como Chico escreveu e Ney a contracenu é simplesmente imperdível. Afinal, a música serve pra unir e/ou justificar sentimentos vários.

http://www.youtube.com/watch?v=DJYbje-UGto

ESPAÇO CHICO BUARQUE

DOIS MESTRES E UMA MUSA: TOM, CHICO E DANIELA MERCURY.
http://www.youtube.com/watch?v=dFXsA1S2Wig

terça-feira, 25 de novembro de 2008

ANITA LEOCÁDIA PRESTES

Camaradas,

A TV Senado exibiu na semana passada um interessante documentário-entrevista com a historiadora marxista Anita Leocádia Prestes. Filha do Cavaleiro da Esperança com a heroína alemã-internacionalista Olga Benário.

Anita chega a se emocionar ao falar da bravura da mãe, da luta pela anistia do casal liderada pela avó (Leocádia Prestes) e do pai que dedicou sua vida às causas da revolução brasileira e que, pode-se dizer, o século XX foi acompanhado por um protagonista-observador das alterações do capitalismo, da luta socialista, do revisionismo e da queda do muro de Berlim.

Acredito que Luís Carlos Prestes (1898-1990) esperou a queda do muro para fazer sua auto-crítica acerca dos rumos do "socialismo real" no seu crepúsculo.

Grandes revolucionários, além dos próprios Prestes e Olga, são citados por Anita e vale a pena assistir a uma das poucas aparições desta história viva nascida num campo de concentração da Gestapo.

ENTREVISTA COM ANITA LEOCÁDIA PRESTES (PARTE 1)

http://www.youtube.com/watch?v=iH6eQ1-bKRE

ENTREVISTA COM ANITA LEOCÁDIA PRESTES (PARTE 2)

http://www.youtube.com/watch?v=Fi1ggMo2vOg

ENTREVISTA COM ANITA LEOCÁDIA PRESTES (PARTE 3)

http://www.youtube.com/watch?v=Fi1ggMo2vOg

sexta-feira, 21 de novembro de 2008

PT E ELEIÇOES 2008: OS DESAFIOS DA NOVA ADMINISTRAÇÃO MUNICIPAL

Por Tarso Genro



O resultado final das eleições municipais apresenta dados muito positivos para o PT, embora as análises acerca de nosso desempenho sejam bastante controversas. Uma parte da mídia optou por desencadear uma verdadeira ofensiva contra o partido, esforçando-se, desde o encerramento da votação no segundo turno, em decretar uma suposta derrota eleitoral do PT e do governo do Presidente Lula.

Alguns articulistas da grande mídia foram além, e imediatamente, buscaram alçar o governador de São Paulo, José Serra, à condição de grande vitorioso das eleições de 2008, numa clara tentativa de fortalecer sua candidatura à sucessão presidencial de 2010.
Mas a complexidade dos números não costuma ser tão categórica assim. É possível identificar diversas “tendências” a partir do resultado eleitoral, porém, boa parte das conclusões que podemos tirar destas eleições não são tão obvias assim. Afirmar que o PMDB sai fortalecido do processo eleitoral, por exemplo, é reproduzir uma conclusão trivial.

Entretanto, não seria tão simples identificar que impacto terá este resultado na concretização, ou não, de uma eventual aliança PT-PMDB em 2010. Esta é, sem dúvida, uma definição em aberto, que dependerá do desfecho de diversos debates políticos previstos para o próximo período. A começar pela resposta do governo brasileiro à crise internacional, sob a qual construiremos as bases do aprofundamento da Revolução Democrática iniciada pelo governo do Presidente Lula.

Em relação ao desempenho do PT podemos afirmar que não há nenhuma contradição entre reconhecer que esperávamos, e poderíamos ter obtido um resultado mais favorável em algumas capitais, e, ao mesmo tempo, concluir que acumulamos um resultado absolutamente satisfatório no conjunto do país.

Somente uma leitura débil e contaminada pela antecipação do debate sucessório de 2010, poderia supor que um partido que ampliou em 36% o número de prefeituras que governa tenha saído derrotado das urnas. Haveríamos também de desconsiderar que o PT foi o maior vitorioso entre as 79 cidades com mais de 200 mil habitantes e governará 21 destes municípios ou ainda o fato de que fomos o partido que mais cresceu em número absoluto de prefeituras – obtivemos 148 vitórias a mais do que em 2004.

Deve-se ressaltar que, nos locais onde o Partido teve maior capacidade de construir alianças, o resultado eleitoral foi melhor. E a grande novidade é que, em virtude das alianças, o Partido ingressa, em muitos desses governos, com blocos de maioria nas Câmaras de Vereadores, criando as condições para a realização de profundas transformações em diversas cidades.

Muito mais do que nos preocuparmos com as análises daquela parcela da grande mídia interessada em antecipar o debate eleitoral de 2010 e fragilizar o PT no imaginário nacional, devemos nos ocupar, neste momento, em identificar que lições podemos extrair destas eleições, nos preparando, desta forma, para os novos e grandes desafios colocados diante de nossas administrações municipais no próximo período. Alguns destes desafios, sob nosso ponto de vista, seriam:

1) A construção de governos comprometidos com a ética pública, através de uma gestão transparente e com mecanismos de controle e auditagem “social” permanente; este é um esforço necessário para que o partido recomponha os laços sociais com setores médios e com a intelectualidade brasileira;

2) A implantação do Orçamento Participativo e de novos mecanismos de participação e diálogo social, capazes de pactuar e mobilizar a cidadania e ainda organizar as cadeias produtivas regionais, através de processos de “concertação” política, que integrem as regiões ao novo mercado de massas do país, buscando gerar inovação tecnológica, empregos qualificados e distribuição de renda;

3) Formulação e implantação de políticas públicas eficientes e adaptadas às realidades locais, como por exemplo:
a) políticas de segurança com cidadania, fomentando práticas de prevenção da violência, repressão qualificada da criminalidade e integração dos órgãos de segurança, através da implantação de Gabinetes de Gestão Integrada. Além disso, as prefeituras podem estimular que os policiais estaduais e os membros das guardas municipais entrem nos programas de formação do governo federal e passem a receber a Bolsa Formação e ainda de acessar o programa de financiamento de moradias da Caixa.
b) atenção básica a saúde através do fomento as equipes de “saúde da família”;
c) educação básica universal e de qualidade, através da implantação do Plano de Desenvolvimento da Educação (PDE), estimulando a construção de estratégias consistentes para a elevação do Índice de Desenvolvimento da Educação Básica;
d) ingresso de jovens no ensino superior, através do estímulo ao ingresso dos jovens carentes do município no PROUNI e programas de capacitação para o ENEM. Da mesma forma, poderíamos criar mecanismos tributários para a inserção de jovens em universidades, construindo versões “municipais” do PROUNI. A partir das Prefeituras, também devemos fortalecer os pólos da Universidade Aberta do Brasil (UAB).
e) construção de infra-estrutura social, como saneamento e habitação através dos recursos e financimentos do PAC;
f) fomento da cultura regional, através da implantação de Pontos de Cultura e projetos de preservação do patrimônio histórico;

4) Constituir uma capacidade gerencial governamental, baseadas em equipes de grande qualificação técnico-política, capazes de formular projetos e gerir com eficiência os serviços públicos, além de implantar uma estrutura para captar recursos junto aos governos estadual, federal e agências internacionais, operar uma agenda de cooperação institucional junto às entidades municipalistas nacionais e uma agenda de cooperação internacional, no âmbito do Mercosul, União Européia e organismos internacionais multilaterais.

5) Potencializar as vocações sócio-econômico- ambientais das cidades que governamos numa visão de desenvolvimento territorial regional. Hoje, a Federação brasileira dispõe de um importante arranjo institucional: os consórcios públicos. Integrar as cidades que governamos em redes regionais é um imperativo econômico-social e, sobretudo, político. Nossos prefeitos são atores, juntamente com o Presidente da República, na condução do país que hoje vive um novo ciclo histórico de desenvolvimento. Para isto devemos constituir em nossas cidades um bloco social capaz de dar sustentabilidade ao governo Lula e as transformações em curso na perspectiva de um projeto de Nação e de integração regional no âmbito da América do Sul.

Outro grande desafio diz respeito aos vereadores eleitos pelo Partido dos Trabalhadores, que podem e devem ter uma atuação ativa e programática, valorizando a representação e a participação direta da cidadania, fomentando o debate político em torno de projetos locais de desenvolvimento.

Os diretórios municipais do PT devem afirmar-se como um espaço de mobilização das energias sociais dispostas à construção de projetos locais, mantendo um diálogo autônomo, propositivo e comprometido, com os setores formadores de opinião das comunidades, mantendo um debate de alto nível com as direções dos Partidos aliados, que compõem as bases de nossos governos.

Por fim, cumpre ressaltar que o compromisso federativo do Governo do Presidente Lula deu novo protagonismo para os entes federados. Diferentemente da década de 90, os municípios possuem inúmeras possibilidades para a implementação de políticas públicas de grande porte, com grande potencial de transformação das nossas cidades. Devemos ter claro que a nossa visão sobre governos locais, até hoje difundida como “modo petista de governar” foi um avanço extraordinário, que agora deve sofrer acréscimos e modificações.

Não somente no sentido de atentarmos para uma base social mais ampla que inclui importantes setores médios da sociedade, mas também para privilegiarmos a introdução de métodos de gestão do Estado, organização de políticas publicas e estruturação institucional compatíveis com os meios fornecidos pelas novas tecnologias digitais e informacionais. Isso deve impulsionar o aumento da participação da cidadania na gestão municipal e aprofundar a transparência e o controle social do Estado.

ENTENDENDO A CRISE

O economista Luiz Gonzaga Belluzzo disse que uma das formas de superar a crise da especulação é gastar e comprar para fazer a roda da economia girar. “A pior coisa é a Miriam Leitão aparecer na tevê e dizer que não podemos gastar. Desligue a tevê porque ela não entende nada. Cuidado com o que ela diz!”, alertou.

O economista Luiz Gonzaga Belluzzo disse que uma das formas de superar a crise da especulação é gastar e comprar para fazer a roda da economia girar. “A pior coisa é a Miriam Leitão aparecer na tevê e dizer que não podemos gastar. Desligue a tevê porque ela não entende nada. Cuidado com o que ela diz!”, alertou.

Belluzzo comentou que, se ninguém gastar, o comércio e a indústria param, com demissões. Ao falar para uma platéia de metalúrgicos na noite de segunda-feira no Sindicato, o economista lembrou que, “se ninguém comprar carro, vocês não recebem salário”. Quando perguntado porque a mídia não conseguiu perceber a chegada da crise, ele afirmou que, normalmente, os economistas consultados são ligados ao sistema financeiro e não podem anunciar uma coisa que eles estão fazendo.Visão torta - Além disso, Belluzzo comentou que os jornalistas foram criados com a visão de que é preciso cortar gastos. “Eles não sabem o que falam”, repetiu.

Esse cortar gastos se refere aos governos que, na visão neoliberal, tem de cortar em áreas essenciais e investimentos. Para o economista, o governo federal está certo ao agir para que a demanda não caia, pois os bancos estão com dificuldade de conseguir crédito externo para financiamento. “O governo tem de fazer isso. A repercussão na mídia não é boa, pois aqui no Brasil os gastos do governo foram demonizados, parecem coisa do demônio. Mas o governo está certo, pois ele representa os interesses coletivos”, avisou.

Para ele, todas as decisões têm de ser tomadas rapidamente, antes que caia o emprego e a renda, pois dessa maneira ficará mais difícil superar a crise.Acabou o comando norte-americano - De acordo com o economista, o Brasil está bem posicionado para se defender de uma recessão. “Antes, tínhamos crise por causa das fragilidades. Agora, temos uma boa situação fiscal, com superávite primário (arrecadação maior que despesas) e reservas internacionais de 200 bilhões de dólares”, comentou. Para ele, acabou a hegemonia dos Estados Unidos nas decisões financeiras internacionais. “Antes, nas crises, era o G7 ou G8 (grupo dos países mais ricos) que se reunia. Agora, a reunião do G20 é sintomática.

Afinal, os países emergentes têm participação de mais de metade da taxa de crescimento mundial e a gestão monetária não pode mais se restringir a um país”. Ele lembrou que o Fundo Monetário Internacional (FMI) sempre ditou regras apontando para a recessão e o desemprego aos países em situação financeira ruim: “Agora ninguém quer isso, ninguém quer a recessão”.

Mesmo com esse entendimento, o economista acredita que a reconstrução do sistema financeiro vai ser um processo doloroso e conflituoso. “A recuperação da crise vai ser aos tropeções”. Belluzzo disse que haverá a necessidade de termos uma moeda latino americana “que vai ser comandada pelo Brasil, pois Lula mantém os países vizinhos próximos”.

segunda-feira, 17 de novembro de 2008

FOTO DO DIA

O PÔR DO SOL ENTRE PETROLINA E JUAZEIRO DISPENSA COMENTÁRIOS. FOTO TIRADA DENTRO DO CARRO NO MEIO DE UM CONGESTIONAMENTO.

NOTÍCIAS QUE A MÍDIA DEVE À VERDADE

Por Emir Sader

Se a mídia fosse pagar suas dívidas com a verdade, teria que dar notícias como as seguintes, entre tantas outras. Mandem as de vocês. FSP (Força Serra Presidente): TAM ASSASSINOU 140 PESSOAS EM CONGONHAS. Corrigimos assim comentário publicado na primeira página do jornal, em que se dizia que “O governo Lula assassinou 140 pessoas em Congonhas”, porque o relatório oficial e final sobre o acidente aponta os erros da companhia como os responsáveis pelo acidente.

Clóvis Rossi e Eliane Catanhede: Os colunistas renunciaram a seus postos de trabalho, sem indenização, confessando que as penas tucanas tinham nublado sua visão, impedindo-lhes de ver como o mundo mudou, como passaram a representar as elites dos jardins de São Paulo, considerando que eram as fronteiras do Brasil. Vão se dedicar a outras atividades, que não prejudiquem o interesse do país.

Otávio Frias Filho: “Renuncio ao cargo que herdei do meu pai, pela única razão de ser filho dele e herdeiro da empresa da família, vou mandar embora todos os amigos que coloquei na redação e convocar eleição entre os outros para eleger algum jornalista de carreira e mérito próprio, para tentar recuperar o prestígio – tão decaído – do jornal, que já teve o Claudio Abramo e que agora está cheio de Fernandinhos, que elogiam minhas camisas.”

O GLOBO: HERDEIROS DE ROBERTO MARINHO DECIDEM HOJE SE VENDEM OS JORNAIS, A TELEVISÃO OU AS RADIOS. Reconhecendo que a concentração de propriedade cruzada é um fator de imensa monopolização e atenta contra a liberdade e a diversidade de expressão, a família Marinho decide acatar o que até as leis dos EUA definem: a proibição de propriedade por um mesmo grupo de mídias televisivas, escritas e radiais no mesmo estado.

Miriam Leitão: “ACREDITEI NO MERCADO E ELE ME TRAIU”“Confesso que me equivoquei profundamente – por razões que vem ao caso, mas prefiro omitir - em todas as análises ao longo de todos os anos, que acreditei em Pedro Malan, em FHC, em Alan Greenspan, no FMI, nos bancos e instituições financeiras internacionais, no Consenso de Washington, faço autocrítica, renuncio a meus vários empregos na imprensa e prometo estudar economia, história, sociologia, política, antropologia, ética, antes de retomar qualquer emprego público. Doarei parte de meu vasto pecúlio acumulado na mídia e nas conferências feitas para empresários, para um fundo sindical para defesa do nível de emprego. E prometo ler o Zé Simão todos os dias, me chamando de Miriam Porcão, porque eu mereço.”

TV GLOBO PEDE DESCULPAS ÀS VÍTIMAS DO ACIDENTE AÉREO DA GOL NA AMAZÔNIA E CONFESSA QUE ESCONDEU A NOTÍCIA PARA PODER DAR MAIOR DESTAQUE À UMA DENUNCIA CONTRA A CANDIDATURA DE LULA, COM O INTUITO ELEITORAL DE LEVAR SEU CANDIDATO PREFERIDO, ALCKMIN, AO SEGUNDO TURNO.

O ESTADÃO CONFESSA: TENTAMOS, AO LONGO DE TODA SUA EXISTÊNCIA, FAZER PREDOMINAR OS INTERESSES DE SÃO PAULO SOBRE OS DO RESTO DO BRASIL – QUE SEMPRE CONSIDERAMOS “RESTO” – COERENTES COM O MOVIMENTO SEPARATISTA DE 1932. APOIAMOS O GOLPE MILITAR, COMO TODOS OS OUTROS JORNAIS, PUBLICAMOS AS VERSÕES MENTIROSAS DA DITADURA SOBRE AS CONDIÇÕES DA MORTE DOS OPOSITORES, SEMPRE ESTIVEMOS COM A DIREITA. DESCULPEM.

Dora Kramer: “O povo tem razão: FHC foi o pior presidente que o Brasil já teve. Eu me deixei iludir por razões que prefiro não expressar aqui.”VEJA: DESCULPAS AOS LEITORES, AO PT E AO POVO CUBANO, POR NOSSA CAPA ENGANOSA DE QUE A CAMPANHA DO LULA TERIA SIDO FINANCIADA COM DINHEIRO CUBANO. COMO RECOMPENSA, VAMOS FAZER MATÉRIA DE CAPA SOBRE A SAUDE PÚBLICA CUBANA.

BRASIL LADEIRA ABAIXO?

Por Wladimir Pomar

Assim como o capitalismo não vai desmoronar, o Brasil e outros países emergentes enfrentarão melhor a crise atual porque seus Estados estão atuando no sentido de reforçarem seus mercados domésticos.

Apesar das evidências de que o Brasil reduziu suas vulnerabilidades externas, não são poucos os que acreditam na possibilidade de uma forte desaceleração da economia brasileira. Para eles, sob o governo Lula, o país estaria despencando ladeira abaixo, e sua esperança é que a crise que deve se abater sobre o país não alcance a gravidade da ocorrida entre 1999 e 2002.

O que é um contra-senso, diga-se de passagem. Se o Brasil estiver, como pensam, mais vulnerável estrutural e economicamente, a atual crise deverá rebater com uma violência muito maior do que a de 1999. Diante da presente crise sistêmica internacional, aquela do final do governo FHC não passa de uma ducha de água morna.

Então, uma de duas: ou o Brasil realmente está mais vulnerável, e a crise mundial o levará a uma recessão avassaladora, ou o Brasil está menos vulnerável, e pode-se esperar que uma possível desaceleração do crescimento não signifique uma crise econômica mais profunda. Considerar que o país está mais fragilizado internacionalmente e cairá em recessão e, ao mesmo tempo, supor que isso pode não levar a uma crise de grande profundidade, não passa de jogo de palavras desconexas.

A presente crise mundial não é igual à de 1929, embora seja mais profunda do que aquela, entre outros motivos porque vários países emergentes, entre os quais o Brasil, entraram em rota de crescimento, fortaleceram em certa medida seu mercado interno, transformaram-se em parques industriais e não dependem exclusivamente dos mercados dos países desenvolvidos para manter sua economia funcionando.

O sistema bancário de vários deles, entre os quais o do Brasil, por motivos variados, também não ficou exposto aos papéis lastreados em hipotecas subprime e nem depende totalmente do crédito internacional, podendo manter linhas de crédito para as exportações e para o funcionamento do mercado doméstico.

É verdade que muitos desses países emergentes, aí também o Brasil, se beneficiaram das altas dos preços das commodities, e isso pode produzir problemas para a economia. No entanto, a economia brasileira não depende exclusivamente das commodities, ao contrário de países como a Venezuela, Argentina e Equador. Assim, embora tais produtos respondam por 50% das exportações brasileiras, e o Brasil não esteja livre dos problemas decorrentes da crise sistêmica, também não se pode dizer que este problema vai levá-lo ladeira abaixo.

Em outras palavras, do mesmo modo que o capitalismo não vai desmoronar por causa dessa crise, entre outros motivos porque o Estado dos países centrais está sendo colocado em ação para salvá-lo de sua própria dinâmica caótica, o Brasil e outros países emergentes enfrentarão melhor a crise atual porque seus Estados estão atuando no sentido de reforçar seus mercados domésticos e intensificar suas relações comerciais.

Wladimir Pomar é escritor e analista político.

MEU NOME É CRISE

Por Frei Betto

Todas as vezes que irrompo na história ou na vida das pessoas, trago um recado: é hora de começar de novo. Quem puder entender, entenda.

Há tempos não se falava tanto de mim como agora. Tudo por causa de uma crise no sistema financeiro. A África anda, também há tempos, em crise crônica – de democracia, de alimentos, de recursos; quem fala disso? Existe ameaça de crise do petróleo; governantes e empresários parecem em pânico frente à possibilidade de não poder alimentar 800 milhões de veículos automotores que rodam sobre a face da Terra.

No último ano, devido ao aumento do preço dos alimentos, o número de famintos crônicos subiu de 840 milhões para 950 milhões, segundo a FAO. Mas quem se preocupa em alimentar miseráveis? Meu nome deriva do grego krísis, discernir, escolher, distinguir, enfim, ter olhos críticos. Trago também familiaridade com o verbo acrisolar, purificar. Ao contrário do que supõe o senso comum, não sou, em si, negativa. Faço parte da evolução da natureza.

Houve uma crise cósmica quando uma velha estrela, paradoxalmente chamada supernova, explodiu há 5 bilhões de anos; seus cacos, arremessados pelo espaço, deram origem ao sistema solar. O Sol é um pedaço de supernova dotado de calor próprio. A Terra e os demais planetas, cacos incandescentes que, aos poucos, se resfriaram. Daqui 5 bilhões de anos o Sol, agonizante, também verá sua obesidade dilatada até se esfacelar nos abismos siderais.

Todos nós, leitores, passamos pela crise da puberdade. Doeu ver-nos expulsos do reino da fantasia, a infância, para abraçar o da realidade! Nem todos, entretanto, fazem essa travessia sem riscos. Há adolescentes de tal modo submersos na fantasia que, frente aos indícios da idade adulta, que consiste em encarar a realidade, preferem se refugiar nas drogas. E há adultos que, desprovidos do senso de ridículo, vivem em crise de adolescência.

Resulto da contradição inerente aos seres humanos. Não há quem não traga em si o seu oposto. Quantas vezes, no trânsito, o mais amável cidadão arremessa o carro sobre a faixa de pedestres? A gentil donzela enfia a mão na buzina? O aplicado estudante acelera além da conveniência?! Não é fácil conciliar o modo de pensar com o modo de agir.

Estou muito presente nas relações conjugais desprovidas de valores arraigados. Sobretudo quando a nudez de corpos não traduz a de espíritos e o não-dito prevalece sobre o dito. Felizmente muitos casais conseguem me superar através do diálogo, da terapia, da descoberta de que o amor é um exercício cotidiano de doação recíproca. O príncipe e a fada encantados habitam o ilusório castelo da imaginação.

Agora, assusto o cassino global da especulação financeira. Acreditou-se que o capitalismo fosse inabalável, sobretudo em sua versão neoliberal religiosamente apoiada em dogmas de fé: o livre mercado, a mão invisível, a capacidade de auto-regulação, a privatização do patrimônio público etc.

Dezenove anos após fazer estremecer o socialismo europeu, eis-me aqui a gerar inquietação ao mercado. A lógica do bem-estar não lida com o imprevisto, o fracasso, o inusitado, essas coisas que decorrem de minha presença. Os governantes se apressam em tentar acalmar os ânimos como a tripulação do Titanic: enquanto a água inundava a quilha, ordenou à orquestra prosseguir a música.

Tenho duas faces. Uma, traz às minhas vítimas desespero, medo, inquietação. Atinge aquelas pessoas que não acreditavam em minha existência ou me encaravam como se eu fosse uma bruxa – figura mitológica do passado que já não representa nenhuma ameaça.

Minha outra face, a positiva, é a que a águia conhece aos 40 anos: as penas estão velhas, as garras desgastadas, o bico trincado. Então ela se isola durante 150 dias e arranca as penas, as garras, e quebra o bico. Espera, pacientemente, a renovação. Em seguida, voa saudável rumo a mais 30 anos de vida.

Sou presença freqüente na experiência da fé. Muitos, ao passar de uma fé infantil à adulta, confundem o desmoronar da primeira com a inexistência da segunda; tornam-se ateus, indiferentes ou agnósticos. Não fazem a passagem do Deus "lá em cima" para o Deus "aqui dentro" do coração. Associam fé à culpa e não ao amor.

Acredito que este abalo na especulação financeira trará novos paradigmas à humanidade: menos consumismo e mais modéstia no padrão de vida; menos competição e mais solidariedade entre pessoas e empreendimentos; menos obsessão por dinheiro e mais por qualidade de vida.

Todas as vezes que irrompo na história ou na vida das pessoas, trago um recado: é hora de começar de novo. Quem puder entender, entenda.

Frei Betto é escritor, autor de "Cartas da Prisão" (Agir), Batismo de Sangue, A Mosca Azul, entre outros livros.

OXALÁ OBAMA!

Barack Obama, primeiro presidente negro da história dos Estados Unidos, concretizará o sonho de Martin Luther King ou o pesadelo de Condoleezza Rice? Esta Casa Branca, que agora é sua casa, foi construída por escravos negros. Oxalá ele não se esqueça disso, nunca.

Por Eduardo Galeano


Obama provará no governo que suas ameaças de guerra contra o Irã e o Paquistão não foram mais do que palavras, proclamadas para seduzir ouvidos difíceis durante a campanha eleitoral?Oxalá. E Oxalá não caia por nenhum momento na tentação de repetir as façanhas de George W. Bush. Ao fim e ao cabo, Obama teve a dignidade de votar contra a guerra do Iraque, enquanto o Partido Democrata e o Partido Republicano ovacionavam o anúncio dessa carnificina.

Durante sua campanha, a palavra “leadership” foi a mais repetida nos discursos de Obama. Durante seu governo, continuará crendo que seu país foi escolhido para salvar o mundo, tóxica idéia que compartilha com quase todos seus colegas? Seguirá insistindo na liderança mundial dos Estados Unidos e na sua messiânica missão de mando? Oxalá esta crise atual, que está sacudindo os cimentos imperiais, sirva ao menos para dar um banho de realismo e de humildade a este governo que começa.

Obama aceitará que o racismo seja normal quando exercido contra os países que seu país invade? Não é racismo contar um por um os mortos dos invasores no Iraque e ignorar olimpicamente os muitíssimos mortos entre a população invadida? Não é racista este mundo onde há cidadãos de primeira, segunda e terceira categoria, e mortos de primeira, segunda e terceira? A vitória de Obama foi universalmente celebrada como uma batalha ganha contra o racismo. Oxalá ele assuma, a partir de seus atos de governo, esta formosa responsabilidade.

O governo de Obama confirmará, uma vez mais, que o Partido Democrata e o Partido Republicano são dois nomes de um mesmo partido? Oxalá a vontade de mudança, que estas eleições consagraram, seja mais do que uma promessa e mais que uma esperança. Oxalá o novo governo tenha a coragem de romper com essa tradição de partido único, disfarçado de dois partidos, que, na hora da verdade, fazem mais ou menos o mesmo ainda que simulem uma disputa entre eles. Obama cumprirá sua promessa de fechar a sinistra prisão de Guantánamo?

Oxalá, e Oxalá acabe com o sinistro bloqueio a Cuba. Obama seguirá acreditando que está certo que um muro evite que os mexicanos atravessem a fronteira, enquanto o dinheiro passa livremente sem que ninguém lhe peça passaporte? Durante a campanha eleitoral, Obama nunca enfrentou com franqueza o tema da imigração. Oxalá a partir de agora, quando já não corre o risco de espantar votos, possa e queira acabar com esse muro, muito maior e vergonhoso que o Muro de Berlim, e com todos os muros que violam o direito à livre circulação das pessoas.

Obama, que com tanto entusiasmo apoiou o recente presente de 750 bilhões de dólares aos banqueiros, governará, como é costume, para socializar as perdas e para privatizar os lucros. Temo que sim, mas oxalá que não.

Obama firmará e cumprirá o protocolo de Kyoto, ou seguirá outorgando o privilégio da impunidade à nação mais envenenadora do planeta? Governará para os automóveis ou para as pessoas? Poderá mudar o rumo assassino de um modo de vida de poucos no qual se rifam o destino de todos? Temo que não, mas Oxalá que sim.

Obama, primeiro presidente negro da história dos Estados Unidos, concretizará o sonho de Martin Luther King ou o pesadelo de Condoleezza Rice? Esta Casa Branca, que agora é sua casa, foi construída por escravos negros.

Oxalá ele não se esqueça disso, nunca.

Publicado originalmente no jornal Página 12.Tradução: Katarina Peixoto

quinta-feira, 13 de novembro de 2008

LULA PODERÁ "DAR LIÇÕES A OBAMA" DIZ JORNAL ESTADUNIDENSE

BBC

Quando o presidente eleito dos Estados Unidos, Barack Obama, e o presidente brasileiro, Luiz Inácio da Silva, se encontrarem, pode ser que o presidente Lula é quem acabe "ensinando a Obama uma ou duas coisas", diz um editorial desta quarta-feira do jornal americano "The Christian Science Monitor".

O editorial, intitulado "O Obama do Brasil", destaca o que considera pontos comuns entre os dois líderes, afirmando que "como Barack Obama, o presidente do Brasil veio da pobreza e da esquerda política e chegou ao poder. Mas durante seis anos no cargo, ele [Lula] governou do centro, aproveitando os pontos fortes do mercado do Brasil, conquistando o respeito mundial".

"The Christian Science Monitor" afirma que uma série de reportagens sobre o Brasil que o jornal publica esta semana mostra que o país passou de "gigante adormecido" para um país mais ativo "graças, em grande parte, à adoção por [Luiz Inácio Lula] da Silva de soluções práticas que agradam os investidores globais e também a maioria dos brasileiros", lembrando que "os índices de popularidade dele são muito altos".

"Em muitas áreas, tais como agricultura, política social e diplomacia, o Brasil agora serve como modelo para outros países, especialmente da África", diz o editorial, mencionando o programa bolsa-escola como exemplo de "uma política inovadora que une políticos da esquerda e da direita".

Líder regional'

Sobre suas relações com o mundo, o jornal menciona a reunião do último fim-de-semana do G20 em São Paulo, em que Lula "repreendeu os Estados Unidos por sua responsabilidade na crise financeira global, que também está afetando o Brasil".

Mas ressaltou que "mais do que criticar, o ex-líder sindical e fundador do Partido dos Trabalhadores também advertiu os países contra recorrer ao protecionismo comercial". O jornal observa que "Obama quer reformular o Nafta (tratado de livre comércio entre EUA, México e Canadá)".

Lembrando que o ministro Assuntos Estratégicos brasileiro, Roberto Mangabeira Unger, foi professor de Obama na Universidade de Harvard, nos Estados Unidos, o jornal afirma que "o filósofo manteve contato com Obama e pode servir como um elo no que pode ser uma poderosa parceria para o Hemisfério Ocidental".

Por enquanto, "o Brasil está tendo um bom desempenho como líder regional", de acordo com "The Christian Science Monitor".

"Embora [Luiz Inácio Lula] da Silva use com freqüência o jargão esquerdista de Hugo Chávez, [presidente] da Venezuela, suas ações demonstram uma vontade de liderar a região com soluções guiadas pelo mercado e forjar uma geopolítica" que não desagrade os estadunidenses. A presença militar brasileira no Haiti a serviço das Nações Unidas, sua participação em "acalmar a ameaça de guerra entre Colômbia e Venezuela" e as relações com a Bolívia também são mencionados no editorial.

"The Christian Science Monitor" conclui que se o presidente brasileiro "conseguir manter um nacionalismo saudável, ele vai encontrar um parceiro em Obama em questões que vão de energia a segurança". "O ex-líder sindical e o ex-coordenador comunitário, ambos sabem como negociar um acordo em prol do bem comum".

"Como [Luiz Inácio Lula] da Silva e Obama, Estados Unidos e Brasil têm coisas demais em comum para não compartilhar a liderança regional e global", diz o editorial

terça-feira, 11 de novembro de 2008

Por gloriosa sugestão do nosso Camarada Daniel Pearl do blog Desabafo País (Brasil), indicamos o interessante vídeo SERRA E KASSAB: A MÁFIA PAULISTA.
Abraços e tomem suas conclusões.

sexta-feira, 7 de novembro de 2008

NOSSO BISPO VERMELHO, NOSSO DOM DA PAZ


Dom Hélder realmente era um homem santo - na verdadeira essência da palavra. Seu jeito manso, sua excessiva ternura contagiante, seu modo pausado de falar, sua doce truculência quanto às injustiças promovidas pelos poderosos, em especial durante a ditadura militar.

Nosso DOM foi indicado ao prêmio Nobel da Paz em 1976, mas a articulação da ditadura impediu que ele fosse o ganhador, seria assumir que o Brasil vivia o facismo militar.

"Se dou comida aos pobres me chamam de santo...
Se pergunto porque são pobres me chamam de comunista".

Alheio às pompas e aos holofotes, o nosso DOM DA PAZ salvou muitas vidas. Foi alvo de atentados - que inclusive culminou com um 'recado expresso' através da 'morte matada 'do Padre Henrique, seu bispo auxiliar na arquidiocese de Recife e Olinda.

Autor de muitos sermões libertários nos momentos mais violentos do Brasil, Dom Hélder nunca se desesperançou, nunca foi amargo. Suave, combatia com vigor a truculência dos militares, mas sem perder a ternura.

"Quem chega a um pântano a noite pode se iludir,

A lua sobre o charco pode lhe parecer uma visão de paz,
Eu não quero a paz dos pântanos! A paz que esconde injustiças e podridão"

É difícil falar de Dom Hélder sem se emocionar, sem derramar um lágrima... Num mundo em que as relações interpessoais são cada vez mais distantes e movidas por interesses outros, lembrar do otimismo de Dom Hélder, de sua fé irradiante e de sua infinita esperança nos ressussita a certeza de que podemos, sim, ser felizes.

"Missão é partir,
deixar tudo,
sair de si,
quebrar a crosta do egoísmo
que nos fecha no nosso eu"

Que Deus esteja sempre ao seu lado, Dom Hélder, mas que compartilhe sua essência maravilhosa com esta humanidade cada vez mais desumana.

FRASE DO DIA

Em homenagem ao nosso Dom Hélder Câmara, que brindou o mundo com a sua passagem terrena e que, nós do movimento popular, celebraremos seu centenário em 2009.

"Há criaturas que são como a cana, mesmo postas na moenda, esmagadas de todo, reduzidas a bagaço, só sabem dar doçura”.

FERRARI PEDE DESCULPAS A MASSA

Domenicali diz que equipe analisará calmamente os problemas de confiabilidade

Pódio do GP Brasil, com Alonso, Massa, Raikkonen e Domenicali ampliar foto

Pódio do GP Brasil, com Alonso, Massa, Raikkonen e...

Stefano Domenicali prometeu a Felipe Massa que a Ferrari analisará, com calma, os problemas de confiabilidade que custaram a ele o título do Mundial de 2008.

O brasileiro perdeu o campeonato por apenas um ponto para Lewis Hamilton, 98 a 97.

"Nós lamentamos por Felipe, que teve uma temporada incrível. Nós não perdemos o campeonato no Brasil, mas, sim, antes, quando tivemos problemas com confiabilidade e cometemos erros", explicou o chefe da escuderia italiana durante a festa de fim de ano da equipe, em Maranello.

"Nós temos que analisar as causas com tranqüilidade, mas decisivamente, para estarmos certos de que isso não acontecerá novamente no próximo ano."

"Agora nós temos que parabenizar os nossos competidores, porque eles foram realmente fortes e mereceram o que eles alcançaram", disse.

Felipe Massa enfrentou problemas graves em quatro corridas de 2008: no GP da Austrália, primeira etapa do calendário, o motor de sua Ferrari falhou; em Montréal, a bomba de gasolina não funcionou em um dos reabastecimentos.

Na Hungria, caminhava para a vitória, mas o propulsor voltou a quebrar, a três voltas do fim; em Cingapura, o mecânico-chefe da escuderia acionou a luz verde antes da mangueira de combustível ser retirada do carro, e o brasileiro saiu com o equipamento.

Domenicali agradeceu os esforços que ajudaram a Ferrari a conquistar o oitavo título entre os Construtores nos últimos dez anos.

"Eu quero felicitar todos vocês pelo que fizeram neste ano; nós alcançamos este título, porque nós nunca desistimos. Foi uma temporada complicada, onde muitas coisas aconteceram, mas nós sempre sabíamos como reagir."

O chefe da equipe de Maranello também fez referências especiais ao seu antecessor, Jean Todt, e ao presidente da montadora, Luca di Montezemolo.

"Nosso presidente sempre ficou perto de nós e ele sempre nos apoiou. Todt, que teve um novo cargo neste ano, nos seguiu passo a passo, nos ajudando com sua experiência e seu conhecimento", falou.

"Eu posso assegurar que nesta posição a pressão é realmente alta, e é importante, para mim, saber que eles estão me apoiando e que eu posso contar com seu trabalho e sua paixão."

Durante o evento, Montezemolo ligou para Domenicali. O presidente da Ferrari está em Nova Iorque.

"Vocês podem ficar orgulhosos deste campeonato, o que significa muito, considerando tudo o que aconteceu", disse o dirigente.

quinta-feira, 6 de novembro de 2008

CONSELHO REGIONAL DE MEDICINA DE SÃO PAULO REPROVA 61%

Por Bruno Aragaki

Em 2008, foram reprovados 61% dos participantes do exame do Cremesp (Conselho Regional de Medicina do Estado de São Paulo), aplicado aos futuros médicos que cursam o sexto - e último - ano da faculdade. Os resultados do exame foram divulgados nesta quarta-feira (5).

Reprovados pelo Cremesp

2005 31%
2006 38%
2007 56%
2008 61%

Ano Reprovados

Apesar da reprovação, esses alunos poderão ingressar no mercado de trabalho e exercer a profissão normalmente, já que o exame é facultativo.


"As faculdades estão formando médicos que não sabem o básico", diz Bráulio Luna Filho, coordenador do exame no Cremesp. Para ele, o exame deveria ser obrigatório para os médicos recém-formados - de maneira similar ao exame de ordem da OAB (Ordem dos Advogados do Brasil) para os estudantes de direito.

"O problema é que as universidades, mesmo as consideradas melhores, não sabem avaliar cientificamente os alunos. Basta ser bonzinho, não faltar às aulas, que você passa", critica Luna.

Participaram da avaliação 679 dos 2.300 estudantes de medicina que se formam por ano no Estado de São Paulo - 30% do total. Desses, apenas 262 acertaram 60% dos testes que compõem a primeira fase do exame, requisito para ser aprovado à segunda fase do exame.

É a primeira vez nestes quatro anos de aplicação da prova, que o número de reprovados supera o de aprovados. Em 2005, quando o Cremesp lançou o exame, 31% dos estudantes foram considerados inaptos para exercer a medicina.

GP DO BRASIL 2008

Charge do GP do Brasil

LEWIS OBAMA OU BARACK HAMILTON?

Barack Hamilton ou Lewis Obama?

A eleição estadunidense e o Mundial de Fórmula 1 revelaram seus pares: Barack Obama e Lewis Hamilton em evidência na imprensa mundial. Até porque, não há como negar a semelhança entre o presidente eleito e campeão da F1. O inglês com dez anos a mais do que agora… E aí? Quem é quem?

FÓRMULA 1 EM FOCO

Mudando um pouco o foco do blog após a já esperada vitória de Obama (ver post abaixo) e após digerir os 500 metros que separaram F Massa do título (além da falta de gasolina, da mangueira presa no carro, entre outras falhas da Ferrari), decidi postar algumas alterações nas equipes e o calendário 2009.

Abraços.

MUDANÇAS NAS EQUIPES

VETTEL CONFIRMADO NA RED BULL PARA 2009

O que já era de se esperar foi anunciado oficialmente hoje. Quando David Coulthard anunciou sua aposentadoria na véspera para o GP da Grã Bretanha desse ano já era do conhecimento de todos que o seu substituto seria o primeiro piloto da equipe B, a Toro Rosso, Sebastian Vettel. Vettel irá fazer dupla com o australiano Mark Webber em 2009. Vettel é um prodígio do automobilismo alemão, sendo muitas vezes comparado a Schumacher.


BRUNO SENNA A UM PASSO DA F1

Já na Toro Rosso o favorito a vaga de Sebastien é Bruno Senna, atual vice lider da GP2 Bruno tem a seu favor o seu talento, ser amigo do co-propietário da equipe, Gerard Bergher e o sobrenome famoso, tomara que Bruno faça jus ao nome do tio.

CLASSIFICAÇÃO DA FÓRMULA 1 - TEMPORADA 2008

Brasileiros em negrito.

1 - Lewis Hamilton - Mclaren - 98

2 - Felipe Massa - Ferrari - 97 (UMA CURVA...)
3 - Kimi Raikkonen - Ferrari - 75
4 - Robert Kubica - Bmw - 75
5 - Fernando Alonso - Renault - 61
6 - Nick Heidfeld - Bmw - 60
7 - Heikki Kovalainen - Mclaren - 60
8 - Sebastian Vettel - Str - 35
9 - Jarno Trulli - Toyota - 31
10 - Timo Glock - Toyota - 25
11 - Mark Webber - Red Bull - 21
12 - Nelson Piquet - Renault - 19
13 - Nico Rosberg - Williams - 17
14 - Rubens Barrichello - Honda - 11
15 - Kazuki Nakajima - Willams - 9
16 - David Coulthard - Red Bull - 8
17 - Sebastien Boudais - Str - 4
18 - Jeson Button - Honda - 3

SAI O CALENDÁRIO DA FÓRMULA 1 PARA 2009

Temporada 2009 terá o início mais tardio em 20 anos

A FIA anunciou ontem o calendário final para a temporada 2009. Como principal surpresa, a antecipação do GP da China, que salta do final para o começo do ano, em abril. Mas chama a atenção a data do GP da Austrália, abertura do campeonato, que acontecerá em 29 de março. Desde 1988, quando o GP do Brasil aconteceu em 3 de abril, a etapa inicial da temporada não acontecia tão tarde.

Porém, como compensação, haverá uma overdose de Fórmula 1 nas primeiras semanas. Quatro corridas acontecem num intervalo de cinco finais de semana, com duas rodadas duplas: Austrália e Malásia, em 29/3 e 5/4, uma semana de descanso e depois China e Bahrein, em 19 e 26/4.

Confira abaixo o calendário completo da temporada 2009:

29/03 - GP da Austrália (Melbourne)
05/04 - GP da Malásia (Sepang)
19/04 - GP da China (Xangai)
26/04 - GP do Bahrein (Sakhir)
10/05 - GP da Espanha (Montmeló)
24/05 - GP de Mônaco (Monte Carlo)
07/06 - GP da Turquia (Istambul)
21/06 - GP da Inglaterra (Silverstone)
12/07 - GP da Alemanha (Nürburgring)
26/07 - GP da Hungria (Hungaroring)
23/08 - GP da Europa (Valência)
30/08 - GP da Bélgica (Spa-Francorchamps)
13/09 - GP da Itália (Monza)
27/09 - GP de Cingapura (Marina Bay)
04/10 - GP do Japão (Suzuka)
18/10 - GP do Brasil (Interlagos)
01/11 - GP de Abu Dhabi (Abu Dhabi)

quarta-feira, 5 de novembro de 2008

HÁ DIFERENÇAS ENTRE OBAMA E McCAIM?

Seguramente, assim como 80% do globo aposta na vitória de Barack Obama (negro, descendente de queniano-muçulmanos), tudo o que expressa a contracultura do racismo encravado nas veias de um forte segmento estadunidense, eu também torço por Obama.

Num país que assassinou dois presidentes populares (Lincoln que uniu o país após a secessão e aboliu a escravidão e Keneddy que sancionou os direitos civis); incinerou covardemente centenas de operárias em Boston durante uma greve; fundou a KKK; matou líderes como Martin Luther King e Malcolm X que combatiam o racismo e pregavam a igualdade entre negros e brancos.

Sua vitória seria a consagração de um discurso feito há 40 anos pelo próprio Martin Luther King: I have a dream.

Entretanto, está longe o dia em que negros e brancos, raças e religiões se tornarão um só povo. A intolerância não discorre através das diferenças pífias e descontextuais.

Portanto, sem ceticismo, sejamos francos: Obama e McCaim, duas faces de uma mesma moeda. Um movido pelo simbolismo, outro marcado pelo cansaço de uma administração fraudulenta do início ao fim: da eleição da Flórida contra Al Gore, passando pelas guerras do Afeganistão e do Iraque, à outra fraude floriana contra Kerry, até a atual crise financeira de Wall Street.

Ambos irão manter a política de subsídios contra os países emergentes: nosso etanol, nosso aço, nosso suco de laranja, entre outros produtos. Ambos não assinarão o protocolo de Kyoto. Ambos continuarão o imperialismo sobre os países pobres e a política policialesca (em maior ou em menor proporção). Ambos darão seqüência ao apoio irrestrito ao holocausto palestino através do financiamento bélico do estado de Israel. Ambos seguirão unidos às ditaduras dos petrodólares. Ambos sequenciarão o Plano Colômbia a fim de militarizar e ocupar a Amazônia. Ambos farão da América Latina o seu quintal favorito utilizando a CIA para desmerecer governos democrático-populares como os do Equador, Bolívia, Venezuela e Nicarágua, desacatando o princípio da autodeterminação e soberania dos povos.

Bom, caso eu fosse um cidadão estadunidense: negro e latino, votaria em Obama. Pela tradição democrata de maiores investimentos sociais e promoção de oportunidades às minorias afro, árabe, latina e asiática.

É isso.

VOLTAMOS ÀS POSTAGENS

Camaradas,

Ultimamente, em virtude do cansaço provocado pela exaustão de provas e da ressaca eleitoral, dediquei nosso espaço às contribuições de outros camaradas e de informações procedentes da imprensa alternativa.

Voltamos a escrever de modo assíduo, a partir de hoje, na certeza de que, assim como afirmara Gramsci: "...a tarefa da intelectualidade orgânica é a de formar uma vanguarda condutória da revolução junto à classe operária..." (Cadernos do Cárcere, vol. III)

Saudações bolcheviques.