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quarta-feira, 29 de julho de 2009

COLÉGIO GEO PETROLINA DENUNCIA LIVRO PRECONCEITUOSO COM SERTANEJOS NORDESTINOS.

Em análise para a escolha dos livros que serviriam de apoio didático para o ano de 2009, o setor pedagógico do Geo-Petrolina recebeu da Editora Moderna o livro "Caatinga: a paisagem e o homem sertanejo" de SAMUEL MURGEL BRANCO, o qual, de tão preconceituoso com os sertanejos nordestinos, não deveria nem ter sido publicado, quanto mais sugerido para adoção.

No entanto já está na 2ª edição, de 2003, e na 16ª impressão. Vejam o que o autor, professor da USP e consultor da OMS - Organização Mundial da Saúde, diz sobre alguns elementos constitutivos da história, da cultura e do bioma caatinga. Se você é nordestino/brasileiro, prepare-se para ficar com raiva, muita raiva.

Selecionamos DOZE passagens que revelam o citado preconceito, mas existem muito mais):

1-"Se você viajar de avião, de Salvador para as terras do interior da Bahia e observar a paisagem, irá se deparar com uma brusca mudança. O ambiente úmido da orla marinha, povoado de graciosos coqueiros, e a extensa planície de densa vegetação são, repentinamente, substituídos – a menos de 90 quilômetros do mar –por uma plataforma imensa, de solo pedregoso, de coloração amarelo-avermelhada onde vegetam apenas os cactos e arbustos espinhosos e retorcidos. Uma

paisagem seca e pobre, contrastando tristemente com o panorama vivo e

alegre do mar e das matas que ficaram para trás. É a paisagem do sertão. Sua vegetação é a caatinga."

A imagem da caatinga apresentada pelo autor, como fica explícito no trecho transcrito, é a de uma região feia e agressiva. Isso é reforçado com a retomada de expressões similares em diversas partes do livro, como nas seguintes páginas:

2-"O que caracteriza, realmente, essa vegetação, que se estende a perder de vista sobre as chapadas nordestinas, é a sua aparência ressequida, tortuosa e agressiva, como que torturada pelo sol calcinante e pela ausência de chuvas" (p.9)

3-"O caboclo é o único ser humano capaz de sobreviver nessas terras" (p.16).

4-"O sertanejo é apenas contratado pelo fazendeiro, um rico proprietário, que vive no litoral e que, muitas vezes, nem sequer conhece suas próprias terras" (p.54)

5-Seguindo a linha teórica que inferioriza a caatinga e o sertanejo por morar nela, o autor apresenta o sertanejo como um ser atrasado, rude e – o mais grave – preguiçoso. Na p.16, o autor descreve o sertanejo assim:

"De aparência indolente e tostado pelo sol, com a pele esturricadacomo as próprias plantas espinhentas e retorcidas que o cercam" (grifo nosso).

Definição do Dicionário Aurélio para a palavra indolente: " 1.Que ou quem é insensível, apático. 2. Que ou quem evita esforço, trabalho, preguiçoso (grifo nosso).

6-" O principal meio de transporte no sertão nordestino é o jegue" (p.17)

7-"Como não possui automóvel, o sertanejo leva um dia inteiro transportando, sobre a cabeça ou no lombo do jegue, uma lata d'água que mal dá para saciar a sede da família" (p.15).

8-"A riqueza cultural do sertanejo, responsável pela sua regionalidade e baseada em tradições, observações e costumes milenares, dever ser objeto de estudo para oferecer-lhe explicações racionais e objetivas sobre a natureza da caatinga, em substituição às suas crendices e atitudes incoerentes e nocivas" (grifo nosso).

Para o autor, portanto, o sertanejo é incoerente (errado) em suas crenças e precisa da "luz da ciência e da objetividade" – das quais ele (o autor) é o representante.

9-"Criação de jegues" (p.51). Esse animal não é criado em grande quantidade, como diz o livro.

10- "A jacarezada é prato típico das regiões situadas às margens do Velho Chico e, segundo dizem, muito saboroso" (p.46). Não há registro desse "prato típico da região". Note-se a deliberada intenção do autor de criar um ambiente bizarro e sórdido no sertão. Comer jacaré seria um tanto brutal no imaginário de estudantes.

11-Sobre Lampião, os retirantes e os jagunços, o autor diz: "Quando essas retiradas (sic) se dão em massa – e no caminho faltam comida e água -, os retirantes podem promover assaltos. Já houve época em que alguns indivíduos desses grupos de retirantes tornaram-se bandidos – os chamados jagunços -, os quais se embrenhavam na caatinga para fugir da polícia. Formavam, então, bandos, que passavam a viver de assaltos e matanças e empregavam sua própria justiça. O mais famoso desses bandos foi o de Lampião." (p.66).

12-"Por que o solo do sertão não produz quase nada?" (p.26).

Como assim, o sertão não produz quase nada?


O autor desconhece a produção de frutas tropicais do Vale do São Francisco (93% da manga exportada pelo Brasil saem dessa região, localizada no sertão de Pernambuco e da Bahia). O autor desconhece a produção de uva (duas safras por ano, coisa que nem o Rio Grande do Sul consegue), cebola, tomate, acerola, melão etc. Em Santa Maria da Boa Vista e Lagoa Grande (também sertão de Pernambuco) há grandes vinícolas que usam a uva produzida nessa região.

O Geo Petrolina já apresentou esse estudo à imprensa e à câmara de vereadores de Petrolina, a qual fará moção de repúdio ao conteúdo do livro. Este texto está sendo enviado para diversas instituições públicas e particulares. Este manifesto quer resistir para que o "silêncio dos bons não seja uma arma para o triunfo do mal".

PETROLINA, SERTÃO DE PERNAMBUCO, COM MUITO ORGULHO.

ESPAÇO CHICO BUARQUE

Post dedicado à remetente, aos meus Tios Múcio e Ana Wanderley recentemente Vovô e Vovó, que com certeza terá em Heitor, seu grande companheiro.


SOLIDÃO VISTA POR CHICO BUARQUE

Solidão não é a falta de gente para conversar, namorar, passear ou fazer sexo... isto é carência.

Solidão não é o sentimento que experimentamos pela ausência de entes queridos que não podem mais voltar... isto é saudade.

Solidão não é o retiro voluntário que a gente se impõe, às vezes, para realinhar os pensamentos... isto é equilíbrio.

Solidão não é o claustro involuntário que o destino nos impõe compulsoriamente para que revejamos a nossa vida... isto é um princípio da natureza.

Solidão não é o vazio de gente ao nosso lado... isto é circunstância.

Solidão é muito mais do que isto.

Solidão é quando nos perdemos de nós mesmos e procuramos em vão pela nossa alma.

terça-feira, 28 de julho de 2009

DICIONÁRIO NORDESTINÊS

Nordestino não fica solteiro, ele fica solto na bagaceira!
Nordestino não vai com sede ao pote, ele vai com a bexiga lixa!
Nordestino não vai embora, ele vai pegar o beco!
Nordestino não diz ‘concordo com você’, Ele diz: Né issssso, homi!!!!
Nordestino não conserta, ele imenda!

Nordestino quando se empolga, fica com a mulesta dos cachorros!
Nordestino não bate, ele ’senta-le’ a mãozada!
Nordestino não sai pra farra… ele sai pro muído, pra bagaceira!
Nordestino não bebe um drink, ele toma uma!

Nordestino não é sortudo, ele é cagado!
Nordestino não corre, ele dá uma carreira!
Nordestino não malha dos outros, ele manga!
Nordestino não conversa, ele resenha!

Nordestino não toma água com açúcar, ele toma garapa!
Nordestino não engana, ele dá um migué!
Nordestino não percebe, ele dá fé!
Nordestino não sai apressado, ele sai desembestado!

Nordestino não aperta, ele arroxa!
Nordestino não dá volta, ele arrudeia!
Nordestino não espera um minuto, ele espera um pedacinho!
Nordestino não é distraído, ele é avoado, apombaiado!
Nordestino quando está irritado com alguém que fica ‘botando boneco’, diz:
Homi largue de frangagem!

Nordestino não fica com vergonha, ele fica encabulado, todo errado!
Nordestino não passa a roupa, ele engoma a roupa!
Nordestino não houve barulho, ele ouve zuada!
Nordestino não acompanha casal de namorados, ele segura vela!
Nordestino não rega as plantas, ele ‘agoa’ as plantas.

Nordestino não quebra algo, ele tora!
Nordestino não é esperto, ele é desenrolado!
Nordestino não é rico, ele é um cabra estribado!
Nordestino não é homem, ele é macho!
Nordestino não chama ’seu desalmado’, ele grita ‘infeliz das costa ôca!’

Nordestino não pede almoço, ele pede o cumê
Nordestino não come carne, ele come ‘mistura’
Nordestino não lancha, merenda!
Nordestino não fica satisfeito quando come, ele enche o bucho!
Nordestino não dá bronca, dá carão!

Nordestino não fica com raiva, ele ‘pega ar’!
Nordestino não casa, ele se amanceba!
Nordestino não tem diarréia, tem caganeira!
Nordestino não tem mau cheiro nas axilas, ele tem suvaqueira!
Nordestino não tem perna fina, ele tem dois cambitos!

Nordestino não é mulherengo, ele é raparigueiro!
Nordestino não se diverte, ele vai pra resenha, pros regues, “bota pa decê”!
Nordestino não joga fora, ele bola no mato!
Nordestino não exagera, ele alopra!
Nordestino não vigia as coisas, ele pastora, toma conta!

Nordestino não se dá mal, ele se réia, se arromba, se lasca todinho!
Nordestino quando se espanta não diz: - Xiiii! Ele diz: Viiixi Maria! Aff maria!
Nordestino não compara dizendo: - Como é que pode? Ele diz: - Soxtô!
Nordestino não vê coisas de outro mundo, ele vê uns malassombros, almas penadas!
Nordestino não é escroto, é o creca!

Nordestino não é chato, é caningado!
Nordestino não é arrogante: é cheio de frescura, pantinzeiro!
Nordestino não pula, dá pinote!
Nordestino não arranja briga, arranja intica, indaga!
Nordestina não fica grávida, fica buxuda, prenha!

Nordestino não fica bravo, fica com a gota serena, virado na porra!
Nordestino não é malandro, é cabra de pêia!
Nordestino não fica apaixonado, ele arrêia os pneus todiinho!

TEM TERRA MAIS LINDA QUE O NOSSO NORDESTE!?

GRUPO DE TARSO PREGA FIM DO SENADO

Por Vera Rosa, do Estadão.

O governo e o PT vão calibrar o discurso sobre a crise política diante do agravamento da situação do presidente do Senado, José Sarney (PMDB-AP). Enquanto o presidente Luiz Inácio Lula da Silva é cada vez mais aconselhado a lipoaspirar os elogios ao aliado e a dizer que se trata de "assunto interno do Congresso", dirigentes do PT defendem abertamente a extinção do Senado.

Sem efeito prático no momento, pois só poderia sair da prateleira numa reforma constitucional, a polêmica proposta consta da plataforma da corrente Mensagem ao Partido, capitaneada pelo ministro da Justiça, Tarso Genro.

"Os debates sobre o unicameralismo ou sobre as restrições ao poder revisor do Senado e sua composição (...) devem ser retomados pelo partido", diz um trecho do programa do grupo de Tarso para a disputa que vai renovar, em novembro, o comando nacional do PT.

O texto preliminar era ainda mais duro: dizia que a crise no Senado "relembra o arcaísmo desta instituição vinda do Império". Tarso, porém, considerou o comentário excessivo e a observação foi retirada do documento apresentado pela chapa.

Candidato do grupo à presidência do PT, o deputado José Eduardo Martins Cardozo (SP) admitiu haver uma discussão jurídica sobre a viabilidade da proposta. O motivo é que, na opinião de muitos advogados, o modelo de representação do Congresso - composto por Senado e Câmara dos Deputados - seria uma "cláusula pétrea", que não pode ser modificada na Constituição.

"Eu não acho que se trate de cláusula pétrea e acredito que o partido deve resgatar sua vocação de propiciar o debate político", afirmou Martins Cardozo, hoje secretário-geral do PT. "Não podemos ficar só em torno de disputas internas." De qualquer forma, uma emenda à Constituição precisa ser aprovada em dois turnos de votação, com 308 votos na Câmara e 49 no Senado.

Adotado em vários países, como Suécia, Finlândia, Portugal, Nova Zelândia, Dinamarca e Noruega, o sistema unicameral é mais um assunto que divide o PT. "Sou contra", disse o presidente da BR Distribuidora, José Eduardo Dutra, que encabeça a chapa da corrente Construindo um Novo Brasil para o comando do PT. "Pode-se discutir as prerrogativas do Senado, mas não acabar com ele."

Para Markus Sokol, candidato à presidência do PT pela facção O Trabalho, tanto a existência do Senado quanto a aliança do governo Lula com o PMDB são "aberrações" do ponto de vista da democracia. "Sarney agora é o pedágio que o PT paga pela manutenção dessa aliança", provocou Sokol.

segunda-feira, 27 de julho de 2009

UTILIDADE PÚBLICA

Gripe Suína: perguntas e respostas

Por Majô Casarotto, do Provedor UOL


Tudo o que você queria saber sobre a doença


O vírus do H1N1, visto em imagem ampliada de microscópio: fatal pelas complicações que produz em suas vítimas

Vírus se mantém vivo até 10 horas sobre superfície lisa ou maçaneta
Seguindo informativo divulgado pelo Ministério da Saúde, elaboramos, em formato de perguntas e respostas bem objetivas, esse texto, para esclarecer as principais dúvidas sobre a Gripe Suína, pandemia que se tornou uma das maiores preocupações do mundo atual.

1 - Quanto tempo dura vivo o vírus suíno numa maçaneta ou superfície lisa?
Até 10 horas.

2 - Quão útil é o álcool em gel para limpar-se as mãos?
Torna o vírus inativo e o mata.

3 - Qual é a forma de contágio mais eficiente deste vírus?
A via aérea não é a mais efetiva para a transmissão do vírus, o fator mais importante para que se instale o vírus é a umidade (mucosa do nariz, boca e olhos). O vírus não voa e não alcança mais de um metro de distancia.

4 - É fácil de se contagiar em aviões?
Não. É um meio pouco propício para ser contagiado.

5 – Então, como posso evitar a contaminação?
Não passar as mãos no rosto, olhos, nariz e boca. Não estar com gente doente... Lavar as mãos mais de 10 vezes por dia.

6 - Qual é o período de incubação do vírus?
Em média, de 5 a 7 dias. E os sintomas aparecem quase imediatamente.

7 - Quando se deve começar a tomar o remédio?
Dentro das 72 horas e os prognósticos são muito bons. A melhora é de 100%.

8 - De que forma o vírus entra no corpo?
Por contato ao dar a mão ou se beijar no rosto e pelo nariz, boca e olhos.

9 - O vírus é letal?
Não. O que ocasiona a morte do paciente é a complicação da doença causada pelo vírus, que é a pneumonia.

10 - Que riscos têm os familiares de pessoas que morreram?
Podem ser portadores e formar uma rede de transmissão.

Uso das tais máscaras descartáveis só é mesmo recomendado àqueles que estão contaminados

Ônibus e outros locais públicos são propícios para a disseminação do vírus
11 - A água de tanques ou caixas de água transmite o vírus?
Não, porque contém químicos e está clorada.

12 - O que faz o vírus quando provoca a morte?
Uma série de reações como deficiência respiratória. A pneumonia severa é o que ocasiona a morte.

13 - Quando se inicia o contágio? Antes dos sintomas ou até que se apresentem?
Desde que se tem o vírus, ou seja, antes dos sintomas.

14 - Qual é a probabilidade de recair com a mesma doença?
De 0%, pois fica-se imune ao vírus suíno.

15 - Onde se encontra o vírus no ambiente?
Quando uma pessoa portadora espirra ou tosse, o vírus pode ficar nas superfícies lisas como maçanetas, dinheiro, papel, documentos, sempre que houver umidade. Já que não será esterilizado o ambiente, recomenda-se extremar a higiene das mãos.

17 - O vírus ataca mais às pessoas asmáticas?
Sim. São pacientes mais suscetíveis, mas ao se tratar de um novo germe, todos somos igualmente suscetíveis.

18 - Qual é a população que está sendo atacado por este vírus?
Pessoas entre 20 e 50 anos.

19 - É útil a máscara para cobrir a boca?
Existem alguns produtos de maior qualidade que outros, mas se você não está doente, usar a máscara é pior, pois o vírus, pelo seu tamanho, atravessa a máscara, como se ela não existisse. Além disso, usar a máscara, sem se estar infectado, cria-se, na região entre o nariz e a boca, um microclima úmido, proprício ao desenvolvimento viral. Mas, atenção: se você já está infectado, use-a para não infectar aos demais, apesar de que é relativamente eficaz.

20 - Posso fazer exercício ao ar livre?
Sim. O vírus não anda no ar, nem tem asas.

O consumo de carne de porco está liberado
21 - Serve para alguma coisa tomar Vitamina C?
Não serve para nada, no sentido de prevenir o contágio deste vírus, mas ajuda a resistir a seu ataque.

22 - Quem está a salvo desta doença ou quem é menos suscetível?
A salvo não esta ninguém, o que ajuda é a higiene dentro de lar, escritórios, utensílios e não ir a lugares públicos.

23 - O vírus se move?
Não. O vírus não tem nem patas nem asas. A pessoa é quem o coloca dentro do organismo, por meio das mãos, em contato com os próprios olhos, nariz ou boca.

24 - Os animais de estimação pegam o vírus?
Este vírus não.

25 - Se vou ao velório de alguém que morreu desse vírus, posso me contagiar?
Não.

26 - Qual é o risco das mulheres grávidas que contraírem este vírus?
As mulheres grávidas têm o mesmo risco, mas por dois (ela e o bebê). Elas podem tomar os antivirais, mas em caso de contágio e com estrito controle médico.

27 - O feto pode ter lesões, se uma mulher grávida se contagia com este vírus?
Não sabemos que estragos podem fazer no processo, já que é um vírus novo.

28 - Posso tomar ácido acetilsalicílico (aspirina)?
Não é recomendável, pois pode ocasionar outras doenças, a menos que você tenha prescrição por problemas coronários, nesse caso siga tomando a aspirina.

29 - Serve para algo tomar antivirais antes dos sintomas?
Não serve para nada.

30 - As pessoas com HIV, diabetes, câncer etc. podem ter maiores complicações que uma pessoa sadia, ao contrair o vírus?
Sim.

Laboratórios estão trabalhando para o desenvolvimento de uma vacina contra a doença

Usar máscara sem estar contaminado pode facilitar ainda mais o desenvolvimento do vírus
31 - Uma gripe convencional forte pode se converter no H1N1?
Não.

32 - O que mata o vírus?
O sol, ficar exposto mais de 5 dias no meio ambiente, sabão, os antivirais, álcool em gel.

33 - O que fazem nos hospitais para evitar contágios a outros doentes que não têm o vírus?
O isolamento.

34 - O álcool em gel é efetivo?
Sim, muito efetivo.

35 - Se estou vacinado contra a influenza estacional, sou inócuo a este vírus?
Não serve para nada, ainda não existe vacina para este vírus.

36 - Este vírus está sob controle?
Não totalmente, mas estão tomando medidas agressivas de contenção.

37 - O que significa passar de alerta 4 a alerta 5?
A fase 4 não faz as coisas diferentes da fase 5, significa que o vírus se propagou de Pessoa a Pessoa em mais de 2 países; e fase 6 é que se propagou em mais de 3 países.

38 - Aquele que se infectou com este vírus e se curou fica imune?
Sim.

39 - As crianças com tosse e gripe têm influenza?
É pouco provável, pois as crianças são pouco afetadas.

40 – Quais as medidas que as pessoas que trabalham devem tomar?
Lavar as mãos muitas vezes ao dia.

41 - Posso me contagiar ao ar livre?
Se há pessoas infectadas e que tussam e ou espirrem perto, pode acontecer, mas a via aérea é um meio de pouco contágio.

42 - Pode-se comer carne de porco?
Sim. Não há nenhum risco de contágio.

43 - Qual é o fator determinante para saber se o vírus já está controlado?
Ainda que se controle a epidemia agora, no inverno boreal (hemisfério norte) pode voltar e ainda não haverá uma vacina.

domingo, 26 de julho de 2009

BREVE ANÁLISE SOBRE A UNE

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Muitos criticam as posições da UNE nos últimos anos, principalmente pela hegemonia da União da Juventude Socialista, organização ligada ao Partido Comunista do Brasil.

De fato, não observamos mais no ambiente universitário as lutas estudantis das últimas 6 décadas quando a UNE, e não uma força política específica, protagonizou as principais bandeiras de interesse do povo brasileiro. Do Petróleo é Nosso ao Fora Collor.

Nos anos 90 e início dos 2000, a UNE lutou contra a implementação do projeto neoliberal no Brasil e no mundo, se solidarizando constatemente com a liberdade e a autodeterminação dos povos: da causa palestina ao embargo á Cuba. Fidel, inclusive, esteve no CONUNE de 1999 e fez um discurso histórico de 5 horas e meia, bem ao estilo 'breve' do Comandante.

A partir da vitória de Lula em 2002 e sua posse, a relação com os movimentos sociais mudou e isso inclui a UNE que passou a ser convidada a propor ações de Estado, como o Reuni que inclusive sofreu alterações sugeridas pela própria UNE.

A partidarização tão criticada é discurso sofismático. As pessoas num Estado democrático tem liberdade plena em escolher seu lado, sua organização partidária ou agrupamento ideológico. A despolitização só favorece aos poderosos que teimam em não aceitar que o Brasil é governado por uma veia democrático-popular e presidido por um retirante nordestino e líder operário.

Por sinal, qual é o problema de um presidente da república comparecer a um congresso da UNE? Sera que ele só pode/deve ser presente nas reuniões da classe burguesa? E o que tem demais o poder público auxiliar na logística do congresso? E se fosse do sistema S (senai, sesc, sest, etc.), quando isso ocorre, e frequentemente, não vejo reação de 'espanto' da mídia burguesa. O medo da organização popular supera todos os limites do sinismo.

Nas relações internas, se a UJS/PCdoB é majoritária desde 1991, é por mérito dela, não entremos na questão das práticas tão criticadas para atingir seus fins. Mas o próprio PT que é o maior partido de esquerda da América Latina, se divide em 3,4,5 chapas e algumas delas fazem composição com a UJS, enquanto outras se aliam a aparteantes tucanas supostamente de esquerda como o PSTU/PSOL. E olhe que a Juventude Petista (JPT) foi reorganizada a nível nacional recentemente, mas reproduz na UNE o equívoco de suas divergências umbilicais partidárias na disputa da entidade.

Sendo assim, cabe à UNE como entidade representativa sexagenária dos estudantes levantar as bandeiras de luta em nome da soberania nacional, contra a CPI que pretende retomar a privatização da Petrobras e em favor dos interesses patrióticos, da educação popular, de qualidade e includente à classe operária.

A UNE SOMOS NÓS, NOSSA FORÇA E NOSSA VOZ!!!

A UNE É CHAPA BRANCA?

http://www.diaadiaeducacao.pr.gov.br/diaadia/diadia/arquivos/Image/comunidade/UNE.jpg


Quem analisa os movimentos sociais a partir de uma perspectiva que leva em conta a contingência e a subjetividade dos atores, sem esquecer os aspectos históricos e institucionais, não ignorou o objetivo do enquadramento da cobertura que a grande imprensa fez tanto do 51º Congresso da UNE ( União Nacional dos Estudantes) quanto da participação do presidente Lula em sua abertura.

O tom sarcástico dos títulos ("Patrocinada pela Petrobrás, UNE faz manifestação contra CPI"- Folha de São Paulo,16/7) e o coro unificado de articulistas, relacionando o patrocínio público a entidades estudantis com aparelhamento de sua pauta de reivindicações, não deixam margem para dúvidas: o Estado-Maior das redações não mediu esforços para projetar o movimento como setor social cooptado politicamente pelo governo.

Não foi gratuito o destaque dado ao “cândido" senador Cristovam Buarque (PDT-DF) que, contrapondo ingenuidade e oportunismo, afirmou que o " problema da UNE não é que tenha se vendido, mas sem dúvida se acomodou. Há um silêncio reverencial dos jovens que deveriam apoiar qualquer CPI". Perdeu uma ótima oportunidade de ficar calado.

Finge não saber que os movimentos sociais aprenderam a dialogar com o governo sem perder a autonomia, sua identidade específica. Ignora uma trajetória de lutas que sempre conjugou funcionamento democrático das instituições com a universalização do ensino superior público, a regulamentação do ensino privado e a garantia de métodos de avaliação socialmente referenciados. Graças a isso não caiu na armadilha neoliberal da “ideologia antiestal da liberdade" e, apesar do refluxo dos anos 1990, foi capaz de articular suas demandas específicas com a de outros setores.

O que o senador brasiliense e a imprensa parecem desconhecer é que no 47ª Congresso, realizado em 2001, o PSDB surgiu, como relata Clóvis Wonder para o jornal “A Classe Operária", pedindo " uma CPI para a UNE, com o objetivo claro de confundir os estudantes e abrir uma cortina de fumaça para proteger o governo FHC, saiu amplamente derrotado no congresso. Os estudantes majoritariamente rechaçaram suas intervenções no evento e derrotaram suas propostas". É estranho que Cristovam Buarque, então quadro político do PT, não soubesse que os jovens não apóiam qualquer CPI.

A UNE nasceu em 11 de agosto de 1937, coincidindo com a instauração do Estado Novo. Combater regimes autocráticos foi, desde sempre, sua marca constitutiva. Em 1947, no 10ª Congresso, os estudantes lançaram manifestos nacionalistas que dariam origem a uma das maiores campanhas popular do país: a do “O petróleo é nosso". Como conseqüência dessa mobilização, em 1953, seria criada a Petrobrás, empresa estatal que, até o governo tucano, detinha o monopólio da exploração do petróleo no Brasil. Há algum desvio quando a atual gestão se opõe a uma CPI que trará imensos danos à estatal? É a isso que a grande imprensa chama de direção chapa-branca? Esse é motivo da estupefação do sempre ético Cristovam?

Seus principais documentos sempre afirmavam que era necessário apoiar as empresas nacionais, dando-lhes privilégios em termos de crédito, legislação e recursos técnicos; reclamavam a realização de uma reforma agrária e o desenvolvimento do mercado interno como forma de estimular a economia brasileira. Uma questão fundamental para os interesses do país, segundo os estudantes, era a adoção de uma política externa independente.

Excetuando a questão agrária, onde ainda há muito que avançar, qual o motivo para a UNE se opor ao governo Lula? Projetos como o Reuni e o Prouni que, respectivamente, ampliam as universidades públicas e concedem bolsas em instituições de ensino privado a estudantes carentes não contemplam reivindicações antigas da entidade? Por que o diálogo desrespeita a autonomia que o movimento estudantil deve guardar em relação aos poderes instituídos?

Não deixa de ser engraçado como é articulada a crítica na grande imprensa. A base de comparação é sempre com uma “antiga UNE”, aquela que "orgulhava a cidadania". Seria o caso de perguntar quando surgiu essa admiração dos senhores da mídia pela organização ? Em 1964, estavam em lados opostos. Após sua reconstrução em 1979, ao contrário da grande mídia, a UNE marcou presença nos movimentos de oposição ao Regime Militar, lutando na campanha pela anistia. Em 1981, comandou uma greve nacional diante da recusa do Ministério da Educação em atender a uma pauta de reivindicações. Em 1984, enquanto as corporações midiáticas sabotavam a campanha das diretas-já, os estudantes engrossaram a mobilização popular. A grandeza da UNE se fez na contramão da pequenez de uma imprensa que teima em reescrever a história. E esse dado não é irrelevante para a apreensão da atual conjuntura.

O movimento estudantil não perdeu sua identidade. Como analisou a estudante de jornalismo, Débora Pereira, para a revista Carta Capital “a UNE deixou de fazer resistência ao projeto neoliberal para passar a fazer proposições. Mudou a relação do movimento social com o estado” Com isso ela não disse que cessaram agendas e temas de luta.

Estão presentes, como imperativos para a consolidação da democracia, a extinção do monopólio dos meios de comunicação, o fim da Desvinculação dos Recursos da União, a abertura imediata de todos os arquivos da ditadura militar e punição de todos os crimes cometidos pelo regime, entre outros. Essa agenda coincide com os editoriais de qual jornal? Quem define a cor da chapa? Qual a tonalidade de cada um?

Gilson Caroni Filho é professor de Sociologia das Faculdades Integradas Hélio Alonso (Facha), no Rio de Janeiro.

'SARNEY É A PONTA DE UM ICEBERG CHAMADO MARANHÃO'

http://3.bp.blogspot.com/_H_0Lvrr7bK8/SlX1kKlbq1I/AAAAAAAACUI/fENuH3i5NRw/s400/Sarney+e+PT.jpg

Do Blog do Noblat.

Primeira manifestação pública de Jackson Lago (PDT) depois de ter sido afastado pela Justiça do governo do Maranhão e substituído por Roseana Sarney (PMDB):

"O verdadeiro ato secreto é o Maranhão. Aqui, não são os parentes que são nomeados para os cargos, são os cargos que são criados para os parentes.

As instituições têm dono. Nomeiam-se tribunais, fóruns, assembléias, câmaras e até cidade com o sobrenome Sarney.

Aqui, o presidente Lula jamais inaugurou uma obra.

Aqui, o governador eleito pelo povo não indicou ou nomeou quem quer que seja para um único cargo federal.

Aqui, o golpe de 64 ainda não acabou. O estafeta dos generais, o fiador do golpe é o seu testamentário.

Aqui, parentes presidem o Tribunal Eleitoral. O Tribunal de Contas intimida prefeitos com o nome da governadora em sua fachada. Uma máquina de mentiras controla os meios de comunicação para atacar e difamar os adversários.

A Justiça vergonhosamente curvou-se para cassar a soberana vontade do povo maranhense.

Sem cargo público, sem mandato, fui acusado de abuso de poder econômico e de mídia. Décadas de luta, de sangue, de construção de uma alternativa democrática, foram surrupiadas por quatro votos.

A Constituição foi rasgada para dar posse ao perdedor.

Que o Brasil não se iluda. Sarney é apenas a ponta de um iceberg chamado Maranhão.

ANÁLISE SOBRE AS ELEIÇÕES DIRETAS DO PT


O Partido dos Trabalhadores inicia mais um PED (Processo de Eleições Diretas) nos níveis nacional, estaduais e municipais, a fim de que seus filiados escolham os novos dirigentes partidários.

No âmbito das tendências, há 6 candidaturas expostas com chances de demarcar seus campos de ação: José Eduardo Dutra, Construindo um Novo Brasil; José Eduardo Cardozo, Mensagem ao Partido; Iriny Lopes, Articulação de esquerda; Geraldo Magela, Movimento PT; Serge Goulart, Esquerda Marxista e Marcus Sokol, O Trabalho.

Pontos de vistas à parte, são camaradas preparados para conduzir o Partido aos pleitos de 2010, cada qual com seu grupo, unânimes em relação à candidatura da ministra Dilma Roussef à sucessão do presidente Lula.

Em Pernambuco, os campos se dividem na possível reeleição de Jorge Perez (CNB), do lançamento de um nome do Campo de Esquerda Unificado (CEU) e outro do O Trabalho. Exceto este último, as duas primeiras lideradas respectivamente pelos secretários Humberto Costa e João Paulo coadunam a reeleição do governador Eduardo Campos (PSB), cabendo apenas a divergência quanto ao nome postulante a uma das chapas do senado: Maurício Rands (CNB) e João Paulo (CEU).

Em Petrolina, resta o impasse. Não há conversas explícitas quanto a um nome que possa unir o Partido, tarefa impossível no âmbito local. Na CNB há dúvidas quanto à reeleição da presidente Mana, por motivações de ordem pessoal a companheira não estaria disposta à tentar se reconduzir e no CEU, o provável nome será o do companheiro Salomão, que disputou a eleição passada. Quiçá haja uma terceira candidatura que está sendo discutida e será ampliada com todos os agrupamentos a fim de que seja respeitada a proporcionalidade de votos de cada um na composição do diretório municipal e que haja o mínimo de bom senso na formação da Comissão Executiva Municipal.

Afinal, sem proselitismos, o PT unido é forte e imbatível.

O tempo é o senhor da razão, bem como a prática é o critério da verdade.

FILMOGRAFIA PARA DEBATES

O HISTÓRIA VERMELHA inaugura hoje um espaço destinado a estudantes, professores, formadores de opinião e profissionais liberais (que nas palavras de João Cabral de Melo Neto: "não se libertaram ainda"), a fim de propiciar debates nos mais variados ambientes da sociedade.

Abraços a todos e a todas e esperamos que gostem das nossas indicações.

MILK: A VOZ DA IGUALDADE



Estava vendo uns filmes nesse período de recesso e um me chamou a atenção pela fotografia, maquiagem, indumentária e forte capacidade teatral de atuação: MILK: a voz da igualdade. Estrelado por Sean Penn, que por sinal surpreende mais uma vez ao incorporar o personagem em jogo.

A película baseada em fatos (se é fato... é real. Olha o pleonasmo!), trata de luta de um homossexual de São Francsco-EUA pelo reconhecimento dos direitos dos GLBTT nos anos 70. Do boicote comercial a quem praticava homofobia, passando à luta contra policiais que agrediam as manifestações do movimento.

Harvey Milk acaba sendo eleito Surpevisor de São Francisco (equivalente ao cargo de vereador no Brasil), e tem seu trabalho reconhecido por vários segmentos sociais, fossem homo ou heterossexuais. Vale a pena assistir, como já disse a imagem retrata a São Francisco dos anos 70 e a atuação do elenco é de primeira categoria. Para os professores, vai a indicação de utilizá-lo nas aulas de sociologia e de direitos humanos. Palavras-chaves: Homofobia; direitos civis; igualdade; democracia.

sábado, 25 de julho de 2009

50 SESSÕES EM SEIS MESES E ACHAM MUITO!

http://camarapetrolina.no-ip.org:8180/camara_petrolina/galeria-de-fotos/estrutura/faxada.jpg/image_preview


Muito interessante a propaganda institucional da Câmara de Petrolina ao divulgar que em 6 meses de 'trabalho' ocorreram mais de 50 sessões.

Ora! 50 sessões significam 50 dias trabalhados. Em seis meses ocorrem cerca de 150 dias úteis, ou seja, os parlamentares descansaram cerca de 100 dias remunerados pelos contribuintes do Município.

Está na hora de acabar com essa mamata.

Como professor ministro mais de 60 aulas POR SEMANA!!!! Isso sem contar o que despendo fora do expediente: elaboração de aulas, formulação e correção de provas/atividades, etc.

Eu não quero trocar minha jornada de trabalho com a de um vereador, mas gostaria que eles trabalhassem tanto quanto eu e vários educadores a fim de melhorar o cotidiano da nossa sociedade. Trabalhamos nessa forma desumana devido aos parcos salários que recebemos, ao contrário dos nossos edis.

Em tempo: as sessões ocorrem a partir das 17hs, ou seja, o legislador ainda tem tempo para se destinar a outra atividade profissional.

O CUSTO DE CADA PARLAMENTAR NO BRASIL

CADÊ O POVO NAS RUAS????

http://www.youtube.com/watch?v=1jU7wbEhdr8

MOVIMENTO ESTUDANTIL ANOS 90

Camaradas,

Fuçando o Youtube, lembrei de algumas palavras de ordem e chapas de DA, DCE e da UNE que inspiraram o movimento estudantil nos anos 90.

A maioria vinha das músicas dos Titãs, Paralamas, Engenheiros, Barão Vermelho e Nação Zumbi.

Seguem algumas para recordar os bons tempos dos movimento combativo que detonou até um presidente mafioso.

NÓS NÃO VAMOS PAGAR NADA!!!

http://www.youtube.com/watch?v=kWv4IyfoG_w

QUE PAÍS É ESSE

http://www.youtube.com/watch?v=dsh4heG1k1o

TODA FORMA DE PODER

http://www.youtube.com/watch?v=r58Zd7FVNq4

DA LAMA AO CAOS

http://www.youtube.com/watch?v=bjRhU5owRV0

NÃO VOU ME ADAPTAR

http://www.youtube.com/watch?v=2rGA1olf-ZI

PRO DIA NASCER FELIZ

http://www.youtube.com/watch?v=-IjQ3zaO57c

DECLARE GUERRA A QUEM FINGE TE AMAR

http://www.youtube.com/watch?v=81PoBASZYAE

sexta-feira, 24 de julho de 2009

PV QUER LANÇAR MARINA SILVA À PRESIDÊNCIA

Por Rosângela Bittar
Valor Econômico

Por sua biografia, prestígio internacional, coerência de ideias, coragem, Marina Silva poderia escolher qualquer partido, especialmente se estiver mais à esquerda, onde vem se situando antes mesmo dos primeiros passos eleitorais dados no Acre, para criar sua base de atuação. Contudo, não cogitou ainda de transferir-se do PT, o Partido dos Trabalhadores, onde ingressou depois de, primeiro, militar na CUT como líder seringalista do grupo do já lendário Chico Mendes, para qualquer outra agremiação

Isto não significa que as legendas não estejam cobiçando a líder ambientalista.. O Partido Verde (PV) saiu na frente, quer Marina para ser sua candidata a Presidente da República e está se adiantando porque, nas avaliações que fez, considera pífio o apoio que o PT dá a ela, às suas teses, a seu trabalho. O PT e, mais que ele, o governo Luiz Inácio Lula da Silva inteiro, do qual Marina foi a ministra do Meio Ambiente do primeiro mandato e do início do segundo.

O PV tem uma avaliação pior da relação da senadora com o PT e o governo do que ela própria. Olhando de fora, avalia o Partido Verde que ela não conseguiu espaço no PT, tem sido motivo de ironias por suas posições consideradas radicais, não tem interlocutor para estabelecer o diálogo, não é vista como símbolo, o ícone que realmente é.

A ex-ministra não parece descortinar cenário tão negativo nas suas relações com o partido. Objeções que fez à MP 458, da regularização fundiária, foram seguidas por quase todos os senadores petistas, com exceção de apenas um. Isto a acalenta e dá combustível partidário. Mas quem tem razão é o PV, é realmente pouco.

Na verdade, Marina Silva coleciona derrotas nas lutas que enfrenta pelo Meio Ambiente, tantas quantos são os prêmios nacionais e internacionais com que é agraciada mundo afora. Hoje mesmo está na Noruega para receber troféu e US$ 100 mil do prêmio "Sofia 2009", da Fundação Sophie, "por sua coragem, criatividade, habilidade de fazer alianças e sobretudo pelos resultados alcançados na luta pela preservação da Amazônia". Este é o quarto prêmio internacional que recebe depois que deixou o governo e voltou ao Senado, há um ano: do príncipe Philip da Inglaterra, ganhou a medalha Duque de Edimburgo, em reconhecimento a sua luta em defesa da Amazônia brasileira (o mais importante concedido pela WWF); recebeu, também, o "World Rainforest Award", concedido pela Rainforest Action Network (RAN) como reconhecimento por seu compromisso de proteger a floresta tropical; e o XIV Premio N"Aitun 2009, destinado a pessoas e instituições que se destacam na defesa do meio ambiente.

A senadora venceu outros dez prêmios internacionais, ganhou dezenas de prêmios e medalhas nacionais e já foi escolhida, pelo jornal britânico "The Guardian", em 2007, uma das 50 pessoas em condições de ajudar a salvar o planeta. As derrotas, porém, têm igual calibre. Marina, em entrevista à revista "Época", neste fim de semana, disse, sobre a ministra Dilma Rousseff, a mais poderosa integrante do governo e candidata à sucessão do presidente Lula, que a chefe da Casa Civil não tem uma visão de sustentabilidade ambiental igual à sua. "Ela ainda tem uma relação muito forte com a visão tradicional e antiga de desenvolvimento". A senadora criticou também o governo como um todo, sem isentar o Presidente Lula. Disse que a MP 458 foi a pior iniciativa do governo até hoje, praticamente atribuindo à medida a frustração de "30 anos de luta para evitar que a Amazônia virasse uma terra sem lei". Sobraram farpas também para o ministro das estratégias, Mangabeira Unger.

No governo, Marina perdeu o Plano Amazônia Sustentável para o ministro Mangabeira Unger (uma das gotas d"água para sua saída do Ministério, a outra foi Lula ter afrouxado o pacote ambiental que previa restrição de crédito rural e recadastramento fundiário nos 36 municípios campeões de desmatamento); foi voto único e vencido contra a retomada das obras de Angra 3; foi derrotada na liberação comercial dos transgênicos para o ex-ministro da agricultura, Roberto Rodrigues; assistiu à ministra Dilma Rousseff atropelar o licenciamento do rio Madeira.

Desde a volta ao Senado coleciona derrotas parlamentares: da MP 458, de regularização fundiária, à criação do Ministério da Pesca com a usurpação de poderes do Ibama sobre fiscalização e licenciamentos; da taxa de compensação ambiental sobre valor de obras, ao código florestal que pode, realmente, vir a ser uma das maiores derrotas dos ambientalistas para os ruralistas. A senadora concorda que a questão ambiental é períférica para governo, para empresas e vários setores da sociedade, mas suas ideias têm adesão no seu partido. A desproporção, porém, é evidente vista de fora.

O Partido Verde já teve com ela duas ou três conversas objetivas, bem inseridas no jogo da sedução, mas Marina não deu qualquer sinal de que é possível transferir-se, no momento, para uma agremiação que trate suas preocupações como o centro do mundo. O PV aponta, para Marina, uma candidatura ao que ela quiser, Senado, Câmara, Governo, mas o que gostaria mesmo o Partido Verde é tê-la como candidata a Presidente da República, ficando Fernando Gabeira como candidato a Senador, por este caminho, agregar votos para a estruturação do partido.

Já existe um blog dos partidários desta postulação que a ex-ministra atribui, modestamente, a "coisa de estudantes". Segundo análises preliminares, Marina teria uma votação maior do que a possível, hoje, para a ex-senadora Heloisa Helena, por exemplo, que está, inclusive, perdendo o eleitorado do funcionalismo público, novamente reconciliado com Lula. Marina Silva teria espaço garantido na classe média, onde o PV se vê, também, com base sólida. E poderia iniciar sua trajetória com 8% a 9% dos votos, reunidos pelo seu carisma e suavidade, atributos que são seus mais do que de outros bem sucedidos candidatos.

quarta-feira, 22 de julho de 2009

FALA NA CARA! CQC E PAULO MALUF.

O homem sempre rouba a cena... O fundo musical do Poderoso Chefão foi bem oportuno. rsrsrsrs.

http://www.youtube.com/watch?v=URdkCO0Qqmk

terça-feira, 21 de julho de 2009

ERA UMA VEZ OS TUCANOS

http://www.joildo.net/wp-content/photos/charges/cpi_tucanos_pelicano.jpg

PETROBRAS: POR QUE O 'PAQUIDERME' INCOMODA A OPOSIÇÃO?

Falta de seriedade e má-fé não costumam dar bons resultados em profissão alguma. Em jornalismo, a união das duas "qualidades" costuma ser fatal. Se, de um lado, agrada ao leitor militante, aquele para quem a informação serve apenas para reiterar sua visão de mundo biliosa, de outro, põe em xeque a existência da própria imprensa como principal instância de visibilidade da vida pública. A justeza dessas observações parecem não preocupar os editores de O Globo. Pelo menos, os de política e economia.

Em sua edição de quinta-feira, 16 de julho, no alto da página 3, encontramos um artiguete que parece reforçar a tese de que a procura de isenção deve começar reunindo tudo o que houver de mais parcial, distorcido e tendencioso. A verdade, nas grandes redações, costuma estar escrita em código na mentira deslavada.

Intitulado “Ato falho", o pequeno editorial destila raiva e descontextualização. Serve puramente como pretexto para o jornalismo de campanha. Um vale-tudo que, ao contrário da luta que leva esse nome, não tem quaisquer impedimentos, sendo permitidas cotoveladas, cabeçadas e, principalmente, barrigadas. O objetivo primário é suprir a ausência de discurso organizado da oposição, animando o seu eleitor com critérios de análise baseados no denuncismo vazio.

Vamos ao texto do Globo: "Embalado pelo clima de comício que tem acompanhado suas incursões pelo país, Lula saiu em defesa da Petrobras, supostamente ameaçada de privatização."(...) Esse paquiderme agora é nosso". Pode ser simples menção ao slogan pela criação da estatal na década de 50- "o petróleo é nosso"- ou um ato falho derivativo do poder que sindicatos passaram a ter na empresa desde 2003. Por ironia, este aparelhamento é que significou uma privatização, só que em benefício de pequenos grupos de militantes sindicais e de partidos aliados ao Palácio"

No desdobramento do raciocínio do editor, o que há de plausível? O que vem a ser o “aparelhamento" que freqüenta as páginas do jornal com a mesma assiduidade que as louvações ao mercado e das contumazes críticas à ineficiência do Estado? Se o termo se refere a loteamento, entre militantes do partido e políticos da base aliada, de cargos estratégicos na administração da Petrobras, seria interessante uma matéria dominical que demonstrasse a existência de fisiologismo no fato de funcionário de carreira de uma empresa estatal ter preferência partidária. E mais: que essa preferência atropele planos de carreira ou premie a incompetência.

Seria o caso de perguntar em que governo o Globo viu a administração pública ser ocupada por burocratas ideais weberianos? No de Fernando Henrique Cardoso que vendeu 36% das ações da Petrobrás, que pertenciam à União Federal, na bolsa de Nova Iorque, por cerca de US$ 5 bilhões, sendo que hoje elas valem mais de 120 bilhões? A excelência administrativa consiste, como foi feito no governo tucano, em manipular a estrutura de preços dos derivados do petróleo em benefício das distribuidoras?

Uma empresa “não aparelhada" é aquela que descumpre acordo de aumento de salários e reprime o movimento de sindicalistas com forças do exército? A boa gestão é a que quebra o monopólio estatal do petróleo? O modelo ideal é aquele em que a Petrobrás descobria bacias de petróleo e o investimento era transferido para o exterior através dos criminosos leilões da ANP?

Os artiguetes do Globo e a CPI da Petrobrás têm o mesmo objetivo. Além de interesses eleitorais, visam a destruir a empresa vista por Sérgio Mota, ministro e amigo de FHC, "como um paquiderme que consumia US$ 9 bilhões em importações, prejudicando a balança comercial e a sociedade brasileira". Segundo ele, caberia a David Zylbersztajn, então diretor da ANP, desmontar "osso por osso" a estatal. Essa é a missão que mobiliza quadros políticos do consórcio demo-tucano. Além da sobrevivência política, esse é o eixo das perorações de Arthur Virgílio, Álvaro Dias e Demóstenes Tôrres, entre outros representantes da direita figadal. Não é por outro motivo que os jornais se empenham em investigar “irregularidades inadmissíveis.”

O que está em jogo é o destino de uma empresa que hoje está em quarto lugar entre as 200 maiores do mundo. Some-se a isso um futuro marco regulatório que, segundo o presidente Lula,"irá balizar o setor e evitará que outros governos tentem "privatizar" o insumo e conceder sua exploração a empresas privadas" e surge a noção exata do paquiderme que incomoda o entreguismo.

Gilson Caroni Filho é professor de Sociologia das Faculdades Integradas Hélio Alonso (Facha), no Rio de Janeiro, colunista da Carta Maior e colaborador do Jornal do Brasil

PRESIDENTE JANGO (PARTE 1)

Fotos: Álbum de família
Desilusão: no exílio, mesmo ao lado de Maria Thereza e dos filhos, Jango não era sombra do presidente das reformas
Leia trecho das cartas que Jango trocava com o filho


40 anos de golpe militar
Jango, o desconhecido
Quarenta anos depois de
derrubado, João Goulart –
o presidente que morreu no exílio –
continua sendo um personagem
esquecido pelos brasileiros
Aziz filho

Ele dobrou o salário mínimo, recebeu o legado do mito Getúlio Vargas, aproximou o Brasil da China, governou no parlamentarismo e no presidencialismo, impôs à agenda nacional a reforma agrária e o limite de remessa de lucro das multinacionais e, derrubado pela última das ditaduras, foi o único presidente a morrer no exílio.

Só os detalhes explosivos da biografia do gaúcho João Belchior Marques Goulart já seriam suficientes para alçá-lo à galeria das grandes figuras do País, batizar praças e ocupar espaços nobres nos livros de história. Em 4 de abril de 1964, no entanto, Jango partiu para o esquecimento. Deixou como última herança para o imaginário popular as fotografias ao lado da bela Maria Thereza, no comício da Central do Brasil, no Rio de Janeiro, quando elevou a temperatura política ao grau máximo ao reforçar a promessa das reformas de base.

Em 1976, na Argentina, morreria nos braços da primeira-dama desterrada, que o povo comparava a Jacqueline Kennedy e a revista People incluiu entre as dez mais bonitas do mundo. Vinte e oito anos depois de sua morte e quatro décadas após o golpe que apeou o fazendeiro-sindicalista do poder, observadores da política ainda se debruçam sobre um dos enigmas da República: por que a figura de João Goulart é tão esmaecida? Por que Jango foi esquecido?

“Não há ruas com o nome dele e as aulas de história nem citam meu pai. É a minha mágoa”, desabafa a filha, Denise Goulart, na sala do apartamento onde as fotos de Jango e Maria Thereza disputam as atenções com a vista da lagoa Rodrigo de Freitas, no Rio de Janeiro. Denise tinha cinco anos quando deixou a Granja do Torto com a mãe e o irmão João Vicente, seis anos, num bimotor rumo ao Sul e ao exílio que mudaria para sempre a vida da família.

A pesquisadora Maria Celina D’Araújo, do Centro de Pesquisa e Documentação (CPDoc) da Fundação Getúlio Vargas, diz que o nome de Jango caiu em desuso por encabeçar a lista dos “malditos” de um regime que censurava tudo. “Alguns nomes foram resgatados, mas o dele, não. O cunhado (Leonel Brizola) bem que tentou resgatá-lo, mas também é meio maldito na história oficial”, compara. O diretor do Instituto Universitário de Pesquisas do Rio de Janeiro (Iuperj), Fabiano dos Santos, é incisivo: “Poucos teriam essa capacidade naqueles tempos, mas o fato é que ele não produziu resultados administrativos nem políticos tangíveis para ser lembrado.”

Não são raros os casos de presidentes depostos e execrados por suas nações. Geralmente são mandatários que envergonham os compatriotas pela corrupção ou atrocidades. Decididamente, não foi o caso de Jango. Uma das frases mais conhecidas no eterno debate sobre seus vícios e virtudes é de seu ministro da Casa Civil, Darcy Ribeiro: “Caiu pelas virtudes, não pelos defeitos.” Jango teria perdido o cargo por não recuar do ideal de distribuir renda, fortalecer a economia nacional e reformar a educação.

“Se fosse fraco, não teria caído. Teria aceito a exigência dos golpistas para dissolver a CGT e a UNE, prender os dirigentes sindicais, romper relações com Cuba”, reforça o doutor em ciências políticas Luiz Alberto Moniz Bandeira, autor de O governo João Goulart – as lutas sociais no Brasil, 1961-1964 (Ed. Revan). O fato é que Jango não conseguiu impedir o golpe de 1º de abril de 1964, que condenou as gerações seguintes ao que o controlador-geral da República do governo Lula, Waldir Pires, classifica como “lavagem cerebral”.

Fotos: Álbum de família
Jango trocava cartas com o filho João Vicente e não escondia a tristeza por estar longe do Brasil: “Um clima cada vez mais tenso”

“O Brasil vai reverter essa lavagem cerebral e Jango será lembrado como o primeiro que tentou democratizar o poder, a renda e a terra”, vislumbra Waldir, consultor-geral de Jango e autor da última mensagem ao Congresso, na noite de 1º de abril. Ele a redigiu e Darcy Ribeiro a assinou, desmentindo a informação de que o presidente abandonara o País – quando, na verdade, estava no Sul, analisando com Brizola a hipótese de resistir. Às 2h do dia 2, o presidente do Congresso, Auro de Moura Andrade, declarou vaga a Presidência, desligou os microfones e saiu do plenário, não sem antes ser agarrado e esbofeteado por outro parlamentar.

Waldir Pires, que se exilou no Uruguai e na França, era mais do que um assessor. Nas diversas cartas que escrevia a Jango, convidava o amigo a passear pela Europa, exortava-o a cuidar da saúde e tratava de política. Numa delas, elogia Jango pela recusa em integrar a Frente Ampla com Carlos Lacerda e Juscelino Kubitschek. “A fisionomia que o senhor tem no processo brasileiro o impede, sem dúvida, de atitudes semelhantes, seja às do Lacerda, seja às do Juscelino”, escreveu Waldir em dezembro de 1966.

Mas Jango acabaria aderindo à frente, agravando o atrito com Brizola. A Frente Ampla não resistiu à tenebrosa repressão de 1968 nem à ausência de líderes como Miguel Arraes, exilado na Argélia, e Brizola. Mesmo confinado no Uruguai, Brizola articulava uma insurreição de setores militares com o apoio de contingentes civis e o uso dos meios de comunicação.

PRESIDENTE JANGO (PARTE 2)

Fotos: Álbum de família
Início: nos primeiros tempos de exílio, a família Goulart reunida em Punta del Este

Em outra carta, de 1966, Waldir relata que, a seu pedido, Celso Furtado (ministro do Planejamento de Jango) procurara JK em Nova York. O plano era construir uma ponte entre os dois ex-presidentes. “Ele (JK) emitiu juízos a respeito da instabilidade de poder do atual governo, da inexistência de sustentação política em qualquer área da população e, mesmo, do que lhe parece a fragilidade da sustentação militar, pelo conflito de interesses dos vários grupos e pela disputa do poder pessoal que, hoje, domina as diversas facções do exército, na véspera da sucessão do Castelo Branco.”

Juscelino e Waldir não eram os únicos iludidos de que a ditadura duraria pouco. Em 12 de julho de 1964 um militar fiel a Jango, cuja assinatura não é identificada pela família, escreveu-lhe: “São um saco de gatos que já começam a miar. A desagregação dos vitoriosos começou mais cedo do que se esperava. Vamos aguardar com calma que qualquer dia basta um assoprão e isso cai. Não sei se são verdadeiras as notícias sobre seu estado de saúde; espero que não seja nada grave. É preciso que esteja firme para quando chegar a hora.”

Suicídio – Filho de fazendeiro e empresário talentoso, João Goulart saiu dos pampas para o cenário nacional pelas mãos de Vargas, de quem foi ministro do Trabalho. Com o suicídio do padrinho, em 1954, passou a comandar o PTB. Na época, os vice-presidentes eram eleitos separadamente. Sua primeira eleição foi como vice de Juscelino, em 1955. A segunda, como vice do adversário Jânio Quadros, em 1960. Ele assumiu com a renúncia de Jânio, em 1961, aceitou a imposição do parlamentarismo, mas recuperou os poderes com 82% dos votos do plebiscito de janeiro de 1961. A ligação com os sindicatos e a defesa apaixonada do nacionalismo getulista resultaram numa carreira turbulenta nos tempos de divisão do mundo entre capitalistas e comunistas. Apesar da tensão, Jango cativava o País com o estilo conciliador, o sorriso largo e uma vida de glamour.

“Havia muita fofoca envolvendo nós dois. Ele tinha muito charme, era bonito, rico, as mulheres enlouqueciam. Era um conquistador e muitas queriam ficar com ele, mas ele estava sempre comigo”, orgulha-se Maria Thereza, que mora só em um apartamento em Copacabana. “Não era só o Jango que era bonito. O Brizola, o Darcy e o Waldir Pires eram lindos. Foi o governo com os ministros mais lindos que já houve”, brinca, aos 65 anos. A primeira-dama que atraía os flashes no mundo reforça o inconformismo da filha. “Jango foi um grande patriota que lutava pelos mais pobres. Não merecia o esquecimento.”

As fotos da família expõem os efeitos irreversíveis do exílio no semblante de Jango. Abatido, com o olhar perdido, nem mesmo as brincadeiras com os filhos pareciam animá-lo. “Aqui (...) tudo o mesmo: Punta del Este, deserto (...) ontem “solamente los perros em las calles” (...) nada (...) nada (...) no inverno isso aqui é um inferno (...). Em Buenos Aires, um clima cada vez mais tenso. Há dois dias sequestraram do hotel e de sua residência os nossos amigos senador Micheline e o deputado Gutierrez Ruiz, uma monstruosidade que me leva a pensar no meu futuro na Argentina”, escreveu, em maio de 1976, para o filho João Vicente, que estava em Londres. Nas fotos do exílio, raras são as semelhanças com o “conquistador” jovem e sorridente. Os bons tempos tampouco se firmaram na memória da filha, Denise. “O que me vem à cabeça é um pai carinhoso, mais para gordo do que para magro, vestindo roupas simples na fazenda e muito triste”, sublinha Denise.

O pai carinhoso salta das várias cartas trocadas com o filho. João Vicente e Denise foram para a Inglaterra para fugir da Operação Condor, uma sinistra cooperação entre os governos militares brasileiro, argentino e uruguaio. Sempre preocupado com a saúde do pai, ao qual se referia como “grande amigo”, João Vicente o exortava a realizar exames na França, a abandonar o cigarro e a sair do Cone Sul, evitando especialmente a Argentina, onde tinha negócios.

“Tu precisas de um pouco de tranquilidade por tudo o que lutaste e sofreste por todos nós e por 100 milhões de brasileiros que esperam por ti. Aqui na distância estou sempre te esperando, no meu espírito está sempre presente”, escreveu, em 29 de junho de 1976. “Várias vezes sonho contigo de noite e me sinto muito feliz no outro dia (...) por favor não volte para a Argentina, dê uma procuração para o Cláudio ou alguém, mas não volte, pois tu não precisas daquilo tão pequeno na imensidade que tu representas. É a única coisa que te peço”, insistia o filho. Jango se dividia entre dois sonhos. O maior, evidentemente, era voltar ao Brasil. “Ele queria desembarcar no Galeão e ver no que dava, não aguentava mais o exílio”, lembra Waldir Pires.

Na impossibilidade de retornar à pátria, planejava mudar-se para Paris, próximo dos filhos e longe dos governos fechados da América do Sul. Em 6 de dezembro, morreu de infarto, aos 57 anos. Estava com Maria Thereza em sua Fazenda La Villa, no último país onde o filho queria vê-lo. Voltou ao Brasil para ser enterrado em São Borja. O cortejo, com 30 mil pessoas, teve pouquíssimo espaço na imprensa. Era o ano de 1976 e o Brasil ainda estava em plena lavagem cerebral.

FONTE: ISTO É

domingo, 19 de julho de 2009

ESTUDANTE DA USP É O NOVO PRESIDENTE DA UNE

FONTE: ESTUDANTE.NET

Augusto Chagas atribui ao fato de ter tido contato com o movimento estudantil no primeiro ano de faculdade aos 19 anos a ampliação de sua visão sobre o mundo

No Congresso mais representativo de sua história, a União Nacional dos Estudantes elegeu o paulistano Augusto Chagas, de 27 anos, são paulino declarado e fã de Telê Santana, estudante de sistemas de informação da Universidade de São Paulo (USP-Campus Leste). Augusto estará à frente de uma das mais importantes e tradicionais organizações da sociedade civil brasileira no próximo biênio.

A partir desse domingo (19), ele passa a figurar entre o seleto grupo dos que chegaram à presidência da UNE, nomes peso-pesado como José Serra, Aldo Arantes, Aldo Rebelo, Lindberg Farias e Orlando Silva Jr.

O novo presidente terá o compromisso de aprovar o Projeto de Lei da Reforma Universitária elaborado por estudantes de todo o Brasil em tramitação na Câmara dos Deputados, ver reerguida a nova sede da UNE na Praia do Flamengo e encampar a luta por mais acesso a universidade, ampliação do Programa Universidade para Todos (ProUni), pelo combate ao neoliberalismo, pela diminuição das desigualdades e distribuição de renda. "O Brasil vive um período em que os avanços democráticos são concretos e possíveis", avalia Augusto.

Augusto atribui ao fato de ter tido contato com o movimento estudantil no primeiro ano de faculdade aos 19 anos a ampliação de sua visão sobre o mundo. "Fazer parte do movimento estudantil é como cursar uma segunda universidade. É um espaço que favorece a formação humanista, de cidadão crítico e comprometido com seu papel na sociedade e na transformação do Brasil".

Nascido na capital paulista, Augusto morou em Rio Claro, interior do estado, onde presidiu o Diretório Acadêmico da Unesp-Rio Claro e o DCE da UNESP/Fatec e, por duas vezes, foi presidente da União Estadual dos Estudantes de São Paulo (UEE-SP) nas gestões 2005-2007 e 2007-2009.

Com a experiência de quem esteve a frente da entidade que representa os universitários paulistas, ele sinaliza a radicalização nas pressões por mudanças no país, mobilizando um número cada vez maior de estudantes de diferentes linhas de pensamento para a lutas da UNE.

"Somos parte de uma nova era que discuti os avanços do Brasil, os avanços na educação e levantamos a bandeira do movimento estudantil, porque a UNE é parte de tudo isso e essa nova gestão, com Augusto presidente vai continuar a luta da entidade, que é uma luta história", disse Lúcia Stumpf, que passou o cargo neste domingo a Augusto.

À frente da UNE, Augusto é consciente da responsabilidade que tem em mãos e sonha com em fazer a União Nacional dos Estudantes do tamanho do país. O 51º Congresso da UNE aconteceu em Brasília, entre os dias 15 a 19 de julho, e reuniu cerca de 10 mil pessoas, sendo mais de 5 mil delegados com direito a voto, eleitos em 92% das instituições de ensino superior do Brasil.

ESPAÇO CHICO BUARQUE

Nada mais apropriado à polítca brasileira atual: dos destros aos canhotos. VIVA GENI!

http://www.youtube.com/watch?v=e-cIMoMiFb8

LULA DEFENDE SARNEY E ABRAÇA COLLOR

O vale tudo para a eleição de Dilma!
Por: Ivan Pinheiro*

Não costumo me entusiasmar com campanhas contra a corrupção, quando personalizadas exclusivamente em algum corrupto específico. Passa sempre a ilusão de que, uma vez derrubado o personagem, a ética volta a imperar na política e nas instituições burguesas. A corrupção é sistêmica no capitalismo; é inerente a ele. A queda de um corrupto não acaba com ela.

Com a vitória do "Fora Renan", veio o "Fora Sarney". Também não adianta levantar o "Fora Senado", pois ainda restará a Câmara dos Deputados, aquela do "mensalão", presidida pelo indefectível Michel Temer, com aquele ar de mordomo de filme de terror.

A esquerda já devia ter aprendido que não pode fazer da luta contra a corrupção a sua bandeira principal, ainda mais dissociada da luta contra o capital. A não ser por oportunismo, para angariar votos na próxima eleição. Como ajudamos a despolitizar o "Fora Collor", deixando de denunciar seu governo como neoliberal! O seu impedimento resultou em Itamar Franco, que logo iniciou o processo de privatização e de flexibilização de direitos trabalhistas.

No caso do "Fora Sarney", entretanto, a campanha pode ter um bom resultado político e até mesmo ideológico, se conseguirmos associá-la à denúncia da farsa da democracia burguesa e do caráter corrupto do capitalismo. Ninguém melhor do que Sarney para simbolizar a corrupção, entendida em todos os seus variados tipos e aspectos; ele é a cara do Estado brasileiro.

Não tenho também ilusão de convencer lulistas que ainda se dizem "de esquerda" (hoje há também os de direita e de centro), depois de quase seis anos de um governo cujo eixo é o "espetáculo do crescimento", o destravamento do capitalismo, custe o que custar em questões sociais ou ambientais.

Podem anotar: a disputa em 2010 vai ser em torno de números macroeconômicos, ou seja, quem foi melhor para o capital: FHC ou Lula? Como foi a entrada de capital estrangeiro? E o "Risco Brasil"? Quem gerou mais e piores empregos? Quem ajudou mais o capital?

Lula realmente é "o cara", um ex-sindicalista terceirizado pela burguesia. Ninguém com mais autoridade para iludir os trabalhadores. É hoje o principal garoto propaganda mundial do "capitalismo do bem"; é o contraponto ao socialismo e à luta de classes, o animador de todos os shows midiáticos das cúpulas internacionais. Distribui sorrisos e camisas da seleção brasileira; acha chique o Brasil emprestar ao FMI.

Suas viagens internacionais são fundamentalmente para criar "janelas de oportunidade" para as multinacionais de origem brasileira surfarem na crise e, de quebra, reforçar uma imagem que lhe capacite a ocupar importantes papéis no cenário mundial, nos quatro anos em que estará fora da Presidência. Quem sabe uma importante função no Banco Mundial ou na ONU?

Mas, com tudo isso, ainda causa desconforto ver a foto de Lula abraçado com Collor em Alagoas, fazendo "justiça" pública a este e a Renan, seus candidatos, naquele Estado, às eleições de 2010, o primeiro a Governador e o segundo a Senador!

Esta fotografia marca o início do mergulho ao fundo do poço. A partir de agora, não estranhemos mais nada. O governo Lula é, cada vez mais, refém da governabilidade institucional burguesa e da corrupção que lhe é inerente. Foi seqüestrado politicamente pelo PMDB e pelo que há de pior entre os caciques políticos brasileiros: Sarney, Renan, Collor, Jader Barbalho, Gedel Vieira Lima, Michel Temer.

Se necessário, Lula vai humilhar mais o PT. Chegou ao ponto de exigir que o partido defenda Sarney a qualquer custo e que não lance candidatos a governador, para entregar os Estados a oligarcas aliados. É capaz de pagar qualquer preço para o resgate do seqüestro: a eleição de Dilma como sucessora.

Mas é preciso ficar claro que essa obsessão não é ditada pela preocupação da continuidade de um projeto de governo. Lula sabe que com Dilma, Serra ou Aécio este projeto continua. É o projeto do Estado burguês brasileiro. O que pode mudar apenas são as boquinhas e o estilo.

Lula resolveu escolher como candidata um "poste político", sem densidade eleitoral, exatamente para que tenha que comer pela sua mão, de forma a garantir seus verdadeiros projetos: o domínio da máquina estatal, a não apuração de atos de seu governo, um protagonismo internacional e, sobretudo, a volta triunfal para mais oito anos, em 2014, para delírio dos lulistas de todos os matizes.

* Ivan Pinheiro é secretário geral do Partido Comunista Brasileiro (PCB)

OS RISCOS DA VOLTA DA DIREITA



Não subestimar a oposição. Pode ser fatal e facilitar o retorno da direita. Contam com toda a mídia, direção ideológica da direita brasileira. Contam com um candidato que, até agora, mantém a dianteira – e não basta dizer que é recall, porque é muito constante sua votação, o Ciro é recall e despencou nas pesquisas.

Contam com a grana, antes de tudo do grande empresariado paulista. Contam com os votos de São Paulo, que se tornou um estado conservador, egoísta, dominado pela ideologia elitista de 1932, de que são o estado do trabalho e o resto são vagões que a locomotiva tem que carregar. Contam com a despolitização destes anos todos, em que se apóia ao governo Lula, mas uma parte importante prefere, pelo menos até agora, o Serra. Contam com a retração na organização e na mobilização popular. Contam com a imagem de Serra, desvinculada do governo FHC, em que, no entanto, foi ministro econômico durante muito tempo, co-responsável portanto, do Plano Real, das privatizações, da corrupção, das 3 quebras da economia e as correspondentes idas ao FMI, da recessão que se prolongou por vários anos, como decorrência da política imposta pelo FMI e aceita pelo governo.

Conta também com erros do governo, seja na política de comunicação – alimentando as publicidades nos órgãos abertamente opositores, enquanto apóia em proporções muito pequenas os órgãos alternativos, seja estatais ou não. Erros de política de juros alta até bem entrada a crise, atrasando a recuperação da economia. Erros na política de apoio e promoção do agronegócios, em detrimento da reforma agrária, da economia familiar, da auto-suficiência alimentar.

É certo que a oposição não tem discurso que sensibilize ao povo, tanto assim que batem o tempo todo, com seus espaços monopólicos na mídia, mas só conseguem 5% de rejeição ao governo, que tem 80% de apoio. Mas também é certo que o estilo marqueteiro que ganharam todas as campanhas, despolitizam o debate, se Serra se mantiver na liderança das pesquisas, não precisa apresentar propostas, só as imagens maquiadas das “maravilhas” que estaria fazendo em São Paulo, assim como o tom de Aécio de que não é anti Lula, mas pós-Lula, dizendo – como disse e não cumpriu em São Paulo, que manteria os CEUS e outros programas sociais do PT – que vai deixar o que está bom – sempre atribuído ao casalsinho Cardoso.

A direita pode ganhar e se reapropriar do Estado. O governo Lula terá sido um parêntesis, dissonante em muitos aspectos essenciais dos governos das elites dominantes, que retornarão. Ou pode ser uma ponte para sair definitivamente do modelo neoliberal, superar as heranças negativas que sobrevivem, consolidar o que de novo o governo construiu e avançar na construção de um Brasil para todos.

VERDADES SOBRE ORKUT

Camaradas,

Esse post veio do blog http://www.soubaianasousagradasouprofana.blogspot.com/, da guerrilheira Luciana Lopes.


Vale a pena conferir.


Para "desestressar" acabei achando isso no blog do meu amigo Junior.
Veja aí as verdades sobre orkut que todos precisamos saber.
01. Se não tem foto é feio(a).
02. Se não tiver foto de corpo é gordo(a).
03. Mulher gostosa te adicionando sem que você conheça é fake.
04. Qualquer celebridade que te adiciona, é fake.
05. Pessoas adoram tirar foto em frente ao espelho.
06. Pessoas adoram entrar em comunidades .
07. É bonita no Orkut? Toma cuidado, as aparências enganam…
08. Quanto mais colorido e bem formatado é um scrap, menos você deve clicar no link que vem abaixo cheios de glitter.
09. Depoimento 90% é falsidade.
10. Fotos não são tiradas como recordação, e sim para botar no Orkut.
11. Orkut não é uma rede social, ela tira sua sociabiliade.
12. Ainda existem pessoas tentando descobrir como se rouba Orkut.
13. A maioria das usuárias do Orkut colocam “Inteligência” na guia “coisas que me atraem”? Mas, se a inteligência as atrai, porque os Nerds/CDF’s não têm namoradas?
14. Nos dias de hoje, só não tem Orkut quem não quer.
15. Buddypoke serve pra fazer coisas que não tem coragem de fazer pessoalmente.
DÊ UMA PASSADA LÁ...É MASSA!!! http://coletanea3.blogspot.com/

quarta-feira, 15 de julho de 2009

HONDURAS... PARECE COM UM CERTO BRASIL

Fonte: Maringoni, Site Carta Maior

A PALAVRA E A PUBLICIDADE

Por Eduardo Galeano

Hoje em dia, a publicidade tem a seu cargo o dicionário da linguagem universal. Se ela, a publicidade, fosse Pinóquio, seu nariz daria várias voltas ao mundo.

“Busque a verdade”: a verdade está na cerveja Heineken.

“Você deve apreciar a autenticidade em todas suas formas”: a autenticidade fumega nos cigarros Winston.

Os tênis Converse são solidários e a nova câmara fotográfica da Canon se chama Rebelde: “Para que você mostre do que é capaz”.

No novo universo da computação, a empresa Oracle proclama a revolução: “A revolução está em nosso destino”. A Microsoft convida ao heroísmo: “Podemos ser heróis”. A Apple propõe a liberdade: “Pense diferente”.

Comendo hambúrgueres Burger King, você pode manifestar seu inconformismo: “Às vezes é preciso rasgar as regras”.

Contra a inibição, Kodak, que “fotografa sem limites”.

A resposta está nos cartões de crédito Diner's: “A resposta correta em qualquer idioma”. Os cartões Visa afirmam a personalidade: “Eu posso”.

Os automóveis Rover permitem que “você expresse sua potência”, e a empresa Ford gostaria que “a vida estivesse tão bem feita” quanto seu último modelo.

Não há melhor amiga da natureza do que a empresa petrolífera Shell: “Nossa prioridade é a proteção do meio ambiente”.

Os perfumes Givenchy dão eternidade; os perfumes dão eternidade; os perfumes Dior, evasão; os lenços Hermès, sonhos e lendas.

Que não sabe que a chispa da vida se acende para quem bebe Coca-Cola?

Se você quer saber, fotocópias Xerox, “para compartilhar o conhecimento”.

Contra a dúvida, os desodorantes Gillette: “Para você se sentir seguro de si mesmo”.

O GUERRILHEIRO, O POETA E A PROVA DE QUÍMICA

POR CARLOS MARIGHELLA, O INIMIGO NÚMERO 1 DA DITADURA E LÍDER DA ALIANÇA LIBERTADORA NACIONAL -ALN

Acadêmico do curso de engenharia civil da Escola Politécnica da Bahia, entregaria ao professor da matéria, a prova de Química, dissertando, também em versos, sobre as propriedades do hidrogênio ? elemento; sua preparação no laboratório e na indústria:

De leveza no peso são capazes

Diversos elementos, vários gases

O hidrogênio, porém, é um gás que deve

Ter destaque, por ser o gás mais leve.

Combina-se com vários metalóides,

Com todos aliás, e os sais halóides,

Provêem de ácidos por aquele gás

Formados, reunindo-se aos metais.

Cloro e hidrogênio combinados dão

Um ácido ? o clorídrico ? e a explosão

Produzida por bela experiência

Pode ser de funesta conseqüência.

Vale a pena que seja aqui descrita

Essa experiência que acho tão bonita.

O desejado efeito se produz

Na escuridão, ausente toda luz.

O cloro ao lado do hidrogênio fica

Num vaso, e isso por forma alguma implica

Numa veloz combinação dos dois,

Porquanto a mesma só virá depois.

Então, do vaso em que se chegando à boca

Uma chama, ribomba, estruge, espoca

O violento estampido que anuncia

Pronta a combinação. À luz do dia

Faz-se a combinação rapidamente

(Nesse caso o perigo é iminente).

De uma notável propriedade goza:

Atravessa veloz qualquer prosa

Superfície e, por ser incomburente,

É queimado, não queima. A luz ardente

Que possui é de cor azul no tom,

E na harmonia química, o seu som

É típico e semelha um longo ronco

De um urso velho dorminhoco e bronco.

27 de junho de 1931.

LIBERDADE, POEMA DE CARLOS MARIGHELLA

LIBERDADE

Não ficarei tão só no campo da arte,
e, ânimo firme, sobranceiro e forte,
tudo farei por ti para exaltar-te,
serenamente, alheio à própria sorte.
Para que eu possa um dia contemplar-te
dominadora, em férvido transporte,
direi que és bela e pura em toda parte,
por maior risco em que essa audácia importe.
Queira-te eu tanto, e de tal modo em suma,
que não exista força humana alguma
que esta paixão embriagadora dome.
E que eu por ti, se torturado for,
possa feliz, indiferente à dor,
morrer sorrindo a murmurar teu nome”

Carlos Marighella

São Paulo, Presídio Especial, 1939.

terça-feira, 14 de julho de 2009

LA MARSEILLAISE - O HINO DA FRANÇA E DA HISTÓRIA DO MUNDO

Composta por Claude Joseph Rouget de Lisle em 1792, A Marselhesa (La Marseillaise) é uma das composições mais famosas do mundo. Chega a ser considerado como o hino mais bonito do globo, emocionando quando tocado, mesmo não franceses, pois faz lembrar os ideais de liberdade, igualdade e fraternidade da Revolução Francesa.

Abaixo o hino e fotos desse país formidável.

http://www.youtube.com/watch?v=3z45BALF7Vg

AVANT!!! QUEDA DA BASTILHA

http://www.algosobre.com.br/images/stories/historia/revolucao_francesa_bastilha.jpg


Hoje a França celebra a passagem de um calendário histórico: a idade moderna ceifa frente à nascitura idade contemporânea.

Feriado comemorado na França e por todo o mundo ocidental, já que simboliza a impaciência popular frente ao antigo regime que, empanzinado, mandava o povo trocar pão por brioche.

A Bastilha era uma prisão de inimigos do rei Luís XVI. Mas é fato lembrar que a subversão do terceiro estado libertou, com a tomada dos calabouços, apenas 4 presos, sendo 3 esquizofrênicos e 1 membro do segundo estado (nobreza).

De todo modo, enquanto a Assembleia de Estados Gerais jogavam péla, o povão tomava não só a Bastilha, mas as ruas, o mundo e a história.

PRA NÃO DIZER QUE NÃO FALEI DOS ESPINHOS 1

Na condição de petista, não me submeto ao cúmulo de me tornar pateta. É fato que parte considerável do PT e da esquerda brasileira se renderam aos marcos do capital, às suas regras e aos vícios do modo de produção burguês.

A coalização que assumiu o governo sabia dos limites constitucionais impostos e preferiu ser uma sócia minoritária da burguesia a endereçar uma plataforma ideológica com base no que os movimentos sociais sempre lutaram: Fim a toda forma de latifúndio! Auditoria quanto à dívida externa! Reformas urbana, agrária, política e educacional. O governo fez alianças que aniquilaram o Partido dos Trabalhadores como último grande partido de expressão ideológica da sociedade, 40 anos após o primeiro racha do antigo Partidão, o PCB.

Elegemos e reelegemos Lula na condição de baluarte maior da luta do povo. Expressão que ele se notabilzou a partir das greves do ABC no fim dos anos 70 em pleno regime de exceção, sendo preso pela ditadura que ajudamos a afundar na sua autofagia 'pós-milagre brasileiro'.

Outorgamos a Lula, e a quem quer que fosse presidente, uma plataforma ideológica: democrática, popular e estrategicamente socialista, mas não foi isso que ocorreu no percurso da esquerda rumo à presidência.

Vimos o muro de Berlim ser derrubado e com ele os comunistas sofismáticos de plantão tentarem aniquilar o PCB. Outros camaradas em diversos partidos e correntes quiseram 'reformular' o socialismo para um viés socialdemocrata, rendendo-se sem pudor ao capital e assumindo sem espúrios a cooptação de classe.

A desarticulação dos movimentos sociais nos anos 90 foram frutos dessa política equivocada. A estratégia socialista foi abandonada pelo aparelhismo das entidades sindicais e estudantis. A unidade sindical se desmantelou em nome de repasse tributário para centrais, a UNE e a UBES tiveram seu último grande momento no Fora Collor, depois disso limitaram-se a reproduzir carteiras de estudantes (direitos como meias passagem e entrada vendidas em pvc).

Hoje, observamos a crise do Senado. Pode aparentar oportunismo, mas não é de agora que me pergunto: Para que serve o senado? Uma instituição republicana composta por anciãos criada na Roma Antiga a fim de expressar a soberba patrícia frente aos avanços da plebe rumo às assembleias curiata e centurial e seus tribunos e cônsules. No caso brasileiro, o senado é casa revisora do processo legislativo (vale lembrar que na Constituinte, entre 1987 e 1988, o PT defendeu a extinção do senado), e hoje o observamos como um cemitério de biografias, ou desvendador de verdades através da livre imprensa.

ACM, Jáder Barbalho, Renan Calheiros e José Sarney, na condição de presidentes e não de relés excelências, compõem o rool de absurdos provocados por uma casa de 81 membros com mesmo orçamento que a câmara dos deputados com 513 parlamentares. Novamente me pergunto: pra que o senado?

Os escândalos de Sarney não são novos e foram coadunados, por anuência ou omissão, através de quem compôs as mesas diretoras do senado de 1995 pra cá. Das presidências às terceiras secretarias. E como o mandato corresponde a duas legislaturas, caprichos de quem perdeu o posto de vitalício, não vejo outra solução que não seja o fim do senado após 2014.

Não estamos mais na fase da reforma política, de fato, é urgente uma REVOLUÇÃO POLÍTICA, a fim de que não se motive os setores retrógrados e saudosistas da redentora a emplacar, e com relativo apoio social, mais um golpe na coleção republicana autoritária, em nome da moralidade e dos bons costumes do povo brasileiro, destarte representado por ladrões em atos impunes: públicos ou secretos.

PRA NÃO DIZER QUE NÃO FALEI DOS ESPINHOS 2

http://3.bp.blogspot.com/_LwfT5dSSUAE/Scuwnv63LNI/AAAAAAAAA00/HFo0JeqsiV4/s400/Charge+Sarney+minha+casa+minha+vida.jpg

PRA NÃO DIZER QUE NÃO FALEI DOS ESPINHOS 3

http://2.bp.blogspot.com/_FMRwh-7HfKE/SdIroYrUi9I/AAAAAAAAATg/BxoDgwVkU64/sarney_profissao.jpg

OBAMISMO: GUERRA E MILITARISMO

"…Se com Obama é mais fácil ganhar os aliados para a guerra e o militarismo, não é menos verdade que os povos não funcionam de acordo com o relógio do império. (…) "O planeado aumento do contingente militar e da artilharia pesada [no Afeganistão] não é nenhuma alternativa e apenas vai aumentar o sofrimento das populações, as perdas de ambos os lados, provocar mais violência, terror e vítimas. A única alternativa é a urgente retirada das tropas estrangeiras do Afeganistão". Por muito mediático que seja o "obamismo" os povos odeiam a guerra e o militarismo".
Rui Paz - 12.07.09

As tropas de Obama iniciaram mais uma ofensiva militar no Afeganistão para tentar liquidar a resistência contra a ocupação estrangeira e se possível fazer alastrar o conflito ao Paquistão, um Estado possuidor de armas nucleares. A chamada "operação paz duradoura" que sustenta a agressão militar dos EUA e da NATO resulta de um acto unilateral que afronta a Carta das Nações Unidas e os princípios do Direito Internacional.

Se a guerra contra o Iraque visou fundamentalmente a afirmação da supremacia dos Estados Unidos sobre os restantes aliados da NATO e o controlo exclusivo por Washington do petróleo iraquiano, hoje, ao intensificar a agressão militar no Afeganistão, Obama pretende arrastar os aliados europeus para a guerra e o esmagamento dos povos que se levantem contra o imperialismo. Os Estados Unidos já sabem que, apesar de todo o seu poderio militar e económico, não podem impor sozinhos a sua nova ordem mundial.

É essa a razão porque o presidente norte-americano, apesar de cobrir de verniz moralista muitas das suas habituais pregações é o primeiro a esconder e silenciar sistematicamente os assassínios e massacres perpetrados pelas tropas norte-americanas nas aldeias afegãs. É isto que está a levar a direita conservadora, os amigos reaccionários de Bush, e os militaristas de todos os matizes a sair das tocas onde tinham hibernado com receio de uma "possível mudança", e a converter-se em menos de um ápice ao "obamismo".

Mas, se com Obama é mais fácil ganhar os aliados para a guerra e o militarismo, não é menos verdade que os povos não funcionam de acordo com o relógio do império. Na Alemanha, as últimas sondagens continuam a revelar que mais de dois terços da população opõem-se à participação das Forças Armadas na ocupação militar do Afeganistão. O Governo de Ângela Merkel e da social-democracia continua a negar oficialmente que a Alemanha esteja em guerra, apesar de cada vez mais soldados regressarem ao Reno em macas e caixões. A Constituição alemã e o Código Penal prevêem pesadas penas de prisão para os responsáveis pela "preparação e desencadeamento de uma guerra de agressão" (art.26).

Para obrigar o povo e os soldados a aceitar o militarismo como parte integrante da actual política externa alemã, o ministro da Defesa Jung acaba de criar a "ordem de honra da Bundeswehr pela coragem". É a primeira vez, desde o regime hitleriano e do nazismo que soldados alemães voltam a ser condecorados por participarem em guerras no estrangeiro.

Ao intervir no recente debate no Bundestag sobre a utilização de aviões-radar AWACS e o aumento dos efectivos militares alemães no Afeganistão, o deputado Norman Paech, em nome dos 60 deputados que compõem o grupo parlamentar do partido "A Esquerda" desmascarou a chanceler Ângela Merkel esclarecendo que "no Afeganistão reina a guerra e a Bundeswehr está cada vez mais enredada neste círculo infernal. O número de vítimas aumenta de forma dramática semana após semana. As tropas estrangeiras não são aceites como libertadoras mas como exército de ocupação (...) O planeado aumento do contingente militar e da artilharia pesada não é nenhuma alternativa e apenas vai aumentar o sofrimento das populações, as perdas de ambos os lados, provocar mais violência, terror e vítimas. A única alternativa é a urgente retirada das tropas estrangeiras do Afeganistão".

Por muito mediático que seja o "obamismo" os povos odeiam a guerra e o militarismo.

Este texto foi publicado em Avante nº 1.859 de 9 de Julho de 2009
http://www.odiario.info

POESIA: QUANDO OS TRABALHADORES PERDEREM A PACIÊNCIA

Por: Mauro Iasi(*)


As pessoas comerão três vezes ao dia
E passearão de mãos dadas ao entardecer
A vida será livre e não a concorrência
Quando os trabalhadores perderem a paciência

Certas pessoas perderão seus cargos e empregos
O trabalho deixará de ser um meio de vida
As pessoas poderão fazer coisas de maior pertinência
Quando os trabalhadores perderem a paciência

O mundo não terá fronteiras
Nem estados, nem militares para proteger estados
Nem estados para proteger militares prepotências
Quando os trabalhadores perderem a paciência

A pele será carícia e o corpo delícia
E os namorados farão amor não mercantil
Enquanto é a fome que vai virar indecência
Quando os trabalhadores perderem a paciência

Quando os trabalhadores perderem a paciência
Não terá governo nem direito sem justiça
Nem juizes, nem doutores em sapiência
Nem padres, nem excelências

Uma fruta será fruta, sem valor e sem troca
Sem que o humano se oculte na aparência
A necessidade e o desejo serão o termo de equivalência
Quando os trabalhadores perderem a paciência

Quando os trabalhadores perderem a paciência
Depois de dez anos sem uso, por pura obscelescência
A filósofa-faxineira passando pelo palácio dirá:
"declaro vaga a presidência"!

* Mauro Iasi é Professor da UFRJ e membro do Comitê Central do PCB (Partido Comunista Brasileiro)

CAMPOS NO IRAQUE TEM 1 BOMBA POR 100M²

http://www.narrative360.com/Kites_Guns_and_Dreams_files/Semeniuk_004.png

País tem 20 milhões de minas terrestres e 2,6 milhões de explosivos não detonados, que ameaçam 1,6 milhão de pessoas, diz estudo da
ONU.
Relatório do PNUD e do UNICEF indica que não há expectativa de que a situação se reverta logo, apesar de o Iraque ter assinado tratado em que se compromete a eliminar os artefatos. As minas e outros tipos de bomba põem em risco pontos vitais para a economia do país, como campos de petróleo e áreas rurais, e ameaçam sobretudo as crianças, segundo o estudo.

75% DOS PAÍSES VIVEM COM MÉDIA INFERIOR À RENDA GLOBAL

PIB per capita de nações que abrigam ¾ da população é menor que média global; melhores têm indicador 22 vezes maior que piores
PrimaPagina


TIAGO MALI

da PrimaPagina

Os números mais recentes sobre o IDH (Índice de Desenvolvimento Humano) divulgados pelo PNUD mostram que 74,7% da população vive em países com PIB per capita abaixo do mundial, que é de US$ 9.316. Os dados, referentes a 2006, indicam que, de uma população de 6,71 bilhões (de acordo com a Divisão de População do Departamento de Economia e Assuntos Sociais da ONU), pouco mais de 5 bilhões vive em nações com esse indicador de renda abaixo da média.

“Isso mostra que um quarto do mundo tem um poder de compra várias vezes superior ao restante da população. É uma distância que tem aumentado ao longo do tempo, e não só entre os países, mas também dentro deles”, afirma Renato Baumann, diretor do escritório da CEPAL (Comissão Econômica para América Latina e o Caribe) no Brasil. “A economia mundial tem uma série de sistemas que favorecem os que estejam mais preparados, que tenham mais instrução. Então, em um período de crescimento econômico como o que tivemos recentemente, os indivíduos mais instruídos e as empresas com melhor estrutura crescem mais do que os assalariados, por exemplo, que não têm muito poder de barganha. Isso acaba aumentando o fosso da renda”, completa.

A desigualdade à qual o economista se refere fica ainda mais evidente quando se observam os dois extremos da lista de 180 nações para as quais há informações disponíveis. Na ponta de baixo, os 20% de países com menor PIB per capita (indicador usado para medir renda no IDH) ganham em média US$ 1.461 e abrigam pouco mais de 1 bilhão de pessoas. Já na ponta de cima – que também abriga 1 bilhão de pessoas – o mesmo indicador de renda pula para US$ 33.200, mais de 22 vezes o PIB per capita dos países mais pobres.

Melhores e piores

Entre os detentores dos piores indicadores de renda estão República Democrática do Congo, com apenas US$ 281 de PIB per capita, Burundi (US$ 333) e Libéria (US$ 335). A África abriga a maioria dessas nações (36), dividindo o a lista com a Ásia (sete), Oceania (três) e o Haiti.

Já nos melhores indicadores destacam-se Luxemburgo (US$ 77.089 de PIB per capita), Qatar (US$ 72.969) e Noruega (US$ 51.862). A desigualdade entre o começo e o fim da lista é gigantesca. Luxemburgo tem 274 vezes a renda da República Democrática do Congo.

A disparidade, de acordo com Baumann, tende a aumentar. “Muitos dos países com pior renda per capita têm taxas de natalidade mais elevadas que o restante e tendem, com o tempo, a ter uma quantidade maior de pessoas para distribuir a riqueza.”

Na lista das maiores rendas per capita, há forte presença da Europa (mais da metade dos 45 países) e das nações Árabes (sete). O Brasil (PIB per capita de US$ 8.949) e os outros países da América do Sul estão entre as nações de indicador mediano. “Nós somos a classe média. O crescimento recente do mundo, principalmente da China e da Índia, aumentou a demanda por commodities e trouxe efeitos benéficos para a região, embora não tenhamos chegado perto dos ricos", lembra Baumann.

O economista se mostra pessimista sobre os efeitos da crise na relação entre as rendas dos países e não acha provável que as perdas fiquem concentradas nos mais ricos. “É muito difícil que essa distância seja diminuída. O que pode acontecer – e já aconteceu na década de 30, após a crise de 29 – é uma escalada do protecionismo para proteger os ricos, o que seria terrível. Isso iria atingir em cheio as nações menos favorecidas e provocar ondas migratórias que poderiam despertar mais barreiras xenófobas pelo mundo”, teme Baumann.

Dados

As informações sobre o PIB per capita divulgadas com o IDH e usadas nesta comparação são ajustadas pela Paridade de Poder de Compra (dólar PPC), método que elimina as diferenças de custo de vida entre os países.

Mesmo assim, o PIB per capita (soma dos bens e serviços produzidos pelo país, dividida pela população) pode apresentar distorções, devido a desigualdades internas. Ele não necessariamente se reverte no bem-estar da população. É o caso, por exemplo, de países africanos ricos em petróleo, como a Guiné Equatorial, que está na lista dos países com maior PIB per capita (US$ 27.161), mas tem expectativa de vida de apenas 50,8 anos.

RECIFE GANHA CENTRO DE REGENERAÇÃO DE CF

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Local é o primeiro do Nordeste para purificar gás que danifica camada de ozônio e agrava efeito estufa; substância é usada em refrigeração
A criação das centrais faz parte do Plano Nacional para Eliminação dos CFCs, que prevê eliminar até o ano que vem as substâncias nocivas à camada de ozônio. Os locais têm aparelhos que coletam, armazenam e tratam o gás, sem que ele vaze na atmosfera. Após a regeneração, o CFC pode ser reutilizado. Já há centrais em São Paulo (inaugurada em 2006) e no Rio de Janeiro (inaugurada em 2008).

PRESIDÊNCIA PODE TER SETOR SÓ PARA ÍNDIOS

http://www.zuvuya.net/sites/babylontravel/images/gallery/indios03.jpg

Lideranças indígenas defendem criação de órgão dentro de secretaria especial do governo; projeto ainda vai ser avaliado por ministérios
A SEPPIR (Secretaria Especial de Políticas de Promoção da Igualdade Racial), ligada à Presidência da República, pode ter subsecretaria exclusiva para apoiar indígenas. A proposta foi aprovada na segunda edição da Conferência Nacional de Promoção da Igualdade Racial, que reuniu membros da sociedade civil e do governo, em Brasília.

PARA BRASILEIROS, PAÍS CARECE DE 'VALORES'

Pesquisa para definir tema do estudo do PNUD sobre o Brasil recebeu 500 mil respostas; maioria citou virtudes como respeito e justiça
MARIANA DESIDÉRIO
da PrimaPagina

Já está definido o assunto do próximo Relatório de Desenvolvimento Humano do Brasil. Por escolha da maior parte dos 500 mil brasileiros que responderam à pergunta “O que deve mudar no Brasil para sua vida melhorar de verdade?”, da pesquisa Brasil Ponto a Ponto, o tema do estudo será “valores”.

Nas respostas à consulta, a falta de respeito, honestidade, amor, responsabilidade e de virtudes similares foi mencionada mais vezes do que questões como educação, segurança, saúde ou emprego. Para o coordenador do relatório, Flávio Comim, o resultado é surpreendente e só foi possível porque a consulta tinha uma pergunta aberta. Segundo ele, é a primeira vez que uma pesquisa desse tipo é feita com questão aberta, que permite que as pessoas escrevam a resposta que quiserem. A iniciativa é inédita — em nenhum outro lugar do mundo, o tema do relatório nacional feito pelo PNUD foi decidido dessa forma.

“As respostas abertas permitiram que as pessoas falassem o que quisessem. Não só o que deveria mudar para suas vidas mudarem, mas também os comos e os porquês daquilo”, salienta Comim.“Nas respostas, você vai encontrar problemas relacionados a saúde, educação, emprego. As novidades foram os comos e porquês. Este é o diferencial.”

Os valores mais citados pelos participantes da consulta foram respeito, justiça, paz, ausência de preconceito, humanidade, amor, honestidade, valor espiritual, responsabilidade e consciência. Para o coordenador do relatório, isso “nos leva a um conceito novo de valores de vida: nem só morais ou éticos, nem só financeiros, são os valores praticados no dia-a-dia.”

Dentre os 500 mil que contribuíram com o projeto Brasil Ponto a Ponto estão moradores dos maiores municípios brasileiros e dos dez com menor IDH, estudantes dos ensinos fundamental e médio, além de pessoas que deixaram sua resposta registrada no site da campanha, dos clientes das empresas TIM (telefonia) e Natura (cosméticos) e de quem se manifestou pelos sites dos canais de televisão MTV (cabo) e Globo. As empresas parceiras foram as responsáveis pelo grande número de participações obtido pela consulta, diz Comim. A organização da Brasil Ponto a Ponto esperava, inicialmente, 50 mil respostas.

Apesar de a consulta ter alcançado grupos bem diversos, Comim conta que os principais pontos levantados foram basicamente os mesmos. Nos primeiros lugares das questões mais objetivas (os pontos compreendidos pelo PNUD como “valores” vieram muitas vezes acompanhados de outras questões) estão educação e violência. Esses dois temas terão destaque no relatório. Comim conta que o que mais apareceu em relação à educação não foi uma demanda por mais conteúdo nas escolas, mas uma carência de que o espaço escolar também transmita valores aos alunos.

Sobre a violência, o que mais apareceu foram reclamações sobre a violência contra a pessoa — agressões, violência doméstica — em detrimento da violência contra a propriedade, como roubos e furtos. A conclusão que se tira disso, para Comim, é de que “o problema é muito maior. Significa que a sociedade resolve seus conflitos de forma violenta.”

Terminada a pesquisa, que parou de receber contribuições em 15 de abril e teve os dados computados até meados de junho, o desafio agora é materializar o tema “valores”. O relatório deve ser publicado até o início de 2010 e seu primeiro caderno abordará a experiência da consulta.

segunda-feira, 6 de julho de 2009

ESTUDANTE COBRA INFORMAÇÕES SOBRE CURSOS DE FÉRIAS NA FACAPE

Sou aluna do Curso de Bacharelado em Direito da FACAPE e venho por meio deste e-mail expor o meu desabafo e de meus colegas de curso.

A referida instituição de ensino oferece em seu período de férias cursos denominados “de férias”, nos quais seus alunos podem adiantar disciplinas ou recuperar alguma disciplina na qual foram reprovados durante o semestre letivo.

Todas as universidades oferecem tais cursos. Até então tudo bem.

A FACAPE aceitou os requerimentos dos já citados cursos, abriu as matrículas e estas foram feitas. Mas eis que nós, alunos, fomos pegos de surpresa: apenas duas disciplinas dos cursos de férias em Direito foram liberadas. Os demais cursos encontram-se suspensos até a presente data.

Entramos em contato com o CAD, setor responsável pelas matrículas dos tais cursos. Todos nos questionamos sobre qual o motivo dos cursos estarem suspensos. As atendentes do CAD respondem em tom uníssono: “Só foram liberados dois cursos, os demais estão suspensos e não sabemos o motivo. Se você já fez matrícula espere para ver o que vai dar…”

Nossa! Como pode uma instituição “zelar” assim por seus estudantes? Estamos matriculados e sequer recebemos informações contundentes acerca dos cursos nos quais estamos matriculados.

Outro ponto que merece ser trazido à tona é o fato de que nos matriculamos em tais cursos, não para fugir de professores intitulados “exigentes demais” ou por pura diversão. Sacrificamos nossas férias e o tempo que poderíamos estar em nossos trabalhos ou com nossos familiares para recuperar possíveis prejuízos, ou quem sabe, acelerar a formatura.

Nós, comunidade acadêmica, não podemos ser tratados de tal modo: matricula daqui, cancela curso de lá. Nos programamos, pagamos o valor da matrícula (R$ 403,00). E agora?

Ficaremos como? Sentados à beira do cais? Vendo os navios partirem e chegarem? Evocações poéticas à parte, queremos respeito, informações contundentes.

Entendo que a faculdade está sob nova administração e não questiono aqui a competência do novo Diretor, toda gestão enfrenta problemáticas.

Entretanto, creio que liberar dois cursos e suspender os demais não foi a atitude mais pautada na sensatez.

Como pode se deixar matricular os alunos para só então se avaliar os requisitos para a existência dos cursos?

Entendo que para tais cursos existirem, deve haver uma determinada quantidade de alunos matriculados, mas suspendê-lo e não justificar não é nada aceitável.

Alunos pagam suas matrículas, têm direito de cursar as disciplinas em questão e não podem fazê-lo por problemas administrativos? Que falta de senso é este?

E cadê a “isonomia”, por que aprendemos tal conceito na sala de aula e isto não é visto no tratamento que nos é dispensado na FACAPE.

Já não nos basta não ter o direito a um ensino de qualidade, a acessar uma biblioteca compatível com os cursos que fazemos? Será que não foi o bastante o que sofremos com os “joguetes políticos” dentro da instituição?

Queremos o direito aos nossos cursos de férias. Precisamos fazê-los, não por “molecagem” ou medo de professores A ou B.

Que o nosso direito não seja turbado e que nós, discentes, sejamos tratados com mais respeito.

Que os cursos sejam liberados, sem maiores controvérsias. Ou será que vai ser preciso apelarmos para as vias jurídicas?

Esperamos que a Direção, bem como a Coordenação do nosso curso, cheguem a um consentimento e que não sejamos prejudicados com a suspensão dos cursos.

Ana Rufina Matos Pereira Lima

domingo, 5 de julho de 2009

SERRA ATACA 'LOTEAMENTO' AO LADO DE ROBERTO FREIRE

Do blog Balaio do Kotscho:

O governador José Serra saiu dos seus cuidados neste final de semana e compareceu ao 16º Congresso Estadual do PPS (antigo Partido Comunista Brasileiro, hoje linha auxiliar da aliança PSDB-DEM), em Jaguariúna, no interior de São Paulo, a 134 quilômetros da capital.

Foi e voltou de helicóptero e ficou lá apenas 45 minutos, o suficiente para atacar o governo federal e o PT:

“O PT usa o governo como se fosse propriedade privada. Quando o PT foi para o governo, incorporou esse patrimonialismo do partido. Em São Paulo, não existe esse loteamento governamental, ao contrário do federal”.

Não existe? Serra esqueceu-se que estava ao lado do presidente do PPS, Roberto Freire, suplente do senador Jarbas Vasconcelos (PMDB), atualmente ganhando a vida como membro de dois conselhos municipais em São Paulo, embora seja do Recife e more em Brasília.

Ex-candidato a presidente da República, hoje Freire não se elege nem síndico em sua cidade, mas fatura R$ 12 mil por mes para participar de uma reunião mensal e assinar as atas da Emurb (Empresa Municipal de Urbanismo) e da SP-Turismo.

Quem lhe arrumou esta boquinha foi o próprio governador José Serra, em 2005, quando era prefeito de São Paulo. Mantida pelo seu sucessor Gilberto Kassab, a sinecura abriga hoje 58 conselheiros, que custam R$ 4 milhões por ano à Prefeitura.

Quem fez a denúncia, em janeiro deste ano, foi o repórter Fabio Leite, do Jornal da Tarde. Mas, ao contrário do que acontece no plano federal, não mereceu nenhuma repercussão na chamada grande imprensa. Em seu texto, Leite escreveu que esta “bondade administrativa visa acolher aliados e engordar os salários dos secretários municipais”.

Até hoje esta informação não foi desmentida nem se tem notícia de que Roberto Freire, fiel à sua cruzada de paladino da moralidade alheia, tenha aberto mão da bem remunerada boquinha.

Em Jaguariúna, como anfitrião do governador, ele aproveitou para atacar o PAC (Programa de Aceleração do Crescimento) do governo federal, que “não anda no país, o que anda é a corrupção”, segundo noticiário da Folha.

Antes de pegar o helicóptero de volta para São Paulo, Serra, que não foi perguntado sobre a aparente contradição entre o que falou sobre “loteamento” e a condição do conselheiro Freire, ainda garantiu aos ex-comunistas que fará “o possível para atender aos pedidos dos prefeitos do PPS”.

quinta-feira, 2 de julho de 2009

ANÁLISE SOBRE AS AVALIAÇÕE DE 2010

Eleição é um elemento muito dinâmico e não se leva em consideração uma análise a um ano do pleito.

Lembro aqui algumas situações:

1. Marcos Freire (PMDB) era franco favorito contra o então vice-governador Roberto Magalhães (PDS).

2. Em 1985 Jarbas Vasconcelos (PSB) tinha 16% a menos que Sérgio Murilo (PMDB) para a prefeitura de Recife.

3. Quem era Fernando Collor em 1988 além do governador de um dos estados mais pobres do Brasil?

4. Quem era Luiz Antônio Fleury (PMDB) no início das eleições paulistas em 1990, além de secretário de segurança e que contava com 2% das intenções de voto?

5. Na Bahia, Jaques Wagner (PT) derrotou o carlismo baiano no primeiro turno contrariando todas as pesquisas que afirmavam Paulo Souto (DEM) como governador reeleito.

6. Em 2008, Gonzaga Patriota (PSB) numa coligação de 20 partidos foi derrotado por Júlio Lóssio (PMDB), estreante na política em Petrolina e João da Costa (PT) derrotou todos os seus oponentes ainda no primeiro turno, tendo iniciado a campanha com 3% nas pesquisas pela PCR.

Eleição é fruto da dinãmica da conjuntura, da avaliação política, das coligações partidárias e sobretudo da memória recente do eleitor.

EMPATE TÉCNICO ENTRE DILMA E SERRA

(No Diario de Pernambuco) - Diante do resultado da pesquisa CNT/Sensus divulgada ontem, os partidos de oposição cobram do PSDB mais empenho na corrida eleitoral. O levantamento, divulgado ontem, mostra que a avaliação positiva do governo Lula subiu de 62,4% em março para 69,8%. Revela, ainda, o crescimento da intenção de votos para a ministra-chefe da Casa Civil, Dilma Rousseff, na eleição para presidente em 2010. Pela primeira vez, Dilma chegou ao empate técnico com o governador de São Paulo, José Serra: na sondagem espontânea, na qual o entrevistado não tem acesso a uma lista com nomes pré-determinados, a ministra teve 5,4% das intenções de voto e Serra, 5,7% - a margem de erro é de 3%. (Leia mais).

quarta-feira, 1 de julho de 2009

CENTENÁRIO - BRASÃO DO CLÁSSICO DOS CLÁSSICOS

Por Cassio Zirpoli

Brasão oficial do Clássico dos ClássicosEm primeira mão, o brasão oficial do Clássico dos Clássicos Centenário, que será disputado entre Sport e Náutico no próximo dia 26 de julho, na Ilha do Retiro. O jogo, válido pelo Campeonato Brasileiro, acontecerá um dia depois do aniversário de 100 anos do 3º clássico mais antigo do país.

Para comemorar o centenário da rivalidade, dirigentes rubro-negros e alvirrubros articulam, neste mês de junho, uma série de eventos.

Além do brasão, também serão lançadas moedas especiais dos dois times (edição limitada), e o livro “Clássico dos Clássicos - 100 anos de história”, escrito por Roberto Vieira, Carlos Celso Cordeiro e Lucídio José de Oliveira (cerca de 500 unidades).

O livro será lançado no próximo dia 17, no salão nobre da FPF. São 50 crônicas, sendo 25 sobre vitórias históricas de cada clube. Por sinal, a capa é dupla. Confira abaixo.

Capa dupla do livro "Clássico dos Clássicos - 100 anos de história"

FORA SARNEY

Por Celso Marcondes

“Fora Sarney! Diretas Já!”, minha mulher lembrou deste grito ontem à noite, quando assistíamos ao Jornal Nacional. O leitor deve se lembrar daquele momento. A presidência da República tinha caído no colo do maranhense (que ainda não era do Amapá) depois da morte de Tancredo Neves, em abril de 1985. A grande maioria da sociedade brasileira queria mais, queria eleições diretas.

Porém, um ano antes, em 1984, o Congresso Nacional havia rejeitado a emenda Dante de Oliveira e o clamor popular. Tivemos que engolir as indiretas e tragar Sarney. Aí, ficamos alguns anos ouvindo os gritos acima nas manifestações de rua. Até que, em 1989, pudemos finalmente votar para presidente e ... eleger Fernando Collor .

Vinte longos anos se passaram, o leitor se deu conta? E o grito volta. Só que agora da tribuna do Senado, nas vozes de ....Artur Virgílio e José Agripino, senadores do PSDB e do DEM. O povo assiste, nenhuma entidade popular se manifesta até agora sobre a crise que destrói o Senado. E o PT, triste ironia, pela voz do presidente Lula antes e da senadora Ideli Salvatti ontem, saem na defesa do indefensável.

São os preços das alianças. O governo trouxe o PMDB para o seu lado, virou maioria. Pagou caro por isso: as presidências da Câmara e do Senado, vários ministérios, dezenas de cargos a importantes, centenas de nem tanto. E muito mais. É a tal da “governabilidade”. Por conta disso vai aturando os desmandos infinitos: nepotismo, empreguismo, desperdício de verba pública, orçamentos secretos, uma lista que não para de crescer e envolve todo o Senado – para não falar da Câmara dos Deputados, Michel Temer anda mudo - , alguns senadores bebendo mais da fonte, outros menos.

Claro que a oposição joga com o caso, não seria oposição se não o fizesse: com a queda do imperador do Maranhão, assumiria seu cargo, o vice Marconi Perillo, do PSDB. Daí ficaria muito mais fácil emplacar a CPI da Petrobras e muitas outras coisitas mas, em ano pré-eleitoral, de disputa na ponta da faca.

Sabendo disso, o bloco de situação, majoritário, mantém o impasse e o próprio partido tucano tenta uma saída negociada, rifando Perillo e montando uma “comissão especial” para substituir Sarney. Perillo chiou, o PSDB recuou, o impasse continua.

Até quando? Quais serão as novas denúncias que surgirão nos jornais de amanhã? CartaCapital terá que dar outra capa para a crise na edição que sai nesta sexta?

A cada dia sabemos novidades de Sarney e do Senado. Claro que a crise é da instituição. Mas quem é a “instituição”? Quem a presidiu nos últimos tempos? Lembremos só dos mais ilustres: ACM, duas vezes, Jader Barbalho, Renan Calheiros e José Sarney, três vezes. Vamos e venhamos, com uma galera deste “naipe”, como diria meu sobrinho, o que esperar da “instituição”? Você gostaria de ver estes “cidadãos comuns” comandando a tua micro-empresa ou a escola do teu filho?

Pois é. Apoiar a destituição de Sarney custará caro ao presidente Lula e ao PT. Mas, fazer o quê, a vida é assim. Não tem almoço grátis. E se o convidado é uma “mala”, sinto muito, já se sabia disto antes, hora de pagar a conta cara. E dispensar a sobremesa.

FONTE: CARTA CAPITAL