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sexta-feira, 27 de fevereiro de 2009

VALORES DO PASSADO

Pra não dizer que não falei das flores... Ops! Do carnaval, vai aí um vídeo com uma interpretação linda de Maria Rita no Carnaval Multicultural de Pernambuco, show no Marco Zero (Recife Antigo) na segunda-feira (23).

Valores do Passado, frevo de bloco, composição de Edgar Moraes, imortalizada pelo Bloco da Saudade.

http://www.youtube.com/watch?v=JtU9z2dx2Yk

quinta-feira, 26 de fevereiro de 2009

CHEGA DE VERGONHA

Muitos leitores do blog manifestaram sua opiniões e indignação a nossa postagem a respeito do inverídico ataque de neonazistas suiços sobre a advogada Paula Oliveira.

Como na Roma Antiga, a política augusta do pão e circo dá certo. Durante o carnaval, pouco se comentou sobre o assunto, como se fosse uma mera questão de insanidade temporária de uma pobre e ilegal brasileira que trabalhava sem passaporte como mão-de-obra de baixa qualificação.

Nosso blog recebeu manifestações de professores, estudantes, parlamentares e membros do alto escalão do governo federal juntando-se a essa corrente mista de desculpas aos povos da Suiça e do Brasil e de vergonha frente ao dano provocado (mais uma vez) sobre nossa imagem na comunidade internacional.

Não podemos admitir a ininputabilidade dessa senhora frente ao crime cometido na Suiça e muito menos quando se envolve a Presidência da República, não falo aqui do Chefe de Estado Luis Inácio Lula da Silva, mas da Instituição que representa nosso POVO. TERRITÓRIO E SOBERANIA.

Que a família se solidarize à irresponsabilidade da executiva, tudo bem, é um direito que a assiste, mas macular nossa imagem impunemente?! Onde estão o deputado Roberto Magalhães e o senador Marco Maciel que ao saberem do suposto atentado recorreram ao Itamarati, Claudio Humberto? Onde está a retratação, Arnaldo Jabor? Ela virá de quem, William Wack? Será que a culpa é do Presidente Lula, Mainardi?

Veja que até o SPV (Partido do Povo Suiço, de conotação neonazista) já se manifestou. A família alegou falta de condições psicológicas da senhora Paula Oliveira. Isto é! Quem não tem moral agora sofre de vergonha, Bóris Casoy!?

Com a palavra nossa elite branca* e seus porta-vozes da imprensa.

* Expressão utilizada corriqueiramente pelo ex-governador e jurista Cláudio Lembo (DEM-SP).

'CAOS AÉREO' COM CAMERA DA GLOBO NO SAMBÓDROMO

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CHINESES ESTUDAM PROTEÇÃO SOCIAL NO BRASIL

Integrantes de instituição chinesa para combate à pobreza visitam o Brasil em maio para trocar experiência, estudos e treinamentos
Crédito: Banco Mundial/ Divulgação
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IDH da China é o que mais cresce no mundo
DAYANNE SOUSA
da PrimaPagina

Equipes do governo da China e do PNUD chinês visitarão o Brasil em maio para conhecer os programas sociais brasileiros. A visita faz parte de um acordo de cooperação entre o Centro Internacional para a Redução da Pobreza (IPRCC) , parceria do PNUD com o governo chinês, e o Centro Internacional de Políticas para o Crescimento Inclusivo (CIP – CI), parceria com o Brasil. Além de trocar experiências, as entidades farão publicações e treinamentos em conjunto.

No acordo, firmado dia 17 de fevereiro, as entidades escolheram que o tema das atividades em conjunto seria a proteção social. Transferência de renda, avaliação de programas sociais e de seguridade serão os assuntos trabalhados. A cooperação deve continuar futuramente. O objetivo é que, a cada ano, novos temas sejam escolhidos.

As equipes brasileiras e chinesas também trabalharão juntas para elaborar treinamentos para outros países da América Latina e da África. Os treinamentos são eventos que reúnem pesquisadores da área para estudar experiências de vários países em desenvolvimento no combate a pobreza. “Será uma troca: eles vão acrescentar uma larga experiência na área de treinamentos, que nós trabalhamos há menos tempo, e nós vamos contribuir com nosso conhecimento na área de proteção social, com que eles não trabalham lá”, afirma Francisco Filho, assessor de comunicação do CIP – CI.

Proteção social é um tema particularmente importante na China, diz a Coordenadora da Unidade de Aprendizado Sul-Sul do CIP – CI, Melissa Andrade. Ela cita o intenso crescimento econômico chinês e diz que é um momento importante para reforçar os estudos na área social no país. “É preciso pensar no impacto desse crescimento para os mais pobres”, pondera. Impulsionado pelo aumento da renda, o IDH (Índice de Desenvolvimento Humano) da China é o que mais cresceu no mundo nos últimos 26 anos. Apesar disso, o último Relatório de Desenvolvimento Humano do país destaca fortes desigualdades internas como uma consequência do rápido crescimento econômico.

Para Melissa, o Brasil também terá o que aprender com os chineses: “Brasil e China são dois países grandes e complexos, com sistemas políticos completamente diferentes. Estamos curiosos para ouvir deles como é a administração dessa população tão grande e como são as relações da população com o governo”. A cooperação entre as instituições brasileira e chinesa ainda vai promover a tradução de estudos feitos pelo CIP-CI para o chinês. Cerca de 51 publicações sobre proteção social estão sendo consideradas.

NOSSA CONTURBADA INDEPENDÊNCIA

No dia 7 de setembro de 1822, o príncipe regente dom Pedro, irritado com as exigências da corte, declarou oficialmente a separação política entre a colônia que governava e Portugal. Em outras palavras, ele proclamou a Independência do Brasil.

Um mês depois, mais precisamente em 12 de outubro de 1822, dom Pedro foi aclamado imperador e, em 1º de dezembro, coroado pelo bispo do Rio de Janeiro, recebendo o título de dom Pedro 1º.

Resumidamente, a conquista da independência do nosso país poderia ser contada dessa forma, mas a história não é tão simples assim. Começa realmente com o enfraquecimento do sistema colonial e a chegada da corte portuguesa ao Brasil (1808) e só termina em 1824, com a adoção da primeira Constituição brasileira.

Os motivos da separação
Entre os séculos 18 e 19, cresceram no Brasil as pressões externas e internas contra o monopólio comercial português e a cobrança de altos impostos numa época de livre comércio.

Diversas revoltas - a exemplo da Inconfidência Mineira, Conjuração Baiana e a Revolta Pernambucana de 1817 -, aliadas à Revolução Francesa e à independência dos Estados Unidos, provocaram o enfraquecimento do colonialismo e reforçaram o liberalismo comercial no Brasil. Em 1808, com a abertura dos portos, o Brasil passou a ter mais liberdade econômica e, com sua elevação à categoria de Reino Unido, deixou de ser, formalmente, uma colônia.

Em 1820, a burguesia portuguesa tentou resgatar sua supremacia comercial, promovendo a Revolução Liberal do Porto. No ano seguinte, o parlamento português obrigou dom João 6º a jurar lealdade à Constituição e a voltar para Portugal. Seu filho dom Pedro foi deixado no Brasil, na condição de príncipe regente, para conduzir uma eventual a separação política.

O rompimento
As pressões contra o controle de portugal cresceram na colônia, e a metrópole passou a exigir a volta de dom Pedro. O príncipe deu sua resposta a Portugal no dia 9 de janeiro de 1822 (Dia do Fico), com a célebre frase "Se é para o bem de todos e felicidade geral da Nação, diga ao povo que fico".

Iniciou-se um esforço político por parte dos ministros e conselheiros de dom Pedro, pela permanência dos vínculos com Portugal, mantendo um pouco de autonomia para o Brasil. Queriam uma independência sem traumas, mas as críticas ao colonialismo ficaram insustentáveis. Dom Pedro, então, se viu pressionado a oficializar o rompimento.

Foi assim que, em 3 de junho de 1822, dom Pedro convocou a primeira Assembléia Constituinte brasileira. Em 1º de agosto, declarou inimigas as tropas portuguesas que desembarcassem no Brasil e, dias depois, assinou o Manifesto às Nações Amigas, justificando o rompimento com as cortes de Lisboa e garantindo a independência do país, como reino irmão de Portugal.

Em represália, os portugueses anularam a convocação da Assembléia Constituinte brasileira, enviaram tropas à colônia e exigiram o retorno imediato do príncipe regente a Portugal. No dia 7 de setembro de 1822, durante uma visita a São Paulo, nas proximidades do rio Ipiranga, dom Pedro recebeu uma carta com as exigências das cortes e reagiu proclamando a independência do Brasil. Bahia, Maranhão e Pará, que tinham juntas governantes de maioria portuguesa, só reconheceram a independência em meados do ano seguinte, depois de muitos conflitos entre a população e os soldados portugueses.

No início de 1823, houve eleições para a Assembléia Constituinte que elaboraria e aprovaria a Carta constitucional do império brasileiro, mas, em virtude de divergências com dom Pedro, a Assembléia logo foi fechada. A 1ª Constituição brasileira foi, então, elaborada pelo Conselho de Estado e outorgada pelo imperador em 25 de março de 1824.

Com a Constituição em vigor, a separação entre a colônia e a metrópole foi finalmente concretizada. Mesmo assim, a independência só é reconhecida por Portugal em 1825, com a assinatura do Tratado de Paz e Aliança entre Portugal e Brasil, por dom João 6º.

FONTE: UOL

sexta-feira, 20 de fevereiro de 2009

DO CRIME SUIÇO À VERGONHA BRASILEIRA

A advogada pernambucana Paula Oliveira assumiu perante a justiça suiça que mentiu com relação a sua gravidez de gêmeos e a respeito do suposto atentado sofrido por 3 neozanistas do Partido do Povo Suiço (que teriam cometido crime de lesão corporal, racismo e xenofobia).

A brasileira se mutilou, rasgou sua roupa e chocou a comunidade internacional com um suposto crime num país conheciso como "cofre do mundo" e marcado pela sua política de neutralidade internacional (a Suiça não faz parte nem da ONU, nem da UE).

7º IDH do mundo, país pacífico e limítrofe com a França, a Itália e a Alemanha, a Suiça foi comentário mundial nas páginas policiais por atentado aos direitos humanos e que até o presidente Lula se disse chocado com o que aconteceu e dispôs a brasileira de todo o apoio necessário.

Filha do advogado, ex-secretário de finanças da Prefeitura do Recife e atual assessor do deputado e ex-prefeito Roberto Magalhães (que chegou a fazer um pronunciamento no plenário da câmara), Paula Oliveira não é uma brasileira sem instrução. Advogada, atua há muitos anos na Europa onde trabalha a serviço de uma empresa norueguesa. Não está clandestina, não é informal, portanto, deve desculpas ao povo suiço e uma retratação ao povo brasileiro, mais uma vez maculado como um país de falcatruas.

IDH PODERÁ INCLUIR NOVOS FATORES EM 2010

PNUD tem feito consultas em diversos países; a inclusão de dados sobre desigualdade de renda e meio ambiente está sendo considerada
Crédito: MRE/ Divulgação
Sobre o IDH
O IDH nasceu em 1990 como um contraponto à utilização do Produto Interno Bruto (PIB) per capta como único parâmetro para mensurar o desenvolvimento dos países. Atualmente, o índice considera três dimensões: a renda, medida pelo PIB per capta (corrigido pelo poder de compra de cada país), a longevidade, para a qual é utilizada a expectativa de vida ao nascer, e a educação, em que se consideram a taxa de analfabetismo e a de matrículas. Números para anos anteriores a 90 foram calculados retroativamente.
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IDH do Brasil cresce; país é 70º no ranking
DAYANNE SOUSA
da PrimaPagina

O PNUD está fazendo uma série de estudos para avaliar a possibilidade de mudanças no IDH (Índice de Desenvolvimento Humano) a partir de 2010, ano em que o indicador completa 20 anos. Discute-se a inclusão de novos fatores para o cálculo, que atualmente considera o PIB per capta, a expectativa de vida, a taxa de analfabetismo e a taxa bruta de matrícula escolar para qualificar os países num ranking de desenvolvimento humano.

Um dos pontos mais debatidos é a incorporação de indicadores de outras áreas e a viabilidade de fazê-lo refletir as desigualdades internas dos países. O texto do PNUD que acompanhou o último ranking do IDH menciona algumas questões que estão sendo levantadas: “Como poderíamos considerar aspectos mais amplos do desenvolvimento, como liberdade de escolha ou de oportunidade? O enfoque considera de modo suficiente as disparidades e desigualdades que caracterizam o desenvolvimento?”.

O modo como a renda é levada atualmente em conta no índice “tem uma limitação, porque o que aparece é a média da renda, e isso esconde desigualdades como as que temos no Brasil”, afirma Flávio Comim, coordenador do Relatório de Desenvolvimento Humano no Brasil. Ele diz que uma das propostas para 2010 é a inclusão de um fator de correção para penalizar a desigualdade.

Acadêmicos, instituições de pesquisa e membros de governos de vários países estão sendo convidados para participar de reuniões e apontar sugestões para aperfeiçoar o IDH. Além da renda, a inclusão de dados sobre problemas ambientais também é uma alteração possível, diz Comim.

A forma como o IDH considera a educação atualmente também pode mudar. A crítica, segundo Comim, é que faltam dados sobre a qualidade do ensino, já que atualmente só constam números sobre a proporção de analfabetos ou de freqüentadores das escolas (para composição do índice, são utilizadas as taxas de analfabetismo e matrícula em todos os níveis de ensino).

No texto em que divulgou o último ranking, o PNUD afirma que a comemoração dos 20 anos “é uma grande oportunidade para considerar os desafios das medidas de desenvolvimento humano”. Apesar disso, não há qualquer previsão de quais alterações poderão ser acatadas. Sem tema definido, o Relatório de Desenvolvimento Humano de 2010 (que trará os números do IDH 2008) pretende ampliar as discussões sobre o conceito de desenvolvimento humano. Para 2009, o tema será a migração e o formato dos cálculos não será alterado.

OPNUD ainda diz que o maior objetivo do IDH, o de alertar para o fato de que não basta considerar apenas a dimensão econômica do desenvolvimento, já evoluiu bastante e que é o momento de pensar nas próximas etapas.

quinta-feira, 19 de fevereiro de 2009

IGUALDADE DE GÊNERO REDUZ A POBREZA EM 20%

Estudo mostra que desigualdade entre homens e mulheres no mercado de trabalho é um dos determinantes da miséria no Brasil
Agência Brasil/Ubirajara Dettmar
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RENATA D'ELIA
da PrimaPagina

A desigualdade entre homens e mulheres no mercado de trabalho é uma das causas determinantes da pobreza na América Latina, aponta um estudo do Centro Internacional de Políticas para o Crescimento Inclusivo, uma instituição de pesquisa e treinamento do PNUD em parceria com o Governo do Brasil. Se o acesso e os salários dos dois sexos fossem semelhantes, a proporção de pobres poderia ter uma queda de até 34% — no Brasil, chegaria a 20%, segundo as projeções da pesquisa, publicadas no artigo Eliminar as desigualdades de gênero reduz a pobreza. Como?.

O trabalho levou em conta indicadores de Brasil, Argentina, Chile, República Dominicana, El Salvador, México, Paraguai e Uruguai — países em que geralmente as mulheres amargam menor participação na atividade econômica, maior taxa de desemprego e de informalidade e menor remuneração (mesmo quando o grau de instrução é similar).

Para estimar os impactos da desigualdade nos níveis de pobreza de cada país, as autoras, Joana Costa e Elydia Silva, simularam três cenários, sempre comparando homens e mulheres de perfis semelhantes. No primeiro, homens e mulheres têm a mesma probabilidade de ser economicamente ativos. No segundo, ambos têm estatisticamente as mesmas chances de conseguir um emprego formal ou informal, e também de ficarem desempregados. No terceiro, eles recebem salários iguais.

Os resultados indicam que, se a participação feminina no mercado de trabalho aumentasse, a redução da pobreza no Chile chegaria a 34%. No Brasil, seria de 20%. Mesmo no Uruguai, que obteve os avanços mais discretos da simulação, a diminuição da pobreza atingiria 15%.

Garantindo às mulheres as mesmas chances em conseguir um emprego formal ou informal, e considerando igual probabilidade de desemprego entre elas e os homens, a pobreza cairia 8% na maioria dos países. O recuo seria de até 14% (no Brasil, 9%), caso ambos os sexos tivessem remunerações equiparadas.

“A redução nos três aspectos da desigualdade de gênero no mercado de trabalho ajudaria a reduzir a pobreza”, observam as pesquisadoras. “Ainda que seja importante eliminar outros aspectos da desigualdade de gênero, concluímos que a promoção da participação das mulheres no mercado de trabalho é o aspecto com maior potencial de promover um crescimento que beneficie os pobres”, acrescentam.

Como a criação de filhos é um dos principais fatores que afastam as mulheres do mercado de trabalho, as autoras sugerem que as políticas públicas implantem ações na área de atenção à criança (como creches e escolas), especialmente voltadas para mulheres pobres.

domingo, 15 de fevereiro de 2009

OBRIGADO, EDMAR

Por Leonardo Attuch

O Brasil tem uma dívida de gratidão com o deputado Edmar Moreira, aquele do castelinho de R$ 25 milhões no interior de Minas Gerais. Homens como ele, que são capazes de erguer um Taj Mahal no meio do nada, dão cor, brilho e transparência à nossa corrupção. Assim como vários países têm monumentos à memória dos soldados desconhecidos, heróis anônimos que morreram em combate, o Brasil deveria cultuar seus corruptos que não têm medo de exibir sinais exteriores de riqueza. Graças a esse despudor, podemos identificá-los, puni-los e até rir do seu mau gosto.

Consta que o deputado Edmar, assim como o imperador indiano Shah Jahan, que homenageou a amante Aryumand com o Taj Mahal, também ergueu o seu palacete por amor. Sua esposa, Júlia, teria ficado enciumada com a fazenda do cunhado e pediu ao marido um castelo. Mas a fortaleza construída em Minas foi bem mais do que a concessão de um homem zeloso aos caprichos de uma mulher manhosa. O castelo de 7,5 mil metros quadrados e 32 suítes, impossível de ser escondido, só pode ser fruto de alguma síndrome patológica ou de um daqueles mecanismos psíquicos de autossabotagem. Algo que a pessoa faz, de forma inconsciente ou não, para cavar sua própria ruína.

Edmar Moreira não foi o primeiro, nem será o último a morrer pela vaidade. Quem não se lembra de PC Farias, cruzando os ares com o seu jatinho Morcego Negro? Ou do juiz Nicolau dos Santos Neto, o Lalau, posando sorridente ao lado de uma Ferrari vermelha e diante de um luxuoso apartamento em Miami, cheio de maçanetas douradas? Chatos mesmo são os larápios que passam a vida escondendo seu patrimônio em contas numeradas na Suíça e que cultivam o péssimo hábito da frugalidade. Corruptos que torram suas fortunas e gostam de desfrutar a boa vida como Donald Trump, fumando charutos em iates, ao menos devolvem à sociedade parte do que tiraram. Em períodos de crise econômica, podem até ser definidos como homens anticíclicos, que ajudam a girar a roda da economia. Afinal, quantos pedreiros não terão sido necessários para levantar as oito torres do castelinho de Edmar?

Mas o mais divertido é assistir à queda inevitável de todos eles, com as desculpas esfarrapadas de sempre. Edmar Moreira, no fundo, prestou um grande serviço ao País. Com seu monumento à breguice, ele deixou uma lição: se quiser roubar, ao menos gaste. E não esconda nada.

BLUETOOTH: UM PERIGO INVISÍVEL

Sua segurança pode estar em risco se você deixa o Bluetooth do celular ativado o dia todo.

Como mais um dos diversos padrões para comunicação sem fio (Wireless) entre equipamentos — e dedicado a aplicativos e transações de porte menor que o Wi-Fi — o Bluetooth hoje está presente em diversos produtos no mercado. Câmeras, impressoras, headsets, sons automotivos e videogames são apenas alguns dos exemplos.

Mas é em um portátil que nos acompanha diariamente que esta maravilhosa tecnologia pode se tornar um verdadeiro pesadelo: nos celulares. O motivo para isso? Simples, praticamente todos nossos dados (incluindo números de telefones, contatos, endereços e até mesmo agendas) estão neles.

O perigo invisível

Ao deixar a sua conexão Bluetooth sempre ativada no celular, você estará permitindo que outras pessoas coletem suas informações sem esforços. Hackers podem causar verdadeiros estragos — e roubar todos os seus dados — caso tenham equipamentos necessários para realizar a sincronização de banda (que fica saltando em faixas pré-determinadas).

O que acontece é que pelas especificações atuais os endereços de conexão do Bluetooth não são encriptados (codificados e protegidos), uma grande falha de segurança. Também, pela falta de informação, muitos nem sequer alteram suas senhas de conexão, deixando as que vêm de fábrica e tornando o acesso ridiculamente fácil.

Atualmente no mercado existem até mesmo equipamentos com alcance estendido, que podem realizar a leitura de todos os aparelhos à sua volta.

Estudos secretos

A mais recente polêmica em torno da falta de segurança dos dispositivos com Bluetooth aconteceu no Reino Unido, na cidade de Bath. Milhares de moradores tiveram suas atividades e deslocamentos diários monitorados por meio de scanners de Bluetooth espalhados pela cidade.

O problema é que isso ocorreu sem qualquer autorização ou consentimento, configurando a quebra de sigilo e privacidade dos habitantes. Os dados eram repassados para o projeto Cityware.Além de colocar este teste mirabolante de varredura de Bluetooths em prática, os desenvolvedores ainda disponibilizaram o projeto para download na internet, o que agravou ainda mais a situação.

Atualmente em lugares como Toronto (no Canadá), Hong Kong e Singapura, também já foram avistados os scanners.

Como se prevenir

Não há uma forma de saber se o local no qual você está é ou não vigiado (a menos que não existam equipamentos com Bluetooth), portanto a melhor maneira de evitar o roubo das suas informações é deixar o Bluetooth desativado sempre que não for usá-lo. De quebra, você estará prolongando a durabilidade da sua bateria!

Quando quiser realizar a transferência de dados entre celulares, ou até mesmo para o computador, ative-a temporariamente. Uma boa ideia é também evitar locais lotados.

Outra dica é ir até as configurações de conectividade e Bluetooth do seu aparelho. Alguns permitem que sejam aceitas apenas conexões autorizadas (você precisa confirmar tudo antes que outra pessoa possa visualizar suas informações) e alguns dos modelos mais avançados possuem também um modo de operação oculto.

Neste modo, também chamado de non-discoverable, seu celular fica invisível para outros aparelhos, sendo que as únicas conexões estabelecidas serão as que você mesmo desejar.

Mais uma vez: sempre que não for utilizá-lo, procure desativar seu Bluetooth. Sua segurança e sua bateria agradecem.

sábado, 14 de fevereiro de 2009

O PÃO E CIRCO CONTEMPORÂNEO

Dizem que o ano só se inicia após o carnaval, então, feliz 2009! Sendo assim, velhos problemas são postos sob o tapete enquanto todas as classes sociais se encontram na embriaguês da folia de Olinda/Recife, Salvador ou Rio de Janeiro.

Além de entreter o povo, o carnaval tem uma finalidade maior: alienar as pessoas da verdadeira conjuntura que lhe é imposta. A festa de Momo é realizada pra esquecer ou amenizar circunstâncias desfavoráveis aos donos do sistema.

Vamos ficar de olho e observar se após o carnaval eles vão falar sobre o deputado feudal Edmar Moreira (DEMo-MG) que protagoniza os crimes de sonegação fiscal e evasão de divisas com o seu castelo mágico de R$ 25 milhões.

Bem propício (mais) esse escândalo do poder legislativo. Será que o 'nobre' pierrot vai ser investigado? Ou vamos (mais um avez) dançar desordenados como papangus? Uma coisa é certa: como diz o frevo de Nelson Ferreira "É de fazer chorar".

A TARDE ENTREVISTA MANU CHAO

Lucas Cunha, do A Tarde On Line

Pouco antes de ir para a Concha Acústica se apresentar pela primeira vez, em carreira solo, na capital baiana, Manu Chao cedeu esta entrevista no saguão do Hotel da Bahia, onde aguardava junto com os integrantes de sua banda a van que os levaria para o local da apresentação.

Muito simpático e sem nenhuma ponta de estrelismo, Manu pareceu não muito disposto a detalhar sobre sua relação pessoal com a Bahia, local por onde permaneceu por mais de uma semana antes de começar sua turnê brasileira em São Paulo na última quarta-feira(11).

Mas quando o assunto passou para Maradona, jogador que Manu já dedicou duas músicas em sua carreira, política (os presidentes Sarkozy, Lula e Obama) e música, o cantor francês de 47 anos, que aparenta bem menos, ficou bem mais a vontade.

Confira o bate-papo:

Antes do início da turnê brasileira, você passou alguns dias aqui na Bahia. Qual sua relação com o estado?

Primeiro tenho que dizer que é um prazer tocar aqui. Toquei em Salvador na Concha em 1992 com o Mano Negra. Ano passado, toquei com o Bnegão e Bi Ribeiro(no Festival de Verão). Agora, posso tocar com toda a banda. Acho que a Concha Acústica é um lugar único. Também quero mandar um “saludo” para o pessoal de Saúde, Cicero Dantas, lugares por onde eu passei. Elas moram no meu coração. Na verdade, eu viajei por aí. Foi muito bom.

Quando saiu o seu disco ao vivo “Radio Bemba Sound System”, tive a sensação que suas músicas funcionariam muito bem no carnaval de Salvador, em cima de um trio elétrico. Você toparia participar?

Eu nunca experimentei. Esse ano é impossível, estaremos na Argentina em turnê na época do Carnaval. Mas me agradaria muito. Com certeza seria algo interessante.

Sua última música de trabalho, que dá nome a turnê Tombolatour, “La Vida Tombola”, foi feita para o documentário do Emir Kusturica (cineasta sérvio) sobre o Maradona. Você já tinha feito uma outra canção, na época do Mano Negra (“Santa Maradona”), sobre o jogador. Qual sua impressão sobre ele?

Conheci Maradona em Nápoles, durante as filmagens do filme do Kusturica, quando fiz a música “La Vida Tombola”. O Diego tem essa coisa que é um Deus e, ao mesmo tempo, um diabo. E ele tem um pouco dos dois. O que é certo, vivendo com ele uns dois dias, é que não é fácil ser Diego Maradona. Ele é um cara da periferia, tem os códigos da periferia qualquer lugar do mundo, que são internacionais: de irmandade e malandragem. Tenho muito respeito por ele, agora é um amigo. Também tenho respeito por ele ser um dos poucos jogadores que sempre falou a verdade. A minha música fala que os verdadeiros bandidos estão na Fifa, não nos sapatos de Diego.

Não posso deixar de perguntar. Quem foi melhor: Pelé ou Maradona?

Não vou responder a isso (risos). Na verdade, a dúvida é entre Garrincha e Maradona.

Você sempre foi visto como um cronista da situação mundial. Queria que você desse sua opinião sobre três lideres de países que, de alguma forma, tem certa influência na sua vida: o francês Nicolas Sarkozy, do seu país de origem; o Lula, já que você tem um filho aqui no Brasil (o garoto mora em Fortaleza) e o Barack Obama, dos Estados Unidos.

O que conheço melhor é Sarkozy. Ele é vergonha da França. Representa a decadência da política na Europa. A primeira geração foi o Berlusconi na Itália, que vem totalmente do poder econômico. Ele não está lá para defender as pessoas, e sim, para defender a economia. Sarkozy é um filho de Berlusconi, totalmente comprometido com essa economia salvagem.

E Lula?

Eu não moro aqui, por isso não posso comentar sobre o Lula. Com certeza, ele poderia fazer mais. A outra certeza, como já faz tempo que ele está no poder, é que ele é melhor do que os outros que estiveram no poder antes.

E Obama?

O dia que ele foi eleito foi simbolicamente positivo. Mas ele é político, do partido Democrata, e até agora não me deu provas que vai mudar o imperialismo americano. Vamos ver. Mas, como falamos antes no caso do Lula, é bem melhor do que o que veio antes. Isso é positivo. Agora, se o cara vai mudar os Estados Unidos para um país menos agressivo mundialmente, tenho grandes dúvidas.

Uma das coisas mais interessantes que descobri ultimamente é a dupla de cantores do Mali Amadou e Mariam, que você produziu em 2005 no disco “Dimanche à Bamako” e tornou o grupo mais conhecido mundialmente. (Ano passado, a dupla lançou “Welcome To Mali”, já sem a produção de Manu Chao, mas igualmente celebrado pela crítica internacional). Você pretende trabalhar novamente na produção?

Agora estou o produzido um disco do filho de Amadou e Mariam, que vai sair esse ano. Ele tem uma banda de hip-hop, que se chama SMOD. É uma outra geração, mais urbana, entre 22 e 24 anos. É difícil tentar explicar sobre eles, porque é um hibrido: suas influências são a música tradicional do Mali e o hip-hop.

Em entrevistas na sua última passagem pelo Brasil, você disse que não gravaria mais discos. Continua afirmando isso?

Por agora, estou de cabeça nessa nova mistura que vem de Bamako (capital do Mali), isso é o que me interessa. Além disso, tenho um trabalho com uma rádio na Argentina, que é feita dentro de um hospital psiquiátrico com o pessoal de lá. Já estamos juntos há bastante tempo e devemos lançar algo relacionado a isso este ano.

AULA DA FÍSICA EM PROPAGANDA

Vale a pena assistir esse comercial.

http://www.youtube.com/watch?v=uyN9y0BEMqc&feature=rec-HM-rev-rn

sábado, 7 de fevereiro de 2009

ESPAÇO CHICO BUARQUE

Hoje postamos no ECB a História de Lily Braun, em parceria com Edu Lobo e interpretada por Ana Paula Lopes.
Aproveitem!!!

Justificarhttp://www.youtube.com/watch?v=WNDaMJ8z7o0

O LADO POSITIVO DE RESISTIR À GLOBALIZAÇÃO

The New York Times
Por Floyd Norris

À medida que a globalização se disseminava nas últimas décadas, o ritmo do crescimento econômico mundial acelerou. Economias abertas, como foi mostrado, podem crescer mais depressa do que as fechadas.

Mas agora que a crise financeira se transformou em uma crise econômica, parece que aqueles que mantinham uma economia fechada podem estar em melhor forma para suportar a tempestade.

Kenneth S. Rogoff, o economista de Harvard, notou na semana passada no Fórum Monetário Internacional em Davos, Suíça, que a Índia, que tem "restrições comparativamente rígidas aos fluxos de capital estrangeiro", também parecia possuir os mais otimistas e estar caminhando para um crescimento econômico em um ano em que poucos países estão.

"Graças aos céus pela forte estrutura de regulamentação que temos em nosso sistema financeiro", ele citou um executivo corporativo indiano como tendo dito.

Em comparação, os países que mais se abriram para os mercados de capital internacionais, e que buscaram atrair negócios com regulamentações relativamente relaxadas, agora são os que estão mais sofrendo. A Islândia era a maravilha econômica do mundo; agora está falida.

A metáfora que vem a mente é a de um grande navio. Um navio de casco único custará menos para construir e operar do que um navio semelhante de casco duplo. Portanto, ele ganhará mais dinheiro a cada viagem, mas sua chance de afundar é maior caso encontre uma tempestade severa ou um grande iceberg.

Foi permitido que o sistema financeiro saísse de controle no momento exato em que poderia causar mais danos ao mundo.

Antes deste episódio, a evidência parecia mostrar que os países em desenvolvimento poderiam se beneficiar em serem financeiramente abertos, desde que outros fatores estivessem presentes.

"A abertura plena das contas de capital na ausência de condições essenciais de apoio pode arruinar a obtenção de qualquer benefício, tornando o país mais vulnerável a paradas repentinas no fluxo de capital", escreveu Rogoff, um ex-chefe de pesquisa do Fundo Monetário Internacional, há dois anos. Este trabalho foi escrito em conjunto com três economistas que na época estavam no FMI, M. Ayhan Kose, Eswar Prasad e Shang-Jin Wei.

Essas condições essenciais, acrescentou o trabalho, "incluem políticas macroeconômicas estáveis assim como instituições financeiras e outras suficientemente fortes, regulamentação e governança".

Quando Rogoff e seus colegas escreveram essas palavras, eles tinham em mente a regulamentação em um país realizando a abertura, não os Estados Unidos e o Reino Unido, onde a maioria dos grandes bancos do mundo está situada.

Mas foram exatamente estes países que provaram a verdade do alerta.

"Nós fomos incrivelmente irresponsáveis", disse Rogoff sobre os reguladores americanos. "Nós tínhamos todas as luzes vermelhas piscando. Nossos líderes estavam cegos para o que estava acontecendo."

Rogoff é economista demais para pensar que a solução seja fechar as economias. "A lição não pode ser a de que se deve seguir o caminho da autarquia financeira", ele disse.

Mas o mundo poderia estar em melhores condições agora se mais países tivessem escolhido essa rota e, portanto estariam mais isolados da tempestade de crédito que deixou empresas e países ao redor do mundo temerosos de que serão incapazes de obter o financiamento necessário.

Certamente uma nova arquitetura americana de regulamentação nascerá disto, assim como haverá mais esforços de colaboração internacional.

Entre os reguladores, a palavra do momento agora é "contracíclico", e esforços serão feitos para incorporar isso em qualquer novo sistema. Basicamente, isso diz que os reguladores devem forçar os bancos a correrem menos riscos quando a situação estiver muito boa - talvez elevando os níveis de capital obrigatórios - e relaxar os padrões quando as coisas estiverem muito ruins e o mundo estiver desesperado por crédito. O atual sistema tendia a reagir diante de tudo o que era bom concluindo que menos capital era necessário.

Nós veremos em algum novo ciclo se a idéia realmente funcionará. Os reguladores estariam dispostos a agir quando a situação fosse muito boa, como fracassaram em fazer no último ciclo? Alguns têm dúvidas, entre eles Walter B. Kielholz, o presidente do Credit Suisse, que diz achar que os governos dificilmente apoiarão os reguladores se bancos e clientes se queixarem.

A crise mostrou que o calcanhar de Aquiles do sistema financeiro globalizado é uma falta de regulamentação de alta qualidade, consistente, para impedir que banqueiros com excesso de confiança assumam riscos irresponsáveis. Há um ano e meio, quando parecia que a questão das hipotecas subprime se restringiria aos Estados Unidos, a maioria dos países achou que passaria ileso por ela. Mas a verdade é que todos em um sistema globalizado estavam vulneráveis a um colapso que teve início no centro.

"Eu acredito que precisamos de um regulador financeiro global com força real", disse Rogoff nesta semana, "para impedir o problema do mínimo denominador comum".

Antes desta crise, o capital fluía para o local que era menos regulado, e alguns países competiam para ser este lugar. Vale a pena lembrar que o governo Bush estava tentando usar a ameaça da concorrência externa para relaxar a regulamentação antes do sistema financeiro implodir.

Se isso não acontecer, então o caminho mais racional para muitos países pode ser se isolar da economia globalizada.

"Os países se sentirão mais obrigados a impor mais controles de capital para não ficarem expostos a países que estão assumindo riscos", disse Ro
Assim como os compradores de navios de casco duplo, os países que seguirem por esse caminho provavelmente serão menos bem-sucedidos em grande parte do tempo. As oportunidades para os bancos internacionais serão reduzidas. Adotar medidas para impedir que isso aconteça - implantando um sistema regulador eficaz - ajudaria a economia global e, a longo prazo, as instituições que seriam reguladas. Realizar isso será muito mais difícil, e menos popular politicamente, do que impor limites aos bônus dos executivos. Mas poderia fazer um bem muito maior.

Tradução: George El Khouri Andolfato

TARSILA DO AMARAL GANHA PRIMEIRA EXPOSIÇÃO INDIVIDUAL EM MADRI

Isabel Lafont
EL PAIS


Uma boa dose de cubismo passada pelo filtro das cores, das formas, da vegetação do Brasil. Essa foi a receita que Tarsila do Amaral (nascida em Capivari, SP, em 1886 e morta em São Paulo em 1973) macerou durante a década de 1920 para se transformar em uma figura chave do modernismo brasileiro.

Um processo de assimilação que a Fundação March percorre na primeira exposição monográfica da artista brasileira realizada na Espanha. "O que está em jogo nesta exposição é se uma cultura come a outra. Em um romance 'noir', Tarsila seria uma espécie de agente dupla, que vai a Paris, assimila e volta ao Brasil, e extrai o melhor da modernidade", resumiu na sexta-feira o diretor da fundação, Javier Gomá.

Essa assimilação, que no Brasil acabou se chamando "antropofagia", começou para Tarsila do Amaral em suas viagens a Paris no início dos anos 1920, onde se impregnou do cubismo nos ateliês de Léger, Gleizes e Lhote. O cubismo, segundo afirmou a artista em 1923, deveria ser "o serviço militar" do artista moderno.

Crucial em sua carreira foi conhecer Oswald de Andrade, poeta, ensaísta e dramaturgo, autor, em 1924, do manifesto do grupo Pau Brasil, que adotou essa árvore como símbolo da nova poesia brasileira e propunha uma estética primitivista, o vínculo com a cultura tradicional brasileira.

"A poesia existe nos fatos. Os casebres açafrão e ocre nos verdes da favela sob o azul cabralino são fatos estéticos", começa o citado manifesto. Com esse mesmo espírito, Tarsila pintou ainda em Paris "A Negra", uma de suas obras fundamentais, inspirando-se em uma antiga criada de sua infância. "Depois voltou a São Paulo e, querendo ser uma artista brasileira, pintava como Léger, mas as palmeiras se infiltravam em seus quadros", explicou na sexta-feira Juan Manuel Bonet, curador convidado da exposição.

Tradução: Luiz Roberto Mendes Gonçalves

sexta-feira, 6 de fevereiro de 2009

LULA BATE SEU PRÓPRIO RECORDE

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Pesquisa CNT/Sensus divulgada nesta terça-feira (3) mostra que o presidente Luiz Inácio Lula da Silva atingiu uma nova aprovação recorde da população. Segundo o levantamento, 84% aprovam o desempenho pessoal do presidente. É a melhor avaliação já atingida por um ocupante da presidência desde o início da pesquisa, em 2001.

Na última pesquisa, em dezembro passado, a avaliação pessoal de Lula era de 80,3%. Quando Lula assumiu o governo, em janeiro de 2003, sua aprovação pessoal era de 83,6%.
A avaliação do governo Lula também bateu recorde. O levantamento revela que, para 72,5% dos entrevistados, a gestão do presidente é positiva, o que aponta para um aumento de 1,4 ponto percentual em relação ao levantamento anterior.

Na outra ponta, apenas 6,4% dos entrevistados consideram o governo negativo. Para 21,5% do público, é regular.

A série histórica da pesquisa destacou que o ex-presidente Fernando Henrique Cardoso nunca conseguiu manter a rejeição a seu governo abaixo do 23%.

Otimismo

A pesquisa mostra ainda que, apesar do intenso noticiário sobre os efeitos da crise internacional no país, a maioria dos brasileiros se mostra otimista quanto ao futuro. De acordo com as respostas de 2 mil entrevistados, 65,4% acham que o ano de 2009 será melhor que o de 2008. Somente 17,7% acreditam que o ano que vem será igual a 2008, enquanto 12,4% responderam acreditar que será pior.

Segundo a pesquisa, 57% dos brasileiros têm acompanhado a crise financeira mundial. Destes, 37,9% dos entrevistados dizem que o Brasil está preparado para lidar com o problema, e 40% pensam o contrário.

Quando a pergunta é se o país sairá fortalecido da crise em relação a outros países, 41,9% responderam que sim, enquanto 27,5% disseram que sairá enfraquecido e 20,1% consideram que o país continuará “igual”.

A pesquisa foi realizada entre os dias 8 e 12 de dezembro. Foram entrevistadas 2.000 pessoas em 136 municípios de 24 estados. A margem de erro é de três pontos percentuais.

PIADA DE SALÃO (DE CASTELO)



O DEMo disse que tomará providências sobre o deputado que sonegou bens na declaração de IR.

O Castelo de Edmar Moreira (DEMo-MG) no distrito de Carlos Alves, em São João do Napomuceno (MG), está avaliado entre R$ 20 milhões a R$ 25 milhões.

O deputado Ronaldo Caiado já tirou o dele da reta. Afirmou peremptoriamente que o DEMo não pode ser responsabilizado por qualquer irregularidade neste caso.

Aqui está o motivo para gargarlharmos.

No cargo, o sonegador de imposto, o deputado Edmar Moreira (DEM-M) tem a função de denunciar colegas por quebra de decoro parlamentar.

HAHAHAHAHAHAAHAHAHAHA...!!!!!!!!!!!!!!

DEPUTADO DO DEMO TEM UM CASTELO

E um castelo apareceu do nada...



O novo corregedor da Câmara, deputado Edmar Moreira (DEM-MG), pareceu como novo dono de um castelo no interior de Minas.

O castelo apareceu do nada.

Caso de bruxaria, feitiço, milagre.

Como súbito proprietário de tão grande imóvel ( torres de até oito andares e 36 suítes, inspirado nas construções europeias ) colocou-o à venda.

Caso você possuía US$ 25 milhões pode se transformar num senhor feudal. É a bagatela que ele pede pelo imóvel.

Mas como todo político da antiga Arena, PDS, PFL e agora DEMO, ele também é um pobre coitado.

Pelo menos na declaração à Justiça Eleitoral em 1998, 2002 e 2006, ele registrou a posse de apenas uma casa e um terreno, avaliados em R$ 17,5 mil.

Para não ser mal interpretado o deputado se recusa a comentar o assunto.

terça-feira, 3 de fevereiro de 2009

A SAGA DE UM FUMANTE CONTRA O TABAGISMO

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Hoje quero usar esse espaço em tom de desabafo pessoal em nome de uma causa: a luta contra o vício do tabaco, cuja indústria fatura bilhões de dólares anuais (mesmo com a enchurrada de processos indenizatórios) e patrocina grandes eventos esportivos e culturais como forma de lavar dinheiro das suas 'pesquisas laboratoriais'.

É complicado um fumante inveterado largar um vício e um prazer inenarrável. Mas quando o objeto escraviza o homem (e não o inverso) algo de estranho está ocorrendo. O vício acaba sendo alimentado e o prazer acaba ficando em segundo plano... Na verdade, nem do prazer lembramos mais.

Por quantas noites o cigarro não foi meu companheiro? Seria uma traição largá-lo? Quantos momentos bons e maus ele não prestigiou? Quantos porres e ressacas curtimos juntos? Quantas vezes ele não foi o meu desopilante... Afinal, são 15 anos de convívio!

O paradoxo entre o real e o poético, o viciado e o boêmio.

Não estou fazendo discurso proselitista, ou daqueles chatos que param de fumar e ficam piores que ex-toxicômanos convertidos por igreja protestante. Na verdade, estou narrando a saga de um viciado tabagista que está assumindo as dores da abstinência: a desconcentração, a irritabilidade, etc. Enfim, tudo o que mais de 5000 substâncias malígnas e 50 cancerígenas provocam (principalmente a nicotina) num drogado legalizado que é o fumante.

Amanhã será meu 3º dia sem fumar, só quem já foi fumante entende o que estou escrevendo, até porque: fumar seria ótimo, desde que a consciência controlasse o ímpeto e não o inverso.

ALTERMUNDISTAS SÃO REANIMADOS PELO SUCESSO DO FSM EM BELÉM

Le Monde
Laurence Caramel. Em Belém

O Fórum Social Mundial (FSM) é uma experiência de "desordem criativa". Nunca como em Belém foi necessário se apegar a essa definição proposta pelo filósofo Patrick Viveret para sobreviver em um evento que reuniu, entre 27 de janeiro e 1º de fevereiro 133 mil pessoas, superando todas as previsões.

Falta de tradução, desorganização, horas perdidas para chegar a reuniões distantes vários quilômetros: o percurso do militante muitas vezes se pareceu com o do combatente, obrigatoriamente equipado de bons sapatos e de um guarda-chuva para se proteger das chuvas diluvianas nesta época do ano.

Além desses contratempos, a edição 2009 confirma que o Fórum continua sendo um lugar de efervescência e de fermentação de ideias. Um laboratório de experiências e de propostas ao qual a crise deu mais crédito, validando um certo número de profecias altermundistas (ou antiglobalização). "Temos agora a responsabilidade de colocar na mesa propostas fortes e de divulgá-las", admite Jean Merkaert, do Comitê Católico Contra a Fome e pelo Desenvolvimento (CCFD na sigla em francês).

Entre essas propostas está a supressão dos paraísos fiscais, que, para John Christensen, da rede Tax Justice, "são o elo frágil de um sistema no qual todos os desvios das finanças puderam prosperar". A liberalização dos serviços financeiros também é acusada. "Ela permitiu que os bancos crescessem, e eles ficaram grandes demais para que os deixem falir. É preciso voltar atrás e exigir que eles financiem atividades úteis à sociedade", afirma Myriam Vander, do Centro Holandês de Pesquisas sobre Multinacionais.

Economia solidária
"Todas as crises - alimentar, energética, financeira - que abalam o planeta estão interligadas. As soluções não podem ser construídas imaginando-se preservar um sistema que consome de modo insustentável os recursos naturais", resume o economista peruano Oscar Ugarteche.

Em plena Amazônia, os povos indianos maciçamente presentes em Belém lembraram essa ligação que existe entre o homem e a natureza. "O mundo indígena é uma sociedade de partilha e de bem-estar, e não uma sociedade de acumulação", salienta Candido Grzybowski, um dos fundadores do Fórum.

Para que a Amazônia seja preservada, as organizações ecológicas pediram em Belém a ruptura com um modelo de desenvolvimento que conduz à transformação da floresta em pastos ou em áreas de monocultura intensiva de soja. Elas defenderam um agroflorestamento capaz de explorar os recursos da floresta sem a destruir. "Essa solução preserva o meio ambiente e garante a segurança alimentar das comunidades locais", defende o Movimento Agroecológico da América Latina. Já há experiências em curso, como no estado do Acre, na fronteira boliviana, cujo governo escolheu valorizar sua "floresta de pé".

Ao lado de todas as pistas de reflexão, Belém também foi a ocasião para se constatar a vitalidade da economia solidária na maioria dos continentes. "Milhões de pessoas vivem e constroem diariamente alternativas para viver melhor. Isso é pouco visível, mas já existe uma outra economia", insiste Ethel Côté, uma participante canadense.

"Mesmo nos EUA, o movimento se amplia e vamos empurrar Barack Obama nessa direção", explica Julie Matthaei, da Solidarity Network. Pela primeira vez em um Fórum Social a bandeira americana não foi queimada, e pode até ser que o próximo encontro, em 2011, seja organizado nos EUA.

"Oferecemos outra perspectiva sobre a crise, ao mostrar que existem alternativas para um capitalismo em falência. E quem pode negar que isso é necessário hoje?", lançou Grzybowski ao encerrar o Fórum. Os participantes voltam de Belém reabastecidos de energia. Marcaram encontro em 28 de março em Londres, alguns dias antes da reunião do G20, onde os altermundistas esperam retomar as grandes manifestações que fizeram seu sucesso.

Tradução: Luiz Roberto Mendes Gonçalves

ONDA XENÓFOBA ASSOLA GRÃ-BRETANHA

El País

O movimento contra a presença de trabalhadores procedentes da União Européia continua crescendo no Reino Unido. Cerca de 1.200 trabalhadores das centrais nucleares de Sellafield e Heysham, no noroeste da Inglaterra, aderiram a uma greve selvagem de 24 horas em apoio ao protesto que começou na semana passada na refinaria de petróleo de Lindsey. O governo ratificou ontem sua posição contrária a um protesto que não só apresenta tons xenófobos como questiona a tradicional posição de liberalismo econômico do Reino Unido na construção europeia.

O protesto tem origem na contratação de 400 trabalhadores italianos e portugueses para a construção de um projeto terceirizado pela petroleira Total a outra companhia, a italiana IREM. Os sindicatos locais afirmam que os trabalhadores britânicos foram vetados pela IREM porque essa empresa preferiu trazer trabalhadores do estrangeiro.

O protesto continuava crescendo ontem - houve assembleias e paralisações parciais de solidariedade em várias empresas energéticas -, mas seu verdadeiro alcance poderá ser conhecido dentro de alguns dias, quando os sindicatos concretizarem uma jornada de protesto diante do Parlamento que poderá ser acompanhada de uma greve em nível nacional e talvez estender-se do setor energético para o da construção.

O governo britânico parece muito nervoso diante de um conflito com diversos cenários possíveis, todos negativos. A reivindicação máxima do protesto - emprego para os britânicos e não para os estrangeiros - germina com facilidade em um país com tendência ao nacionalismo e o patriotismo e em um momento de recessão econômica que já se sente nas ruas. O pânico de que o protesto não só derrube o governo trabalhista como multiplique os apoios ao racista Partido Nacional Britânico (BNP na sigla em inglês) provocou divisões no governo.

O ministro da Saúde, o ex-líder sindical Alan Johnson, pareceu alinhar-se aos trabalhadores ao declarar no domingo que as diretrizes europeias deveriam ser modificadas para impedir sua utilização pelas empresas para reduzir os direitos dos trabalhadores britânicos.

O primeiro-ministro Gordon Brown e o poderoso ministro de Negócios e Empresas, Peter Mandelson, mantiveram-se firmes em defesa da legalidade vigente e asseguraram que os trabalhadores britânicos não estão sendo discriminados. Mandelson afirmou em um pronunciamento na Câmara dos Lordes que "a grande maioria" dos trabalhadores em Lindsey é de britânicos, que os estrangeiros subcontratados não estão em piores condições trabalhistas que os britânicos e que a Total garantiu que qualquer vaga em concursos públicos estará aberta aos trabalhadores britânicos. O ministro encarregou a mediadora trabalhista ACAS de realizar com urgência um relatório sobre o caso, "para conhecer todos os fatos e, se for descoberto que há ilegalidades, atuarmos".

Por trás do conflito pulsa o descontentamento da classe operária britânica, que acredita ter perdido qualidade de vida nos últimos anos, apesar do crescimento econômico do país, e tende a culpar por isso a mão-de-obra estrangeira. A novidade desta vez, além do calibre do protesto e sua inspiração xenófoba, é que se choca frontalmente com a tradicional posição britânica em relação à Europa: apesar de os sindicatos terem discordado muitas vezes sobre isso, o Reino Unido defende uma construção europeia baseada no liberalismo econômico, e não na equiparação por cima dos direitos individuais.

Os trabalhadores acreditam que os problemas de Lindsey têm origem em uma obscura diretriz europeia que regulamenta os direitos dos chamados trabalhadores deslocados. Não afeta os trabalhadores comunitários que vão a outro país trabalhar como empregados ou autônomos, mas como subcontratados por uma empresa de serviços para realizar uma determinada tarefa, e somente essa tarefa.

Essa diretriz foi aprovada em 1996 com um único voto contra, do Reino Unido, e a abstenção de Portugal. O governo britânico, conservador na época, se opôs porque acreditava que garantia direitos demais e isso prejudicaria suas empresas e seria um empecilho para ampliar o mercado interno de serviços, segundo um relatório publicado em 2003 pelo Observatório Europeu de Relações Industriais. A posição dos trabalhistas ao chegar ao poder, um ano depois, não foi diferente e sempre defenderam que a UE não os obrigue a harmonizar por cima os direitos dos trabalhadores no Reino Unido: o mesmo ao defender a polêmica proposta de diretriz de serviços, como ao querer degradar o nível legal da Carta de Direitos Fundamentais.

Tanto a exigência de que os britânicos tenham prioridade sobre os estrangeiros como a denúncia de que a contratação de estrangeiros pressiona para baixo os direitos sindicais solapam a tradicional visão britânica de uma UE sem fronteiras econômicas.

Tradução: Luiz Roberto Mendes Gonçalves

"SEQUESTROS DAS FARC SÃO CONVENIENTES PARA URIBE"

O ex-governador Alan Jara acusou nesta terça-feira o presidente colombiano, Álvaro Uribe, de não fazer nada pelos sequestrados, e disse que sua atitude indica "que lhe convém a situação de guerra vivida no país".

Jara, que foi libertado nesta terça-feira pelas Farc (Forças Armadas Revolucionárias da Colômbia) após mais de sete anos de cativeiro, participou nesta terça-feira de uma coletiva em Villavicencio, capital do departamento de Meta, aonde foi levado por uma missão humanitária desde as selvas do Guaviare (sul do país).

Fernando Vergara/AP
Ex-refém Alan Jara se reúne com seu filho, Felipe, e com sua mulher, Claudia Rujeles, após ser libertado pelas Farc
Ex-refém Alan Jara se reúne com seu filho, Felipe, e com sua mulher, Claudia Rujeles, após ser libertado pelas Farc

"Digo isso com clareza, sinto de todo o coração que Uribe não fez nada pela nossa liberdade (...) a atitude do presidente não ajudou em nada na troca humanitária", manifestou o ex-refém.

"E não digo isso com ressentimento, nem com amargura pelos anos que tive de passar na selva, mas porque essa é a análise que fazemos", acrescentou o ex-governador de Meta.

Durante a coletiva, Jara advertiu que diria uma "perversidade", antes de afirmar que "o presidente parece gostar da situação de guerra vivida no país, e parece que as Farc gostam que Uribe esteja no poder".

"Os fatos que sempre partem de uma ou outra direção apontam para o mesmo. Não há avanço na troca humanitária, não há avanço no diálogo político", disse Jara ao explicar sua afirmação.

Família

Em Villavicencio, Jara foi recebido pela mulher e o filho assim que desceu do helicóptero brasileiro cedido para a operação.

Além da mulher, Claudia Rugeles, e do filho, Alan Felipe, 15, representantes da Cruz Vermelha, autoridades locais, o diretor da polícia, general Oscar Naranjo, amigos e outros parentes também recepcionaram Jara.

"Livre, livre", foram as primeiras palavras que o ex-governador colombiano disse à imprensa ao pisar no aeroporto de Villavicencio.

"Já descansei por sete anos e meio, agora, ao trabalho!", acrescentou Jara em breves declarações, após as quais reconheceu que sofre de "dois problemas de saúde", ambos não especificados.

Com um chapéu azul e uma mochila parecida com as usadas pelos guerrilheiros das Farc, Jara percorreu a pista de aterrissagem em direção aos amigos e aos representantes dos "Colombianos pela Paz", grupo liderado pela senadora Piedad Córdoba, integrante da missão que resgatou o ex-governador.

Família

"Papai, papai" gritou, soluçando, o filho Alan Felipe, que só tinha 7 anos quando Jara foi sequestrado pelas Farc.

Claudia, a mulher do ex-refém, saiu correndo pela pista assim que o helicóptero, também sem conseguir conter as lágrimas.

A primeira coisa que Jara fez foi entregar à mulher e ao filho uma foto que carregou deles durante os mais de sete anos que passou em cativeiro nas selvas colombianas.

O ex-governador foi sequestrado em 15 de julho de 2001, quando as Farc atacaram o veículo da ONU no qual se encontrava.

Jara era governador do departamento (Estado) de Meta. Com o êxito do resgate, foi cumprida a segunda etapa de um processo que, neste domingo (1º), soltou os policiais Alexis Torres, Juan Galicia e José Lozano e o soldado William Domínguez, em cativeiro desde 2007; e que ainda deverá soltar o ex-deputado Sigifredo López.

López é mantido refém desde 2002 e é o único sobrevivente de um grupo de 12 deputados provinciais assassinados, em cativeiro, no dia 18 de junho de 2007. A Cruz Vermelha afirmou que López será libertado nesta quinta-feira.

De acordo com a Colômbia, as Farc mantêm, atualmente, 700 reféns.

Com agências internacionais

CHANCELER ALEMÃ BOTA BENTO XVI NA PAREDE QUANTO AO HOLOCAUSTO

DA FOLHA DE S. PAULONegrito

A chanceler alemã, Angela Merkel, pediu nesta terça-feira ao papa Bento 16 para "deixar bem claro" que rejeita a negação do Holocausto, depois da reabilitação do bispo Richard Williamson, excomungado nos anos 80 por outro motivo. Em uma entrevista, o bispo questionou a dimensão do extermínio de judeus.

A polêmica teve início depois que o papa anunciou, no último dia 24 de janeiro, a suspensão da excomunhão de Williamson e de outros três bispos, que foram excomungados nos anos 80 por terem sido consagrados pelo arcebispo ultraconservador Marcel Lefebvre sem autorização do então papa, João Paulo 2º. Lefebvre liderava um grupo de religiosos que se opunham ás mudanças na Igreja introduzidas pelo Concílio Vaticano 2°, como o fim do uso do latim durante as missas.

O gesto de aproximação com o grupo conservador foi nublado pela divulgação de uma entrevista concedida por Williamson a uma TV sueca, na qual ele colocou em dúvida o Holocausto. "Acredito que não existiram câmaras de gás e [apenas] entre 200 mil e 300 mil judeus sofreram nos campos de concentração", disse Williamson.

A reação foi imediata. Grupos judaicos criticaram duramente a decisão da igreja e o rabinato de Israel cortou todos os seus laços com o Vaticano. Em uma carta envida à Santa Sé, o diretor geral do rabinato, Oded Weiner, suspendeu um encontro entre judeus e cristãos programado para o início do mês que vem. "Sem uma desculpa pública será difícil continuar com este diálogo", escreveu Weiner.

A igreja esforçou-se para esclarecer que não concorda com as declarações de Williamson, e que a decisão de readmiti-lo não tem relação com o episódio. O cardeal Walter Kasper, responsável pelas relações da igreja com o judaísmo, chamou as declarações de "estúpidas", um editorial do jornal do Vaticano, "L'Osservatore Romano", classificou o ponto de vista de Williamson de "inaceitável" e destacou que o antissemitismo "não é objeto de discussão" para um católico.

Para o líder da conferência dos bispos da Itália, cardeal Angelo Bagnasco, a dúvida levantada por Williamson é "infundada e injustificada". O papa Bento 16 condenou quem tenta negar o Holocausto, e o próprio Williamson escreveu uma carta em que pediu desculpas por suas "observações imprudentes".

Para Merkel, que é protestante, os esclarecimentos do Vaticano são insuficientes. A chanceler fez as declarações depois que a crítica ao papa alemão ganhou destaque pela primeira vez na imprensa do país, que no início do papado não escondeu o orgulho pela eleição do então cardeal Joseph Ratzinger ao comando da Igreja Católica. Cerca de 34% dos alemães declaram-se católicos, e 34%, protestantes.

O jornal "Bild", o mais vendido da Alemanha, publicou em sua primeira página nesta terça-feira: "Críticas ao papa pelo mundo". Em um país que convive com a memória do massacre dos judeus, a nacionalidade do papa é uma questão central na polêmica. "O papa cometeu um erro grave. O fato de ser um papa alemão torna a questão especialmente ruim", afirma o editorial do "Bild". Na Alemanha, é crime negar a existência do Holocausto.

Tensões

A reabilitação de Williamson foi um dos vários movimentos recentes do Vaticano que desagradam a grupos judaicos e levantaram acusações de antissemitismo. No início do mês, o cardeal Renato Martino, presidente do Conselho Pontifício de Justiça e Paz do Vaticano disse que Gaza, sob ataque israelense, assemelhava-se a um "grande campo de concentração".

O papa também enfureceu muitos judeus em 2007 quando suspendeu restrições a missas em latim, de acordo com o rito tridentino, que contém uma oração pela conversão dos judeus. A Associação dos Rabinos Italianos decidiu, em resposta à decisão sobre a missa, boicotar as celebrações do dia anual de diálogo interreligioso entre judeus e cristãos, no último dia 17, instituído pelo papa João Paulo 2º como uma forma de combater o antissemitismo.

O grupo disse que as decisões recentes de Bento 16 estavam "cancelando" 50 anos de progresso no diálogo entre as duas religiões. Falando na reunião anual da conferência dos bispos, o cardeal Bagnasco disse que a reação dos rabinos era "injusta".

Outra fonte de atrito entre o Vaticano e Israel é o processo de beatificação do papa Pio 12, que liderou a igreja durante a Segunda Guerra e é acusado por grupos judaicos de ter fechado os olhos à perseguição nazista aos judeus. Em 2008, Bento 16 interrompeu o processo que pode levar o antecessor a ser declarado santo, pedindo um estudo aprofundado sobre o assunto. O atual papa destacou, no entanto, o que chamou de trabalho silencioso de Pio 12 a favor dos judeus nos tempos do Holocausto.

As polêmicas recentes podem afetar a realização de uma possível viagem do papa a Israel. Oficialmente, o Vaticano nega qualquer relação entre o a visita e a reabilitação de Williamson. "O projeto de viagem de Bento 16 a Israel não depende disso. A organização da visita está essencialmente vinculada a questões políticas e se viu complicada pelos acontecimentos em Gaza", disse o cardeal Kasper no último dia 26 de janeiro.

Com agências internacionais

1ª GOVERNADORA NEGRA DO BRASIL VAI ENCONTRAR OBAMA

UOL/Folha Online

Primeira governadora negra do Brasil, a atual secretária de Assistência Social e Direitos Humanos do Estado do Rio de Janeiro, Benedita da Silva, viaja nesta terça-feira para os Estados Unidos, para participar, junto a representantes de 180 países, de um café da manhã com o presidente americano Barack Obama, nesta quinta-feira (5), em um hotel de Washington.

Efe/Folha Imagem
Benedita da Silva vai participar de encontro com Obama e representantes de 180 países
Benedita da Silva vai participar de encontro com Obama e representantes de 180 países

"Há muitos anos trabalho com o Congresso dos Estados Unidos em políticas sociais e raciais e já fui muitas vezes lá", disse a secretária. "Deus me deu esta oportunidade e estou indo muito feliz da vida. Vou aproveitar para discutir nossos projetos com os congressistas americanos e conhecer as ações de inclusão social deles que deram resultados positivos."

Benedita da Silva se disse muito feliz com a possibilidade de cumprimentar e parabenizar Obama pela vitória nas eleições americanas. Líder comunitária no início da carreira e militante do movimento negro, ela já foi vereadora, deputada federal, senadora e governadora do Rio de Janeiro. Ela era vice de Anthony Garotinho e assumiu no fim do governo, em 2002, quando ele deixou o governo para concorrer à Presidência. A mulher de Garotinho, Rosinha Matheus, derrotou Benedita da Silva na disputa pelo governo estadual no mesmo ano.

Ela também foi ministra de Assistência Social no primeiro mandato de Luiz Inácio Lula da Silva, mas foi demitida durante uma reforma ministerial, em janeiro de 2004, depois da revelação de que usou recursos públicos para ir e levar assessoras para eventos religiosos em outros países como Portugal e Argentina. Ela devolveu o dinheiro, mas caiu meses depois.

CALL CENTERS CONTINUAM DESRESPEITANDO CONSUMIDORES

Do UOL Notícias

Após dois meses de implantação das novas regras para os call centers, o Departamento de Defesa do Consumidor (DPDC), vinculado ao Ministério da Justiça, já instaurou 204 processos contra empresas.

Entenda o que muda com a nova lei de call centers

  • Reprodução/UOL

Segundo nota divulgada nesta terça-feira (3), os campeões em reclamação são: telefonia celular (515 registros) e fixa (496), cartão de crédito (415), bancos comerciais (147), transporte aéreo e terrestre (129), TV por assinatura (70), e energia elétrica (56). As companhias Vivo e Embratel foram as mais autuadas.

Do total de 204 processos, 186 foram instaurados em Procons estaduais e 18 diretamente no DPDC. O Estado campeão de autuações foi o Distrito Federal, com 47, seguido por Acre, com 43, e São Paulo, com 35.

O diretor do DPDC, Ricardo Morishita, afirma em nota que "as multas aplicadas são respostas aos descumprimentos das regras do Decreto e continuarão até que uma nova relação, que incorpore mais avanços, seja praticada pelas empresas".

O Ministério da Justiça lembra que a ação da população é uma "grande aliada" na implantação das novas regras. "A norma vale para serviços públicos regulados pelo governo federal, como energia elétrica, telefonia, telecomunicações, planos de saúde, bancos e transporte terrestre e aéreo", explica Morishita.

PS: A OI CONTINUA COM AQUELA BOSTA DO ATENDIMENTO ELETRÔNICO. ALÔ ANATEL!!!

segunda-feira, 2 de fevereiro de 2009

RENAN CALHEIROS VOLTA À CENA POLÍTICA

GABRIELA GUERREIRO
da Folha Online, em Brasília

A vitória do senador José Sarney (PMDB-AP) à presidência do Senado traz de volta à cena política o senador Renan Calheiros(PMDB-AL), que manteve-se afastado das articulações partidárias desde que deixou a presidência da Casa Legislativa, no final de 2007.

Principal articulador da candidatura de Sarney, Renan conseguiu reunir votos favoráveis ao peemedebista acima do número inicialmente esperado pelo grupo pró-Sarney.

Renan negociou a candidatura do colega de partido desde o final do ano passado, antes de Sarney lançar seu nome oficialmente na disputa.

Em um trabalho silencioso, o peemedebista procurou parlamentares, negociou votos e reuniu apoio suficiente para permitir que Sarney entrasse na corrida pela presidência --o que forçou o senador Garibaldi Alves (PMDB-RN) a desistir de concorrer à reeleição para o comando do Senado.

Renan fortaleceu-se politicamente depois da ampla vantagem no placar da vitória de Sarney: 49 votos para a presidência do Senado contra 32 recebidos pelo senador Tião Viana (PT-AC). Em conversas com aliados na manhã de hoje, antes da disputa, Renan previu que Sarney teria 46 votos contra 35 de Tião --três a menos do que efetivamente o peemedebista recebeu.

As articulações pró-Sarney renderam a Renan a indicação para assumir a liderança do PMDB no Senado em substituição ao senador Valdir Raupp (PMDB-RO), que deixa o cargo. Aos aliados mais próximos, Renan confidenciou que o seu retorno político representa uma "virada", já que ele volta à cena política com destaque depois de responder por cinco processos no Conselho de Ética da Casa, em 2007, por suposta quebra de decoro parlamentar.

Na época, o senador renunciou à presidência do Senado em meio à enxurrada de processos, que tiveram início com a denúncia de que o peemedebista teria recebido recursos de uma empreiteira para pagar pensão à filha. O apoio de Renan rendeu críticas a Sarney pelo seu grupo de aliados, mas o peemedebista assumiu o cargo prometendo não privilegiar amigos nem partidos.

Conversas

Sob o comando de Renan, o grupo pró-Sarney conseguiu sem alarde reunir apoios em favor do peemedebista. Nas conversas de bastidores, os caciques do PMDB conseguiram votos para Sarney mesmo dentro de partidos que oficialmente declararam apoio à candidatura de Tião.

O petista tinha o apoio oficial do PT, PSDB, PR, PDT e PSOL. Juntos, os cinco partidos reúnem 35 senadores --três a mais que os votos recebidos por Tião, numa demonstração de que nem todos os parlamentares seguiram as orientações das bancadas.

O PSDB, apontado por alguns senadores como o partido responsável pelas "traições" contra Tião, repudiou as acusações. Como o voto é secreto, os parlamentares fazem apenas especulações sobre aqueles que desembarcaram da candidatura de Tião no momento da votação.

"Eu digo não, não e não. Tivemos apenas o senador Papaléo Paes [PSDB-AP] que votou contra o senador Tião. Eu tenho uma lista de 52 votos que poderiam votar a favor do Sarney, três a mais do que os votos que ele recebeu. Mas dos senadores do PSDB, com exceção do Papaléo, o presidente Sarney não recebeu nenhum voto", disse o líder do PSDB no Senado, Arthur Virgílio (AM).

CARGOS DA MESA DIRETORA DA CÂMARA

Presidente - Michel Temer (PMDB-SP)
Primeiro vice-presidente - Marco Maia (PT-RS)
Segundo vice-presidente - Edmar Moreira (DEM-MG)
Primeiro secretário - Rafael Guerra (PSDB-MG)
Segundo secretário - Inocêncio Oliveira (PR-PE)
Terceiro secretário - Odair Cunha (PT-MG)
Quarto secretário - Nelson Marquezelli (PTB-SP)

Suplentes

Primeiro suplente - Marcelo Ortiz (PV-SP)
Segundo suplente - Giovanni Queiroz (PDT-PA)
Terceiro suplente - Leandro Sampaio (PPS-RJ)
Quarto suplente - Manoel Júnior (PSB-PB)

PMDB FAZ DOBRADINHA NO CONGRESSO

da Folha Online, em Brasília

Fortalecido no Congresso, o apoio do PMDB será decisivo para eleger o sucessor do presidente Luiz Inácio Lula da Silva em 2010. O partido --dono das maiores bancadas na Câmara e no Senado-- já havia se cacifado nas eleições municipais de outubro, quando elegeu o maior número de prefeitos do país.

Ao eleger hoje os presidentes do Senado e da Câmara --José Sarney (AP) e Michel Temer (SP), respectivamente--, o PMDB se consolida no papel da "noiva" cobiçada nas alianças partidárias que serão fechadas para as eleições de 2010.

Sarney, por exemplo, declarou publicamente sua preferência pela ministra Dilma Rousseff (Casa Civil). Esse apoio público e antecipado, entretanto, não define a parceria do PMDB nas eleições de 2010. É que o PMDB é um partido dividido.

A ala liderada pelo presidente do Diretório Estadual do PMDB-SP, Orestes Quércia, caminha pelo apoio ao governador José Serra (PSDB).

O ex-ministro José Dirceu escreveu em seu blog que a eleição de Sarney poderia fortalecer o grupo que trabalhará pela eleição de Dilma. "Tudo indica que o objetivo não é só eleger Sarney para presidente --inclusive para lhe fortalecer frente às derrotas no Maranhão-- e Renan Calheiros (PMDB-AL) para líder, com o forte argumento de que sua eleição fortalece o grupo peemedebista que apoiaria em 2010 a candidatura presidencial da ministra-chefe da Casa Civil da Presidência da República, Dilma Rousseff, e a aliança com o presidente Lula."

Vice

Interlocutores do Planalto dizem que Lula defende que o PT comece a trabalhar com a ideia de ter um vice do PMDB na chapa liderada por Dilma em 2010.

Só não se sabe ainda quem será o vice do PMDB. O governador do Rio, Sérgio Cabral (PMDB), tem bom trânsito dentro do Palácio do Planalto.

A ALEGRIA DE COMEÇAR 2009

A gente sabe que no Brasil o ano só se inicia, de fato, após o carnaval, entretanto vamos postar alguns artigos de maior relevância e de satisfação aos nossos camaradas que acompanham esse espaço.

À Olímpia uma música que espelha sua vida: Vitoriosa, composta e interpretada por Ivan Lins.

Saudações e boa semana a todos.


http://br.youtube.com/watch?v=B4BabynzlYc