Valores do Passado, frevo de bloco, composição de Edgar Moraes, imortalizada pelo Bloco da Saudade.
http://www.youtube.com/watch?v=JtU9z2dx2Yk
ESPAÇO DEMOCRÁTICO DESTINADO AO SOCIALISMO, ÀS CIÊNCIAS POLÍTICAS E HUMANAS.
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| Desigual, China tem IDH de Europa e África IDH da China é o que mais cresce no mundo |
Equipes do governo da China e do PNUD chinês visitarão o Brasil em maio para conhecer os programas sociais brasileiros. A visita faz parte de um acordo de cooperação entre o Centro Internacional para a Redução da Pobreza (IPRCC) , parceria do PNUD com o governo chinês, e o Centro Internacional de Políticas para o Crescimento Inclusivo (CIP – CI), parceria com o Brasil. Além de trocar experiências, as entidades farão publicações e treinamentos em conjunto.
No acordo, firmado dia 17 de fevereiro, as entidades escolheram que o tema das atividades em conjunto seria a proteção social. Transferência de renda, avaliação de programas sociais e de seguridade serão os assuntos trabalhados. A cooperação deve continuar futuramente. O objetivo é que, a cada ano, novos temas sejam escolhidos.
As equipes brasileiras e chinesas também trabalharão juntas para elaborar treinamentos para outros países da América Latina e da África. Os treinamentos são eventos que reúnem pesquisadores da área para estudar experiências de vários países em desenvolvimento no combate a pobreza. “Será uma troca: eles vão acrescentar uma larga experiência na área de treinamentos, que nós trabalhamos há menos tempo, e nós vamos contribuir com nosso conhecimento na área de proteção social, com que eles não trabalham lá”, afirma Francisco Filho, assessor de comunicação do CIP – CI.
Proteção social é um tema particularmente importante na China, diz a Coordenadora da Unidade de Aprendizado Sul-Sul do CIP – CI, Melissa Andrade. Ela cita o intenso crescimento econômico chinês e diz que é um momento importante para reforçar os estudos na área social no país. “É preciso pensar no impacto desse crescimento para os mais pobres”, pondera. Impulsionado pelo aumento da renda, o IDH (Índice de Desenvolvimento Humano) da China é o que mais cresceu no mundo nos últimos 26 anos. Apesar disso, o último Relatório de Desenvolvimento Humano do país destaca fortes desigualdades internas como uma consequência do rápido crescimento econômico.
Para Melissa, o Brasil também terá o que aprender com os chineses: “Brasil e China são dois países grandes e complexos, com sistemas políticos completamente diferentes. Estamos curiosos para ouvir deles como é a administração dessa população tão grande e como são as relações da população com o governo”. A cooperação entre as instituições brasileira e chinesa ainda vai promover a tradução de estudos feitos pelo CIP-CI para o chinês. Cerca de 51 publicações sobre proteção social estão sendo consideradas.
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| Sobre o IDH |
| O IDH nasceu em 1990 como um contraponto à utilização do Produto Interno Bruto (PIB) per capta como único parâmetro para mensurar o desenvolvimento dos países. Atualmente, o índice considera três dimensões: a renda, medida pelo PIB per capta (corrigido pelo poder de compra de cada país), a longevidade, para a qual é utilizada a expectativa de vida ao nascer, e a educação, em que se consideram a taxa de analfabetismo e a de matrículas. Números para anos anteriores a 90 foram calculados retroativamente. |
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| Próximo estudo do PNUD aborda migração IDH do Brasil cresce; país é 70º no ranking |
O PNUD está fazendo uma série de estudos para avaliar a possibilidade de mudanças no IDH (Índice de Desenvolvimento Humano) a partir de 2010, ano em que o indicador completa 20 anos. Discute-se a inclusão de novos fatores para o cálculo, que atualmente considera o PIB per capta, a expectativa de vida, a taxa de analfabetismo e a taxa bruta de matrícula escolar para qualificar os países num ranking de desenvolvimento humano.
Um dos pontos mais debatidos é a incorporação de indicadores de outras áreas e a viabilidade de fazê-lo refletir as desigualdades internas dos países. O texto do PNUD que acompanhou o último ranking do IDH menciona algumas questões que estão sendo levantadas: “Como poderíamos considerar aspectos mais amplos do desenvolvimento, como liberdade de escolha ou de oportunidade? O enfoque considera de modo suficiente as disparidades e desigualdades que caracterizam o desenvolvimento?”.
O modo como a renda é levada atualmente em conta no índice “tem uma limitação, porque o que aparece é a média da renda, e isso esconde desigualdades como as que temos no Brasil”, afirma Flávio Comim, coordenador do Relatório de Desenvolvimento Humano no Brasil. Ele diz que uma das propostas para 2010 é a inclusão de um fator de correção para penalizar a desigualdade.
Acadêmicos, instituições de pesquisa e membros de governos de vários países estão sendo convidados para participar de reuniões e apontar sugestões para aperfeiçoar o IDH. Além da renda, a inclusão de dados sobre problemas ambientais também é uma alteração possível, diz Comim.
A forma como o IDH considera a educação atualmente também pode mudar. A crítica, segundo Comim, é que faltam dados sobre a qualidade do ensino, já que atualmente só constam números sobre a proporção de analfabetos ou de freqüentadores das escolas (para composição do índice, são utilizadas as taxas de analfabetismo e matrícula em todos os níveis de ensino).
No texto em que divulgou o último ranking, o PNUD afirma que a comemoração dos 20 anos “é uma grande oportunidade para considerar os desafios das medidas de desenvolvimento humano”. Apesar disso, não há qualquer previsão de quais alterações poderão ser acatadas. Sem tema definido, o Relatório de Desenvolvimento Humano de 2010 (que trará os números do IDH 2008) pretende ampliar as discussões sobre o conceito de desenvolvimento humano. Para 2009, o tema será a migração e o formato dos cálculos não será alterado.
OPNUD ainda diz que o maior objetivo do IDH, o de alertar para o fato de que não basta considerar apenas a dimensão econômica do desenvolvimento, já evoluiu bastante e que é o momento de pensar nas próximas etapas.
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| Mulher recebe menos em todos os países O que é feminização da pobreza? Trabalho fora do lar dá mais poder à mulher |
A desigualdade entre homens e mulheres no mercado de trabalho é uma das causas determinantes da pobreza na América Latina, aponta um estudo do Centro Internacional de Políticas para o Crescimento Inclusivo, uma instituição de pesquisa e treinamento do PNUD em parceria com o Governo do Brasil. Se o acesso e os salários dos dois sexos fossem semelhantes, a proporção de pobres poderia ter uma queda de até 34% — no Brasil, chegaria a 20%, segundo as projeções da pesquisa, publicadas no artigo Eliminar as desigualdades de gênero reduz a pobreza. Como?.
O trabalho levou em conta indicadores de Brasil, Argentina, Chile, República Dominicana, El Salvador, México, Paraguai e Uruguai — países em que geralmente as mulheres amargam menor participação na atividade econômica, maior taxa de desemprego e de informalidade e menor remuneração (mesmo quando o grau de instrução é similar).
Para estimar os impactos da desigualdade nos níveis de pobreza de cada país, as autoras, Joana Costa e Elydia Silva, simularam três cenários, sempre comparando homens e mulheres de perfis semelhantes. No primeiro, homens e mulheres têm a mesma probabilidade de ser economicamente ativos. No segundo, ambos têm estatisticamente as mesmas chances de conseguir um emprego formal ou informal, e também de ficarem desempregados. No terceiro, eles recebem salários iguais.
Os resultados indicam que, se a participação feminina no mercado de trabalho aumentasse, a redução da pobreza no Chile chegaria a 34%. No Brasil, seria de 20%. Mesmo no Uruguai, que obteve os avanços mais discretos da simulação, a diminuição da pobreza atingiria 15%.

Garantindo às mulheres as mesmas chances em conseguir um emprego formal ou informal, e considerando igual probabilidade de desemprego entre elas e os homens, a pobreza cairia 8% na maioria dos países. O recuo seria de até 14% (no Brasil, 9%), caso ambos os sexos tivessem remunerações equiparadas.
“A redução nos três aspectos da desigualdade de gênero no mercado de trabalho ajudaria a reduzir a pobreza”, observam as pesquisadoras. “Ainda que seja importante eliminar outros aspectos da desigualdade de gênero, concluímos que a promoção da participação das mulheres no mercado de trabalho é o aspecto com maior potencial de promover um crescimento que beneficie os pobres”, acrescentam.
Como a criação de filhos é um dos principais fatores que afastam as mulheres do mercado de trabalho, as autoras sugerem que as políticas públicas implantem ações na área de atenção à criança (como creches e escolas), especialmente voltadas para mulheres pobres.
Por Leonardo Attuch
O Brasil tem uma dívida de gratidão com o deputado Edmar Moreira, aquele do castelinho de R$ 25 milhões no interior de Minas Gerais. Homens como ele, que são capazes de erguer um Taj Mahal no meio do nada, dão cor, brilho e transparência à nossa corrupção. Assim como vários países têm monumentos à memória dos soldados desconhecidos, heróis anônimos que morreram em combate, o Brasil deveria cultuar seus corruptos que não têm medo de exibir sinais exteriores de riqueza. Graças a esse despudor, podemos identificá-los, puni-los e até rir do seu mau gosto.
Consta que o deputado Edmar, assim como o imperador indiano Shah Jahan, que homenageou a amante Aryumand com o Taj Mahal, também ergueu o seu palacete por amor. Sua esposa, Júlia, teria ficado enciumada com a fazenda do cunhado e pediu ao marido um castelo. Mas a fortaleza construída em Minas foi bem mais do que a concessão de um homem zeloso aos caprichos de uma mulher manhosa. O castelo de 7,5 mil metros quadrados e 32 suítes, impossível de ser escondido, só pode ser fruto de alguma síndrome patológica ou de um daqueles mecanismos psíquicos de autossabotagem. Algo que a pessoa faz, de forma inconsciente ou não, para cavar sua própria ruína.
Edmar Moreira não foi o primeiro, nem será o último a morrer pela vaidade. Quem não se lembra de PC Farias, cruzando os ares com o seu jatinho Morcego Negro? Ou do juiz Nicolau dos Santos Neto, o Lalau, posando sorridente ao lado de uma Ferrari vermelha e diante de um luxuoso apartamento em Miami, cheio de maçanetas douradas? Chatos mesmo são os larápios que passam a vida escondendo seu patrimônio em contas numeradas na Suíça e que cultivam o péssimo hábito da frugalidade. Corruptos que torram suas fortunas e gostam de desfrutar a boa vida como Donald Trump, fumando charutos em iates, ao menos devolvem à sociedade parte do que tiraram. Em períodos de crise econômica, podem até ser definidos como homens anticíclicos, que ajudam a girar a roda da economia. Afinal, quantos pedreiros não terão sido necessários para levantar as oito torres do castelinho de Edmar?
Mas o mais divertido é assistir à queda inevitável de todos eles, com as desculpas esfarrapadas de sempre. Edmar Moreira, no fundo, prestou um grande serviço ao País. Com seu monumento à breguice, ele deixou uma lição: se quiser roubar, ao menos gaste. E não esconda nada.
Como mais um dos diversos padrões para comunicação sem fio (Wireless) entre equipamentos — e dedicado a aplicativos e transações de porte menor que o Wi-Fi — o Bluetooth hoje está presente em diversos produtos no mercado. Câmeras, impressoras, headsets, sons automotivos e videogames são apenas alguns dos exemplos.
Mas é em um portátil que nos acompanha diariamente que esta maravilhosa tecnologia pode se tornar um verdadeiro pesadelo: nos celulares. O motivo para isso? Simples, praticamente todos nossos dados (incluindo números de telefones, contatos, endereços e até mesmo agendas) estão neles.
O perigo invisível
Ao deixar a sua conexão Bluetooth sempre ativada no celular, você estará permitindo que outras pessoas coletem suas informações sem esforços. Hackers podem causar verdadeiros estragos — e roubar todos os seus dados — caso tenham equipamentos necessários para realizar a sincronização de banda (que fica saltando em faixas pré-determinadas).

O que acontece é que pelas especificações atuais os endereços de conexão do Bluetooth não são encriptados (codificados e protegidos), uma grande falha de segurança. Também, pela falta de informação, muitos nem sequer alteram suas senhas de conexão, deixando as que vêm de fábrica e tornando o acesso ridiculamente fácil.
Atualmente no mercado existem até mesmo equipamentos com alcance estendido, que podem realizar a leitura de todos os aparelhos à sua volta.
Estudos secretos
A mais recente polêmica em torno da falta de segurança dos dispositivos com Bluetooth aconteceu no Reino Unido, na cidade de Bath. Milhares de moradores tiveram suas atividades e deslocamentos diários monitorados por meio de scanners de Bluetooth espalhados pela cidade.
O problema é que isso ocorreu sem qualquer autorização ou consentimento, configurando a quebra de sigilo e privacidade dos habitantes. Os dados eram repassados para o projeto Cityware.Além de colocar este teste mirabolante de varredura de Bluetooths em prática, os desenvolvedores ainda disponibilizaram o projeto para download na internet, o que agravou ainda mais a situação.
Atualmente em lugares como Toronto (no Canadá), Hong Kong e Singapura, também já foram avistados os scanners.
Como se prevenir
Não há uma forma de saber se o local no qual você está é ou não vigiado (a menos que não existam equipamentos com Bluetooth), portanto a melhor maneira de evitar o roubo das suas informações é deixar o Bluetooth desativado sempre que não for usá-lo. De quebra, você estará prolongando a durabilidade da sua bateria!
Quando quiser realizar a transferência de dados entre celulares, ou até mesmo para o computador, ative-a temporariamente. Uma boa ideia é também evitar locais lotados.

Outra dica é ir até as configurações de conectividade e Bluetooth do seu aparelho. Alguns permitem que sejam aceitas apenas conexões autorizadas (você precisa confirmar tudo antes que outra pessoa possa visualizar suas informações) e alguns dos modelos mais avançados possuem também um modo de operação oculto.
Neste modo, também chamado de non-discoverable, seu celular fica invisível para outros aparelhos, sendo que as únicas conexões estabelecidas serão as que você mesmo desejar.
Mais uma vez: sempre que não for utilizá-lo, procure desativar seu Bluetooth. Sua segurança e sua bateria agradecem.
Lucas Cunha, do A Tarde On LinePouco antes de ir para a Concha Acústica se apresentar pela primeira vez, em carreira solo, na capital baiana, Manu Chao cedeu esta entrevista no saguão do Hotel da Bahia, onde aguardava junto com os integrantes de sua banda a van que os levaria para o local da apresentação.
Muito simpático e sem nenhuma ponta de estrelismo, Manu pareceu não muito disposto a detalhar sobre sua relação pessoal com a Bahia, local por onde permaneceu por mais de uma semana antes de começar sua turnê brasileira em São Paulo na última quarta-feira(11).
Mas quando o assunto passou para Maradona, jogador que Manu já dedicou duas músicas em sua carreira, política (os presidentes Sarkozy, Lula e Obama) e música, o cantor francês de 47 anos, que aparenta bem menos, ficou bem mais a vontade.
Confira o bate-papo:
Antes do início da turnê brasileira, você passou alguns dias aqui na Bahia. Qual sua relação com o estado?
Primeiro tenho que dizer que é um prazer tocar aqui. Toquei em Salvador na Concha em 1992 com o Mano Negra. Ano passado, toquei com o Bnegão e Bi Ribeiro(no Festival de Verão). Agora, posso tocar com toda a banda. Acho que a Concha Acústica é um lugar único. Também quero mandar um “saludo” para o pessoal de Saúde, Cicero Dantas, lugares por onde eu passei. Elas moram no meu coração. Na verdade, eu viajei por aí. Foi muito bom.
Quando saiu o seu disco ao vivo “Radio Bemba Sound System”, tive a sensação que suas músicas funcionariam muito bem no carnaval de Salvador, em cima de um trio elétrico. Você toparia participar?
Eu nunca experimentei. Esse ano é impossível, estaremos na Argentina em turnê na época do Carnaval. Mas me agradaria muito. Com certeza seria algo interessante.
Sua última música de trabalho, que dá nome a turnê Tombolatour, “La Vida Tombola”, foi feita para o documentário do Emir Kusturica (cineasta sérvio) sobre o Maradona. Você já tinha feito uma outra canção, na época do Mano Negra (“Santa Maradona”), sobre o jogador. Qual sua impressão sobre ele?
Conheci Maradona em Nápoles, durante as filmagens do filme do Kusturica, quando fiz a música “La Vida Tombola”. O Diego tem essa coisa que é um Deus e, ao mesmo tempo, um diabo. E ele tem um pouco dos dois. O que é certo, vivendo com ele uns dois dias, é que não é fácil ser Diego Maradona. Ele é um cara da periferia, tem os códigos da periferia qualquer lugar do mundo, que são internacionais: de irmandade e malandragem. Tenho muito respeito por ele, agora é um amigo. Também tenho respeito por ele ser um dos poucos jogadores que sempre falou a verdade. A minha música fala que os verdadeiros bandidos estão na Fifa, não nos sapatos de Diego.
Não posso deixar de perguntar. Quem foi melhor: Pelé ou Maradona?
Não vou responder a isso (risos). Na verdade, a dúvida é entre Garrincha e Maradona.
Você sempre foi visto como um cronista da situação mundial. Queria que você desse sua opinião sobre três lideres de países que, de alguma forma, tem certa influência na sua vida: o francês Nicolas Sarkozy, do seu país de origem; o Lula, já que você tem um filho aqui no Brasil (o garoto mora em Fortaleza) e o Barack Obama, dos Estados Unidos.
O que conheço melhor é Sarkozy. Ele é vergonha da França. Representa a decadência da política na Europa. A primeira geração foi o Berlusconi na Itália, que vem totalmente do poder econômico. Ele não está lá para defender as pessoas, e sim, para defender a economia. Sarkozy é um filho de Berlusconi, totalmente comprometido com essa economia salvagem.
E Lula?
Eu não moro aqui, por isso não posso comentar sobre o Lula. Com certeza, ele poderia fazer mais. A outra certeza, como já faz tempo que ele está no poder, é que ele é melhor do que os outros que estiveram no poder antes.
E Obama?
O dia que ele foi eleito foi simbolicamente positivo. Mas ele é político, do partido Democrata, e até agora não me deu provas que vai mudar o imperialismo americano. Vamos ver. Mas, como falamos antes no caso do Lula, é bem melhor do que o que veio antes. Isso é positivo. Agora, se o cara vai mudar os Estados Unidos para um país menos agressivo mundialmente, tenho grandes dúvidas.
Uma das coisas mais interessantes que descobri ultimamente é a dupla de cantores do Mali Amadou e Mariam, que você produziu em 2005 no disco “Dimanche à Bamako” e tornou o grupo mais conhecido mundialmente. (Ano passado, a dupla lançou “Welcome To Mali”, já sem a produção de Manu Chao, mas igualmente celebrado pela crítica internacional). Você pretende trabalhar novamente na produção?
Agora estou o produzido um disco do filho de Amadou e Mariam, que vai sair esse ano. Ele tem uma banda de hip-hop, que se chama SMOD. É uma outra geração, mais urbana, entre 22 e 24 anos. É difícil tentar explicar sobre eles, porque é um hibrido: suas influências são a música tradicional do Mali e o hip-hop.
Em entrevistas na sua última passagem pelo Brasil, você disse que não gravaria mais discos. Continua afirmando isso?
Por agora, estou de cabeça nessa nova mistura que vem de Bamako (capital do Mali), isso é o que me interessa. Além disso, tenho um trabalho com uma rádio na Argentina, que é feita dentro de um hospital psiquiátrico com o pessoal de lá. Já estamos juntos há bastante tempo e devemos lançar algo relacionado a isso este ano.
http://www.youtube.com/watch?v=WNDaMJ8z7o0

Pesquisa CNT/Sensus divulgada nesta terça-feira (3) mostra que o presidente Luiz Inácio Lula da Silva atingiu uma nova aprovação recorde da população. Segundo o levantamento, 84% aprovam o desempenho pessoal do presidente. É a melhor avaliação já atingida por um ocupante da presidência desde o início da pesquisa, em 2001.
Na última pesquisa, em dezembro passado, a avaliação pessoal de Lula era de 80,3%. Quando Lula assumiu o governo, em janeiro de 2003, sua aprovação pessoal era de 83,6%.
A avaliação do governo Lula também bateu recorde. O levantamento revela que, para 72,5% dos entrevistados, a gestão do presidente é positiva, o que aponta para um aumento de 1,4 ponto percentual em relação ao levantamento anterior.
Na outra ponta, apenas 6,4% dos entrevistados consideram o governo negativo. Para 21,5% do público, é regular.
A série histórica da pesquisa destacou que o ex-presidente Fernando Henrique Cardoso nunca conseguiu manter a rejeição a seu governo abaixo do 23%.
Otimismo
A pesquisa mostra ainda que, apesar do intenso noticiário sobre os efeitos da crise internacional no país, a maioria dos brasileiros se mostra otimista quanto ao futuro. De acordo com as respostas de 2 mil entrevistados, 65,4% acham que o ano de 2009 será melhor que o de 2008. Somente 17,7% acreditam que o ano que vem será igual a 2008, enquanto 12,4% responderam acreditar que será pior.
Segundo a pesquisa, 57% dos brasileiros têm acompanhado a crise financeira mundial. Destes, 37,9% dos entrevistados dizem que o Brasil está preparado para lidar com o problema, e 40% pensam o contrário.
Quando a pergunta é se o país sairá fortalecido da crise em relação a outros países, 41,9% responderam que sim, enquanto 27,5% disseram que sairá enfraquecido e 20,1% consideram que o país continuará igual.


O ex-governador Alan Jara acusou nesta terça-feira o presidente colombiano, Álvaro Uribe, de não fazer nada pelos sequestrados, e disse que sua atitude indica "que lhe convém a situação de guerra vivida no país".
Jara, que foi libertado nesta terça-feira pelas Farc (Forças Armadas Revolucionárias da Colômbia) após mais de sete anos de cativeiro, participou nesta terça-feira de uma coletiva em Villavicencio, capital do departamento de Meta, aonde foi levado por uma missão humanitária desde as selvas do Guaviare (sul do país).
| Fernando Vergara/AP |
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| Ex-refém Alan Jara se reúne com seu filho, Felipe, e com sua mulher, Claudia Rujeles, após ser libertado pelas Farc |
"Digo isso com clareza, sinto de todo o coração que Uribe não fez nada pela nossa liberdade (...) a atitude do presidente não ajudou em nada na troca humanitária", manifestou o ex-refém.
"E não digo isso com ressentimento, nem com amargura pelos anos que tive de passar na selva, mas porque essa é a análise que fazemos", acrescentou o ex-governador de Meta.
Durante a coletiva, Jara advertiu que diria uma "perversidade", antes de afirmar que "o presidente parece gostar da situação de guerra vivida no país, e parece que as Farc gostam que Uribe esteja no poder".
"Os fatos que sempre partem de uma ou outra direção apontam para o mesmo. Não há avanço na troca humanitária, não há avanço no diálogo político", disse Jara ao explicar sua afirmação.
Família
Em Villavicencio, Jara foi recebido pela mulher e o filho assim que desceu do helicóptero brasileiro cedido para a operação.
Além da mulher, Claudia Rugeles, e do filho, Alan Felipe, 15, representantes da Cruz Vermelha, autoridades locais, o diretor da polícia, general Oscar Naranjo, amigos e outros parentes também recepcionaram Jara.
"Livre, livre", foram as primeiras palavras que o ex-governador colombiano disse à imprensa ao pisar no aeroporto de Villavicencio.
"Já descansei por sete anos e meio, agora, ao trabalho!", acrescentou Jara em breves declarações, após as quais reconheceu que sofre de "dois problemas de saúde", ambos não especificados.
Com um chapéu azul e uma mochila parecida com as usadas pelos guerrilheiros das Farc, Jara percorreu a pista de aterrissagem em direção aos amigos e aos representantes dos "Colombianos pela Paz", grupo liderado pela senadora Piedad Córdoba, integrante da missão que resgatou o ex-governador.
Família
"Papai, papai" gritou, soluçando, o filho Alan Felipe, que só tinha 7 anos quando Jara foi sequestrado pelas Farc.
Claudia, a mulher do ex-refém, saiu correndo pela pista assim que o helicóptero, também sem conseguir conter as lágrimas.
A primeira coisa que Jara fez foi entregar à mulher e ao filho uma foto que carregou deles durante os mais de sete anos que passou em cativeiro nas selvas colombianas.
O ex-governador foi sequestrado em 15 de julho de 2001, quando as Farc atacaram o veículo da ONU no qual se encontrava.
Jara era governador do departamento (Estado) de Meta. Com o êxito do resgate, foi cumprida a segunda etapa de um processo que, neste domingo (1º), soltou os policiais Alexis Torres, Juan Galicia e José Lozano e o soldado William Domínguez, em cativeiro desde 2007; e que ainda deverá soltar o ex-deputado Sigifredo López.
López é mantido refém desde 2002 e é o único sobrevivente de um grupo de 12 deputados provinciais assassinados, em cativeiro, no dia 18 de junho de 2007. A Cruz Vermelha afirmou que López será libertado nesta quinta-feira.
De acordo com a Colômbia, as Farc mantêm, atualmente, 700 reféns.
Com agências internacionais
DA FOLHA DE S. PAULO
A chanceler alemã, Angela Merkel, pediu nesta terça-feira ao papa Bento 16 para "deixar bem claro" que rejeita a negação do Holocausto, depois da reabilitação do bispo Richard Williamson, excomungado nos anos 80 por outro motivo. Em uma entrevista, o bispo questionou a dimensão do extermínio de judeus.
A polêmica teve início depois que o papa anunciou, no último dia 24 de janeiro, a suspensão da excomunhão de Williamson e de outros três bispos, que foram excomungados nos anos 80 por terem sido consagrados pelo arcebispo ultraconservador Marcel Lefebvre sem autorização do então papa, João Paulo 2º. Lefebvre liderava um grupo de religiosos que se opunham ás mudanças na Igreja introduzidas pelo Concílio Vaticano 2°, como o fim do uso do latim durante as missas.
O gesto de aproximação com o grupo conservador foi nublado pela divulgação de uma entrevista concedida por Williamson a uma TV sueca, na qual ele colocou em dúvida o Holocausto. "Acredito que não existiram câmaras de gás e [apenas] entre 200 mil e 300 mil judeus sofreram nos campos de concentração", disse Williamson.
A reação foi imediata. Grupos judaicos criticaram duramente a decisão da igreja e o rabinato de Israel cortou todos os seus laços com o Vaticano. Em uma carta envida à Santa Sé, o diretor geral do rabinato, Oded Weiner, suspendeu um encontro entre judeus e cristãos programado para o início do mês que vem. "Sem uma desculpa pública será difícil continuar com este diálogo", escreveu Weiner.
A igreja esforçou-se para esclarecer que não concorda com as declarações de Williamson, e que a decisão de readmiti-lo não tem relação com o episódio. O cardeal Walter Kasper, responsável pelas relações da igreja com o judaísmo, chamou as declarações de "estúpidas", um editorial do jornal do Vaticano, "L'Osservatore Romano", classificou o ponto de vista de Williamson de "inaceitável" e destacou que o antissemitismo "não é objeto de discussão" para um católico.
Para o líder da conferência dos bispos da Itália, cardeal Angelo Bagnasco, a dúvida levantada por Williamson é "infundada e injustificada". O papa Bento 16 condenou quem tenta negar o Holocausto, e o próprio Williamson escreveu uma carta em que pediu desculpas por suas "observações imprudentes".
Para Merkel, que é protestante, os esclarecimentos do Vaticano são insuficientes. A chanceler fez as declarações depois que a crítica ao papa alemão ganhou destaque pela primeira vez na imprensa do país, que no início do papado não escondeu o orgulho pela eleição do então cardeal Joseph Ratzinger ao comando da Igreja Católica. Cerca de 34% dos alemães declaram-se católicos, e 34%, protestantes.
O jornal "Bild", o mais vendido da Alemanha, publicou em sua primeira página nesta terça-feira: "Críticas ao papa pelo mundo". Em um país que convive com a memória do massacre dos judeus, a nacionalidade do papa é uma questão central na polêmica. "O papa cometeu um erro grave. O fato de ser um papa alemão torna a questão especialmente ruim", afirma o editorial do "Bild". Na Alemanha, é crime negar a existência do Holocausto.
Tensões
A reabilitação de Williamson foi um dos vários movimentos recentes do Vaticano que desagradam a grupos judaicos e levantaram acusações de antissemitismo. No início do mês, o cardeal Renato Martino, presidente do Conselho Pontifício de Justiça e Paz do Vaticano disse que Gaza, sob ataque israelense, assemelhava-se a um "grande campo de concentração".
O papa também enfureceu muitos judeus em 2007 quando suspendeu restrições a missas em latim, de acordo com o rito tridentino, que contém uma oração pela conversão dos judeus. A Associação dos Rabinos Italianos decidiu, em resposta à decisão sobre a missa, boicotar as celebrações do dia anual de diálogo interreligioso entre judeus e cristãos, no último dia 17, instituído pelo papa João Paulo 2º como uma forma de combater o antissemitismo.
O grupo disse que as decisões recentes de Bento 16 estavam "cancelando" 50 anos de progresso no diálogo entre as duas religiões. Falando na reunião anual da conferência dos bispos, o cardeal Bagnasco disse que a reação dos rabinos era "injusta".
Outra fonte de atrito entre o Vaticano e Israel é o processo de beatificação do papa Pio 12, que liderou a igreja durante a Segunda Guerra e é acusado por grupos judaicos de ter fechado os olhos à perseguição nazista aos judeus. Em 2008, Bento 16 interrompeu o processo que pode levar o antecessor a ser declarado santo, pedindo um estudo aprofundado sobre o assunto. O atual papa destacou, no entanto, o que chamou de trabalho silencioso de Pio 12 a favor dos judeus nos tempos do Holocausto.
As polêmicas recentes podem afetar a realização de uma possível viagem do papa a Israel. Oficialmente, o Vaticano nega qualquer relação entre o a visita e a reabilitação de Williamson. "O projeto de viagem de Bento 16 a Israel não depende disso. A organização da visita está essencialmente vinculada a questões políticas e se viu complicada pelos acontecimentos em Gaza", disse o cardeal Kasper no último dia 26 de janeiro.
Com agências internacionais
UOL/Folha Online
Primeira governadora negra do Brasil, a atual secretária de Assistência Social e Direitos Humanos do Estado do Rio de Janeiro, Benedita da Silva, viaja nesta terça-feira para os Estados Unidos, para participar, junto a representantes de 180 países, de um café da manhã com o presidente americano Barack Obama, nesta quinta-feira (5), em um hotel de Washington.
| Efe/Folha Imagem |
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| Benedita da Silva vai participar de encontro com Obama e representantes de 180 países |
"Há muitos anos trabalho com o Congresso dos Estados Unidos em políticas sociais e raciais e já fui muitas vezes lá", disse a secretária. "Deus me deu esta oportunidade e estou indo muito feliz da vida. Vou aproveitar para discutir nossos projetos com os congressistas americanos e conhecer as ações de inclusão social deles que deram resultados positivos."
Benedita da Silva se disse muito feliz com a possibilidade de cumprimentar e parabenizar Obama pela vitória nas eleições americanas. Líder comunitária no início da carreira e militante do movimento negro, ela já foi vereadora, deputada federal, senadora e governadora do Rio de Janeiro. Ela era vice de Anthony Garotinho e assumiu no fim do governo, em 2002, quando ele deixou o governo para concorrer à Presidência. A mulher de Garotinho, Rosinha Matheus, derrotou Benedita da Silva na disputa pelo governo estadual no mesmo ano.
Ela também foi ministra de Assistência Social no primeiro mandato de Luiz Inácio Lula da Silva, mas foi demitida durante uma reforma ministerial, em janeiro de 2004, depois da revelação de que usou recursos públicos para ir e levar assessoras para eventos religiosos em outros países como Portugal e Argentina. Ela devolveu o dinheiro, mas caiu meses depois.
GABRIELA GUERREIRO
da Folha Online, em Brasília
A vitória do senador José Sarney (PMDB-AP) à presidência do Senado traz de volta à cena política o senador Renan Calheiros(PMDB-AL), que manteve-se afastado das articulações partidárias desde que deixou a presidência da Casa Legislativa, no final de 2007.
Principal articulador da candidatura de Sarney, Renan conseguiu reunir votos favoráveis ao peemedebista acima do número inicialmente esperado pelo grupo pró-Sarney.Renan negociou a candidatura do colega de partido desde o final do ano passado, antes de Sarney lançar seu nome oficialmente na disputa.
Em um trabalho silencioso, o peemedebista procurou parlamentares, negociou votos e reuniu apoio suficiente para permitir que Sarney entrasse na corrida pela presidência --o que forçou o senador Garibaldi Alves (PMDB-RN) a desistir de concorrer à reeleição para o comando do Senado.
Renan fortaleceu-se politicamente depois da ampla vantagem no placar da vitória de Sarney: 49 votos para a presidência do Senado contra 32 recebidos pelo senador Tião Viana (PT-AC). Em conversas com aliados na manhã de hoje, antes da disputa, Renan previu que Sarney teria 46 votos contra 35 de Tião --três a menos do que efetivamente o peemedebista recebeu.
As articulações pró-Sarney renderam a Renan a indicação para assumir a liderança do PMDB no Senado em substituição ao senador Valdir Raupp (PMDB-RO), que deixa o cargo. Aos aliados mais próximos, Renan confidenciou que o seu retorno político representa uma "virada", já que ele volta à cena política com destaque depois de responder por cinco processos no Conselho de Ética da Casa, em 2007, por suposta quebra de decoro parlamentar.
Na época, o senador renunciou à presidência do Senado em meio à enxurrada de processos, que tiveram início com a denúncia de que o peemedebista teria recebido recursos de uma empreiteira para pagar pensão à filha. O apoio de Renan rendeu críticas a Sarney pelo seu grupo de aliados, mas o peemedebista assumiu o cargo prometendo não privilegiar amigos nem partidos.
Conversas
Sob o comando de Renan, o grupo pró-Sarney conseguiu sem alarde reunir apoios em favor do peemedebista. Nas conversas de bastidores, os caciques do PMDB conseguiram votos para Sarney mesmo dentro de partidos que oficialmente declararam apoio à candidatura de Tião.
O petista tinha o apoio oficial do PT, PSDB, PR, PDT e PSOL. Juntos, os cinco partidos reúnem 35 senadores --três a mais que os votos recebidos por Tião, numa demonstração de que nem todos os parlamentares seguiram as orientações das bancadas.
O PSDB, apontado por alguns senadores como o partido responsável pelas "traições" contra Tião, repudiou as acusações. Como o voto é secreto, os parlamentares fazem apenas especulações sobre aqueles que desembarcaram da candidatura de Tião no momento da votação.
"Eu digo não, não e não. Tivemos apenas o senador Papaléo Paes [PSDB-AP] que votou contra o senador Tião. Eu tenho uma lista de 52 votos que poderiam votar a favor do Sarney, três a mais do que os votos que ele recebeu. Mas dos senadores do PSDB, com exceção do Papaléo, o presidente Sarney não recebeu nenhum voto", disse o líder do PSDB no Senado, Arthur Virgílio (AM).
Presidente - Michel Temer (PMDB-SP)
Primeiro vice-presidente - Marco Maia (PT-RS)
Segundo vice-presidente - Edmar Moreira (DEM-MG)
Primeiro secretário - Rafael Guerra (PSDB-MG)
Segundo secretário - Inocêncio Oliveira (PR-PE)
Terceiro secretário - Odair Cunha (PT-MG)
Quarto secretário - Nelson Marquezelli (PTB-SP)
Suplentes
Primeiro suplente - Marcelo Ortiz (PV-SP)
Segundo suplente - Giovanni Queiroz (PDT-PA)
Terceiro suplente - Leandro Sampaio (PPS-RJ)
Quarto suplente - Manoel Júnior (PSB-PB)